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Políticas preventivas são necessária para a conservação das tartarugas marinhas em Alagoas

‘Até quando?’ esse a pergunta mais questionada por ambientalistas e especialistas que atuam com a causa marinha em Alagoas. Com os casos quase que diários de óbitos de tartarugas marinhas e sem nenhuma intervenção do poder público para identificar e coibir esses registros negativos, a conservação desses animais em extinção está cada vez mais comprometida.

Para o biólogo e diretor executivo do Instituto Biota de Conservação, Bruno Stefanis, que atua com causa de encalhes e mortes desses animais marinhos desde 2009 [ano de fundação da ONG], é preciso ser feito algo de imediatamente para brecar esse alto número de registros negativos nas praias alagoanas.

“De imediato, seria [necessário] intensificar a fiscalização da pesca. Ver se o pessoal está respeitando a época de defeso, se utiliza o dispositivo de escape de tartarugas (TED) e também políticas educativas em colônias de pescadores”, resumiu o especialista. “Ensinar os pescadores primeiros socorros para as tartarugas é essencial. Às vezes aconteceu de uma tartaruga entrar na rede de pesca e desmaiar com a pancada, sem perceber o pescador joga ela de volta ao mar e acontece o mesmo que aconteceria se jogássemos uma pessoa desmaiada dentro do mar, ela morre”, explicou Bruno. “Educação para a população também é uma questão muito importante, pra que não matem, não arrenquem partes do animais, não comam a carne, ‘por que já estava morta’, é um animal em extinção e a população precisa aprender que não pode”.

Segundo biólogo, não está sendo possível identificar o que vem causando os registros negativos, então, políticas preventivas para que o animal não chegue ao óbito devem ser focadas para solucionar o problema.

“Três fatores nos impedem de chegar a causa realmente. Primeiro, a tartaruga morre no mar e chega a praia podre e isso já inviabiliza a necropsia. Segundo, o Biota, por conta dos recursos escassos, não tem como ir a todos os encalhes, o que já deixa a nossa quantificação comprometida e, terceiro, não é sempre que contamos com médicos veterinários para realizar o procedimento, pois o biólogo não pode realizar a necropsia”, explicou Bruno.

Por esses motivos, Stefanis, acredita que a ‘prevenção é o melhor’ remédio. Até porque, segundo ele, reabilitar o animal não tem nenhum valor para a conservação da espécie, é necessário impedir que a espécie sofra com as ações humanas.

“Conservação é realizar ações que impeçam que o animal chegue ao óbito, é prevenir. E reabilitar o animal, não vai impedir que aquilo que o deixou doente volte a atingi-lo”, finalizou o especialista.

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