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Ataque de botos a cardumes no Rio Araguaia ajuda pescadores, em Goiás

Mamífero aquático parecido com o golfinho, o boto é um animal popular devido à lenda onde o bicho vira homem para encantar as moças ribeirinhas. Mas o animal é, na verdade, um ótimo parceiro dos pescadores no Rio Araguaia, como mostra reportagem da série ‘A Força do Araguaia’, deste sábado (1º), em Luiz Alves, Goiás.

O boto normalmente mede em torno de 2 metros e chega a pesar 100 quilos. Está entre os animais considerados vulneráveis na classificação da União Internacional para conservação da natureza. Mas no Araguaia, onde tem comida à vontade, ele ainda é encontrado em grande quantidade.

Para se alimentar, os botos perseguem e cercam os cardumes. O fenômeno é conhecido como estouro do boto. Os animais agem em grupos. Primeiro começam a nadar em círculo ao redor do grupo de peixes e, em seguida, atacam.

Na tentativa desesperada de escapar, os peixes saltam fora da água. A cena se repete por horas e as imagens são impressionantes (veja vídeo acima).

Para os pescadores que estão por perto, o trabalho fica fácil. “Eu nunca tinha pescado no cardume. É a coisa melhor do mundo. É só jogar o anzol que pega”, diz o turista Dalmo.

“O boto ajuda a gente a localizar os peixes. Sai tudo pulando, é muito bom. Essa convivência com a natureza, com os botos, é uma coisa bem sadia”, conta o colega de pescaria.

os estouros do botos geralmente acontecem próximo às margens dos rios. Depois de encurralar os peixes, os mamíferos os empurram para lugares mais rasos, onde atacam.

Quando migra, nesta época do ano, o cardume está fragilizado, normalmente à procura de comida. Assim como os botos, os pescadores aproveitam a oportunidade. É aí que entra o trabalho de fiscalização.

Fiscalização
Para evitar abusos, equipes do Instituto Chico Mendes para a Conservação da Biodiversidade (ICMBio) acompanham a subida dos cardumes. O principal objetivo é orientar os visitantes sobre as regras de pesca no Araguaia, permitida nessa época por não ser período de reprodução.

O fiscal ambiental Moisés da Costa explica o que pode e, principalmente, o que não pode ser praticado no rio: “Tamanho mínimo permitido para a pesca e a quantidade permitida também, de no máximo 10 quilos por licença. A pesca com redes e tarrafas é proibida”.

http://g1.globo.com


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