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Cientistas confirmam primeiro tubarão-touro de duas cabeças

Pescadores encontraram animal com cabe√ßas e √≥rg√£os independentes, mas com apenas uma cauda (Foto: Shark Defense/Florida Keys Community College)Um tubar√£o-touro (ou tubar√£o-cabe√ßa-chata) de duas cabe√ßas, encontrado no Golfo do M√©xico, foi confirmado como o primeiro desse tipo na esp√©cie, de acordo com cientistas de duas institui√ß√Ķes de ensino dos estados da Fl√≥rida e de Michigan.

O peixe foi encontrado por pescadores locais, e possui dois cora√ß√Ķes, dois est√īmagos e termina em uma √ļnica cauda. ‚ÄúCertamente √© um fen√īmeno interessante e raramente detectado‚ÄĚ, disse Michael Wagner, professor assistente da Universidade Estadual do Michigan.

O animal n√£o foi encontrado vivo, todavia, ele agora ser√° documentado e estudado por especialistas do col√©gio t√©cnico de Fl√≥rida Keys e da institui√ß√£o de ensino do Michigan. ‚ÄúTemos que descobrir mais sobre isso e concluir a respeito do que teria causado essa condi√ß√£o‚ÄĚ, concluiu o docente.

Michael Wagner, um cientista da MSU e co-autor do estudo recém-publicado, detalhou em sua análise que o exemplar tinha uma bifurcação axial, uma deformidade do embrião que começou a se separar em dois organismos, mas não chegou a completar o processo.

Raio-X mostra que espinha que come√ßa em cada cabe√ßa do animal converge em apenas uma, chegando at√© a cauda (Foto: Michael Wagner/MSU)“A metade do processo de forma√ß√£o de g√™meos deteve a divis√£o do embri√£o”, explica Wagner, que considera que o animal – que morreu em seguida – tinha “poucas ou nenhuma possibilidades” de sobreviver por muito tempo.

Os predadores necessitam realizar movimentos muito r√°pidos para ca√ßar outros peixes, algo que este exemplar nunca poderia ter feito, apontou o respons√°vel pela investiga√ß√£o do primeiro caso de bicefalia conhecido em tubar√Ķes touro.

Este fen√īmeno, por sua vez, j√° foi observado em outras esp√©cies de tubar√Ķes, detalhou o estudo, que tamb√©m foi elaborado em colabora√ß√£o com a escola comunit√°ria da regi√£o de Florida Keys.

“Este √© sem d√ļvida um desses fen√īmenos interessantes e raros de detectar”, afirmou Wagner, que completou: “√Č bom que tenhamos documentada esta parte da hist√≥ria natural do mundo, mas sem d√ļvida ter√≠amos que ter o encontrado antes para poder tirar mais conclus√Ķes sobre a causa”. *Com ag√™ncia Efe

http://g1.globo.com


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