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Mais de três toneladas de pescado e caça ilegal são apreendidos em Mamirauá

Ipaam apreende mais de três toneladas de pescado e caça ilegal em Mamirauá

No primeiro dia do Defeso das espécies de pescado em período de reprodução no Amazonas, o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM) divulga o relatório de fiscalização da Operação Vendaval realizada entre os dia 14 e 28 de setembro no interior e entorno da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Mamirauá, no médio Solimões, na qual foram apreendidas mais de 2 toneladas de pirarucus, desobedecendo a proibição de pesca desta espécie durante todo o ano.

Saldo das apreensões

Mais de três toneladas de pescado foram apreendidos entre barcos, canoas e escondidos no interior das matas. Desse total, 2.438 quilos de mantas de pirarucu seco, 460 quilos de mantas de pirarucu fresco, 51 quilos de pirarucus inteiros, 385 quilos de tambaqui e um filhote de peixe-boi já morto.

Ainda foram encontrados mortos 6 patos silvestres, um marreco, duas pacas, uma capivara com 30 quilos de carne, um mutum, mais 30 quelônios (iaças e tracajás) vivos, 262 ovos de quelônios e 625 quilos de sal para salga do pescado. Os apetrechos e redes utilizadas na pesca e caça ilegal também foram apreendidos.

A Operação Vendaval registra nove autos de infração no valor de R$210,900,00, duas notificações, 26 termos de apreensão, 17 termos de doações/destruição.

A equipe constatou que a principal motivação para a caça e pesca clandestinas é o mercado comprador crescente. Segundo os integrantes, barcos de vários municípios entram na RDS sem autorização para retirar os recursos pesqueiros e exemplares da fauna com forte apelo comercial como os quelônios.

Os fiscais contam que o pirarucu, espécie proibida de pesca durante todo ano, permitida a comercialização apenas quando oriundo de planos de manejo ou criados em cativeiro, estão sendo vendidos nas feiras livres e mercados desses municípios. Segundo contam, o pescado é encontrado até dentro das matas onde estão sendo beneficiados (salgados) e também disfarçados em isopores, no fundo das caixas, embaixo de camadas de gelo cobertas por tipos de peixe pescados legalmente.

Doações

O pescado, a caça e os ovos de tartaruga apreendidos foram doados a comunidades indígenas e agrícolas, Cáritas Arquidiocesana de Tefé e à Loja Maçônica do município. Os quelônios vivos foram devolvidos às águas.

Defeso

O primeiro dia de outubro, marca o início do Defeso – período que assegura a reprodução da espécie para que não se esgote o recurso pesqueiro – na bacia hidrográfica do rio Amazonas, época em que é proibida a pesca, o transporte, a armazenagem, o beneficiamento e a comercialização do tambaqui, exceto os casos em que sejam oriundos de pisciculturas devidamente licenciadas, registradas e estejam acompanhados de comprovantes de origem.

http://acritica.uol.com.br


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