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Pesca do surubim está ameaçada no Maranhão

A pesca virou a principal atividade econômica no povoado Paiol, no município de Vitória do Mearim, região norte do Maranhão. Neste período do ano, o Rio Grajaú vira ponto de encontro de pescadores para a pescaria, principalmente, do peixe surubim.

O rio serve de fonte de sustento para os barqueiros, que fazem a travessia de pessoas e de motocicletas entre os povoados. As águas mais rasas são também o caminho mais curto entre o curral e a área de pasto para o gado. É do Rio Grajaú, também, que a comunidade tira o alimento. Mais de 30 famílias moram à beira do rio.

A pesca do surubim é intensificada entre julho e agosto. Nesse período, todos os pescadores da região se encontram, em Paiol, para uma espécie de festa da pescaria. E começa bem cedo. As canoas se cruzam ao longo do rio, em mais de três quilômetros, até as proximidades do povoado vizinho Aratoí.

Os mais velhos garantem que, há muitos anos, o povoado já virou referência na pesca do surubim. A tradição é passada de pai para filho. No local, todos são pescadores ou, de alguma forma, depende da pescaria. Mas os moradores de Paiol já começaram a notar que, hoje, já não há mais peixe com tanta fartura no Rio Grajaú.

De acordo com os moradores da comunidade, a escassez, no rio, é provocada por pescadores de outras regiões, que desrespeitam a lei do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que proibe a pesca no período da piracema (quando os peixes sobem até as cabeçeiras dos rios para realizarem a desova e se reproduzirem).


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