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EUA querem aumentar proteção a arraia e cinco espécies de tubarões

Arraia-manta nada nas Ilhas Maldivas, no Oceano Índico (Foto: Reinhard Dirscherl/Bilderberg/Arquivo AFP)Os Estados Unidos anunciaram esta semana que vão apoiar propostas internacionais para restringir o comércio internacional da arraia-manta e de cinco espécies de tubarões ameaçados de extinção.

As iniciativas serão apresentadas em março durante conferência em Bangcoc, na Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Flora e da Fauna Selvagens em Risco de Extinção (Cites, na sigla em inglês), informou o diretor do serviço americano de pesca (US Fish and Wildlife Service), Dan Ashe.

As populações de cinco espécies de tubarões – sardo (Lamna nasus), tubarão-martelo (Sphyrna spp.), grande tubarão-martelo (Sphyrna mokarran), tubarão-martelo-liso (Sphyrna zygaena) e galha-branca-oceânico (Carcharhinus longimanus) – estão em declínio por causa da forte demanda, sobretudo na Ásia, por suas barbatanas, usadas em sopas e produtos medicinais. Já a arraia-manta (Manta birostris) está em risco de extinção em decorrência da alta demanda por suas brânquias.

Barbatanas de tubarão são usadas em sopas e produtos medicinais na Ásia (Foto: Antony Dickson/AFP)& #8220;A pesca excessiva de tubarões e de arraias-manta há décadas suscita uma inquietação cada vez maior”, revelou Dan Ashe, que chefiará a delegação americana na conferência de Bangcoc.

“Pensamos que a Cites é um bom meio para responder às ameaças suscitadas pelo comércio internacional de tubarões e outras espécies marinhas”, acrescentou Ashe em comunicado.

Os EUA devem propor, em conjunto com Brasil e Colômbia, uma maior proteção para o galha-branca, além de apoiar as propostas de países para limitar o comércio das outras quatro espécies de tubarões e da arraia-manta. Esses projetos devem ser acolhidos por dois terços dos países-membros da Cites.

“Os tubarões e as arraias-manta são extremamente importantes para os ecossistemas oceânicos”, destacou o administrador adjunto interino do serviço de pesca da Agência Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês), Sam Rauch.

“A proteção mundial oferecida pela Cites a essas espécies se somará às medidas de proteção adotadas regionalmente e ajudarão os animais a sobreviverem”, acrescentou.

A convenção foi assinada por 177 países e, atualmente, oferece proteção a cerca de 34 mil espécies ao redor do mundo.

http://g1.globo.com


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