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Brasil e América Latina defendem regulamentação da pesca de tubarão em convenção

A América Latina adotou nesta quarta-feira durante a Convenção sobre o Comércio Internacional de Fauna e Flora (Cites), que está sendo realizada em Bangcoc, na Tailândia, uma postura quase unânime em defesa de propostas para a proteção dos tubarões, que o bloco asiático considera inaceitáveis.

Brasil, Colômbia, Equador, Costa tubarao01Rica e Honduras apresentaram as iniciativas, que promovem conjuntamente com o apoio da União Europeia e os Estados Unidos, para regular as caça e o comércio de tubarões de ponta branca, martelo e sardo, além das raias mantas.

O bloco pede que as espécies sejam integradas em um artigo da Cites que regula sua captura. ‘Todos compreendem que a inclusão no apêndice 2 não é algo problemático, que não proíbe a pesca, mas que procura que esta seja sustentável’, disse à Agência Efe Fábio Hazin, da delegação brasileira.

A aprovação destas propostas significaria introduzir mecanismos de regulação e legalização da pesca de tubarões, como a emissão de permissões, certificados de procedência e registros do número de capturas.

Hazin, professor da Universidade Federal Rural de Pernambuco, alertou que a falta de regulação atual levou a um ‘forte declive’ na população de tubarões, cujo ciclo de reprodução é lento e pouco conhecido.

Segundo a organização conservacionista PEW, a cada ano são caçados cerca de 100 milhões de tubarões devido à demanda comercial de sua barbatana no mercado asiático, sobretudo na China e Japão, que lideram a frente de países que rejeitam as propostas de proteção impulsionadas na Cites pela América Latina.

‘A China e Japão querem manter a situação atual porque este volume de pesca só pode ser mantido sem regulação’, explicou à Efe Maximiliano Bello, membro da PEW.

Bello acredita que todas as propostas sejam aprovadas, incluída uma que determina a regulação da pesca de raias mantas, que segundo ele aumentou nos últimos anos devido ao consumo de suas guelras para fabricar tônicos. A apresentação das propostas ocorreu pouco depois da Tailândia expressar sua oposição à regulação da pesca.

‘A inclusão dos tubarões poderia afetar nossos pescadores que os caçam por erro em suas redes, que seriam submetidos a multas’, disse o chefe do Departamento de Pesca tailandês, Wimol Jantrarotai, ao jornal ‘Bangcoc Post’.

Para serem aprovadas, as propostas requerem maioria de dois terços nas votações, que acontecerão antes do final da cúpula, em 14 de março. EFE

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