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Mais um tubarão com duas cabeças é encontrado

tubarao-2cabecas-01Você provavelmente se lembra de um artigo recente que menciona um tubarão-touro de duas cabeças, o primeiro de sua espécie a ser encontrado com tal deformidade na costa do México.

Agora, um pescador americano, Christopher Johnston, decidiu compartilhar sua história depois de ver tal acontecimento semelhante estrelando na mídia.

Christopher trabalhava no Oceano Índico quando um tubarão azul foi transportado a bordo de seu navio, entre 320 e 1.500 quilômetros ao largo da Austrália Ocidental, em setembro de 2008.

Embora haja apenas cerca de meia dúzia de casos notificados de tubarões de duas cabeças, a condição tem sido vista em um número de outros animais, incluindo seres humanos. Ela ocorre quando o embrião não termina de se dividir em dois indivíduos, no mesmo processo que produz gêmeos siameses.

A condição de ter mais de uma cabeça é conhecida como policefalia. Duas cabeças são especificamente descritas pelos termos bicefalia ou dicefalia. Criaturas raramente vivem além de alguns meses com essa deformidade. Cada cabeça tem seu próprio cérebro, mas compartilham o controle dos órgãos e membros, embora a estrutura específica dessas ligações varie. Estes animais movem-se frequentemente de uma forma desorientada e tonta, com os cérebros “brigando” um com o outro, o que leva alguns indivíduos a simplesmente ziguezaguear, sem chegar a lugar nenhum. Em cobras, cada cabeça pode atacar e mesmo tentar engolir a outra.

tubarao-2cabecas-02Especialistas disseram que um tubarão de duas cabeças provavelmente não sobreviveria no meio natural, uma vez que não seria capaz de nadar para longe de predadores. Há muitos mais casos de lagartos e cobras de duas cabeças, porque estes muitas vezes são criados em cativeiro, onde os criadores podem observar e monitorar as “esquisitices”.

O tubarão-touro de duas cabeças foi descoberto cerca de um ano após o vazamento de petróleo da plataforma Deepwater Horizon, no Golfo do México. Alguns podem vincular a deformidade à exposição a poluentes, mas cientistas dizem que tal relação seria “injustificável”. “Nós simplesmente não temos nenhuma evidência para apoiar essa causa ou qualquer outra”, disse Michael Wagner, da Universidade Estadual do Michigan (EUA).

http://hypescience.com


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