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Piracema faz pescadores buscarem alternativas para o sustento em RO

Raimundo Soares complementa a renda tranportando pessoas e mercadorias (Foto: Ivanete Damasceno/G1)

Cerca de 7 mil pescadores de Rondônia estão aptos para fazer a solicitação do seguro-desemprego relativo ao período do defeso, que começa no dia 15 deste mês. De acordo com a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) apenas em Porto Velho são aproximadamente 4,5 mil pescadores profissionais, associados à colônia de pescadores e com registro regular no Ministério da Pesca. Mas o valor pago a cada pescador, quatro salários mínimos, não são suficientes, segundo a presidente de uma colônia de pescadores e aquicultura, Marina Gomes Veloso.

“Se eu disser: sou pescador e vivo somente de pesca estou mentindo”, afirma a presidente. Ela diz que pescador precisa ‘se virar’ devido à escassez de peixes com a construção das usinas hidrelétricas.

De acordo com a SRTE, o valor pago é fixado pela Lei nº 10.779, de 2003, da Presidência da República.

Para que nenhum pescador deixe de receber o auxílio-desemprego, a SRTE organiza equipes que viajam até os municípios onde existem colônias de pescadores para fazer trabalho de campo.

“Nós recolhemos a documentação necessária dos profissionais que têm direito a requerer o seguro-desemprego” explica Aécio Almeida, atendente do setor de seguro-desemprego da SRTE.

Aécio lembra que para requerer o benefício é preciso que o profissional tenha um registro de pescador profissional apto no Ministério da Pesca e esteja associado a uma colônia de pescadores. E ainda, se o pescador preferir, pode ir diretamente à sede da superintendência requerer o benefício.

Antônio de Souza mostra que carteira de pescador profissional (Foto: Ivanete Damasceno/G1)Mesmo com o benefício, pescadores reclamam da dificuldade para exercer a atividade, que por anos foi o sustento da família. “Conseguíamos faturar uma média de R$ 2 mil por mês. Com a construção das usinas, os peixes sumiram, além de reduzir o nosso espaço para a pesca. Precisamos encontrar uma alternativa. Agora, somos bandeirinhas”, afirma o pescador profissional Raimundo Soares, de 36 anos. Ele explica que bandeirinha é o nome dado a quem faz o transporte de cargas e pessoas em voadeiras de um lado ao outro do rio.

Assim como ele, outros pescadores também complementam a renda transportando pessoas e cargas de uma margem a outra do Rio Madeira, em Porto Velho. “Nós fazemos parte de uma colônia de pescadores, pagamos uma taxa mensal de R$ 15 reais. Trabalhar como bandeirinha é uma forma que encontramos de não passar fome”, Antônio de Souza, de 52 anos.

Pescador há mais 18 anos, Raimundo Rabelo diz que todos os pescadores viraram bandeirinha. “Se formos depender de pescaria vai morrer todo mundo”, afirma.

http://g1.globo. com


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