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Angra dos Reis, no RJ, é líder no país em produção de molusco

Maricultor vericando vieiras (Foto: Ronaldo de Souza Viana)A cidade de Angra dos Reis (RJ) foi reconhecida pelo Ministério da Pesca e Aquicultura como a maior produtora de vieiras do Brasil. A espécie, um molusco nativo da costa brasileira, é produzida na Costa Verde através da ONG Instituto de Ecodesenvolvimento da Baía da Ilha Grande (IED-BIG), criado em 1994. Ele produz o filhote de vieira, conhecido como semente, e fornece para maricultores, que são criadores de espécies marinhas. De acordo com o instituto, 52% dos produtores de vieira do país são de Angra.

O IED-BIG é a única entidade que cria o molusco em laboratório para fins comerciais reconhecido pelo Ministério da Pesca. Em 2012, produziu aproximadamente dois milhões de sementes. Para 2013, o instituto estima que esse número chegue a 6 milhões, o que representa 25 toneladas. “Em média, 60% destas vieiras são doadas através de parcerias ou convênios com empresas. Os outros 40% são comercializados para maricultores de todo o Brasil”, afirmou o diretor-executivo do IED-BIG, Renato Freitas do Rosário.

Ainda segundo Renato, o instituto foi importante para assegurar a existência da vieira. “O molusco estava entrando em extinção por conta da pesca irregular. Muitos pescavam a espécie já adulta e são elas as reponsáveis pela reprodução”, afirmou.

Um investimento do Ministério da Pesca e Aquicultura ajudou a garantir a produção das semantes. “O ministério, em 2008, fez uma parceria com o IED-BIG fornecendo equipamentos para a produção das sementes”, disse o técnico da Coordenação de Aquicultura Marinha do ministério, Fábio Expedito dos Santos Neto. “As fazendas marinhas [em que são criadas as vieiras] são legalizadas pelo Ministério da Pesca e Aquicultura e pelo Instituto Estadual do Ambiente [INEA], responsável pela legalização ambiental”, explicou.

Para o maricultor Ronaldo de Souza Viana, a iniciativa ajudou a aquecer a economia da Angra dos Reis. “Além de propiciar renda aos moradores de maneira consciente, sem prejudicar o meio ambiente”, comentou. A vieira que Ronaldo cria é toda destinada à culinária. “Sendo 70% (das vendas) para restaurantes de São Paulo e 30% divididos entre restaurantes do Rio de Janeiro e locais. Além disso, esse tipo de molusco não tem período de defeso por ter a produção feita em laboratório, o que a facilita na comercialização”, explicou.

http://g1.globo.com


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