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5 mil peixes s√£o inseridos no ‚ÄúVelho Chico‚ÄĚ entre Porto Real do Col√©gio e Propri√° (SE)

Cerca de cinco mil peixes juvenis da esp√©cie nativa Pacam√£ foram inseridos na √ļltima ter√ßa-feira, 14 de agosto, pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do S√£o Francisco e do Parna√≠ba (Codevasf) no trecho do rio S√£o Francisco localizado entre os munic√≠pios de Porto Real do Col√©gio (AL) e Propri√° (SE). O repovoamento integra as a√ß√Ķes do projeto cient√≠fico ‚ÄúEstudo da Variabilidade e Abund√Ęncia de Esp√©cies Nativas do Baixo S√£o Francisco‚ÄĚ executado por t√©cnicos da Codevasf, Ufal e Embrapa no Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Iti√ļba (5¬™CII), localizado em Porto Real do Col√©gio (AL). Os resultados do projeto cient√≠fico est√£o subsidiando as a√ß√Ķes de repovoamento do ‚ÄúVelho Chico‚ÄĚ dentro do Programa de Revitaliza√ß√£o das Bacia Hidrogr√°ficas dos Rios S√£o Francisco e Parna√≠ba.

Segundo o chefe do Centro, engenheiro de pesca Alexandre Delgado, a Codevasf já produz em cativeiro, em larga escala, outras espécies nativas da bacia do São Francisco, a exemplo do Curimatã, do Piau, do Dourado, do Surubim e da Matrinxã, mas havia a necessidade de dominar a tecnologia de reprodução artificial do Pacamã, espécie com população bastante reduzida no Baixo São Francisco. “Nossos técnicos já vinham produzindo em cativeiro o Pacamã, mas em pequena escala, o que reduzia o impacto do repovoamento quando inserido no curso do rio São Francisco.

Agora, com o dom√≠nio da tecnologia de reprodu√ß√£o, ampliamos a produ√ß√£o da esp√©cie com o aumento da sobreviv√™ncia dos alevinos, o que nos permitiu a inser√ß√£o de cerca de 5 mil peixes juvenis do Pacam√£, um esp√©cie nativa com boa aceita√ß√£o pelas comunidades locais e com √≥timo valor comercial na regi√£o. Isso garante o aumento dos estoques pesqueiros no rio S√£o Francisco, um dos objetivos do Programa de Revitaliza√ß√£o‚ÄĚ, explicou.

A inser√ß√£o dos peixes juvenis do Pacam√£ ocorreu pr√≥ximo a ilhas em trechos do rio S√£o Francisco localizados entre os munic√≠pios de Porto Real do Col√©gio (AL) e Propri√° (SE), que, de acordo com o engenheiro de pesca Alexandre Delgado, s√£o os locais mais indicados para a esp√©cie por permitir uma maior sobreviv√™ncia, pois esta costuma habitar √°reas no fundo do rio. Ele ainda adiantou que o Centro produzir√° artificialmente em grande escala outras esp√©cies nativas do ‚ÄúVelho Chico‚ÄĚ, como o Mandi Amarelo, o Cari e o Pir√°, este √ļltimo considerado por muitos o peixe s√≠mbolo do S√£o Francisco e hoje bastante raro nesta bacia hidrogr√°fica, especialmente na regi√£o do Baixo S√£o Francisco.

Ao todo, nove t√©cnicos da Codevasf integram o projeto cient√≠fico que estuda a variabilidade e abund√Ęncia de esp√©cies nativas do Baixo S√£o Francisco e realiza tamb√©m o monitoramento da qualidade de √°gua no rio S√£o Francisco no trecho entre os munic√≠pios de Porto Real do Col√©gio (AL) e Propri√° (SE). S√£o cinco engenheiros de pesca – Kley Lustosa, Alexandre Delgado, √Ālvaro Albuquerque, S√©rgio Marinho e Vin√≠cius Filho -, um bi√≥logo, Jos√© Reginaldo, um m√©dico veterin√°rio, Mateus F√©lix, um qu√≠mico, Anilvison Cavalcante, e um t√©cnico em qu√≠mica, F√°bio dos Santos.

O professor Marcelo Brito, docente da curso de Ciências Biológicas e do Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Conservação da Universidade Federal de Sergipe (UFS), também participou nessa semana das atividades do projeto científico. Ele já havia estudado espécies nativas do São Francisco, mas em trechos do Estado de Minas Gerais, no Alto São Francisco.

‚ÄúTomei conhecimento das atividades cient√≠ficas e tecnol√≥gicas realizadas no Centro Integrado de Iti√ļba e decidi conhec√™-las. Passei a integrar a equipe do projeto e j√° participei da coleta das esp√©cies, com a coloca√ß√£o de redes de captura √† tarde e, na manh√£ seguinte, a retirada da rede com recolhimento dos animais para an√°lise nos laborat√≥rio do centro‚ÄĚ, detalhou o docente, que tamb√©m se mostrou bastante impressionado com a equipe t√©cnica do centro tenol√≥gico da Codevasf e com a infraestrutura que possui equipamentos de alta tecnologia nas √°reas de aquicultura e recursos pesqueiros.

Ele ainda afirmou que pretende trazer estudantes da gradua√ß√£o e da p√≥s-gradua√ß√£o para desenvolverem atividades no Centro, a exemplo dessa primeira visita, na qual foi acompanhado de um grupo de estudantes do Programa de P√≥s-Gradua√ß√£o em Ecologia e Conserva√ß√£o da Universidade Federal de Sergipe (UFS). A proposta do professor √© contribuir com as a√ß√Ķes de repovoamento do rio S√£o Francisco com esp√©cies nativas realizadas pelo centro tecnol√≥gico da Codevasf.

http://aquiacontece.com.br


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