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Lixo e pesca por acidente são ameaças para tartarugas marinhas

tartaruga solta pelo tamarDesde 1990 tartarugas marinhas de diversas espécies são protegidas no Litoral Brasileiro pelo Projeto Tamar. Em Florianópolis, na Costa Leste, as tartarugas são monitoradas em uma base de pesquisa do projeto Tamar desde 2005.

O projeto é desenvolvido em áreas onde a captura acidental de tartarugas por barcos pesqueiros é elevada. Desde 2005, em Florianópolis, 75 tartarugas marinhas foram reabilitadas e devolvidas para o mar.

Segundo a gestora do Centro de Visita√ß√£o, Camila Trenti Cegoni, as principais amea√ßas s√£o a pesca e a polui√ß√£o dos oceanos. “Fazemos um trabalho de conscientiza√ß√£o de pescadores artesanais na Barra da Lagoa e tamb√©m com as empresas de pesca industrial, principalmente em Itaja√≠”, comenta Camila.

O Centro de Visitante, localizado na Barra da Lagoa, funciona como um n√ļcleo de pesquisa e divulga√ß√£o da vida marinha e de educa√ß√£o ambiental. Em Florian√≥polis, atualmente, n√£o existe nenhum animal em recupera√ß√£o para ser solto. “Recebemos animais machucados por causa das redes de pesca e tamb√©m intoxicados por causa do lixo. Muitas vezes recebemos os animais quase em coma, com o trato intestinal obstru√≠do, e como est√£o debilitados, n√£o reagem aos tratamentos”, explica.

O Tamar trabalha na pesquisa, proteção e manejo das cinco espécies de tartarugas marinhas que ocorrem no Brasil, todas ameaçadas de extinção: cabeçuda (Caretta caretta), de pente (Eretmochelys imbricata), verde (Chelonia mydas), oliva (Lepidochelys olivacea) e de couro (Dermochelys coriacea)

Destas, a √ļnica esp√©cie que n√£o √© mantida em cativeiro √© a da tartaruga-de-couro. Segundo informa√ß√Ķes do projeto, esta √© uma das esp√©cies mais amea√ßadas do mundo e o conhecimento √© escasso por que elas vivem distante da costa. “Ela √© gigante e muito rara. Como o n√≠vel de amea√ßa √© elevado, todas s√£o mantidas no oceano para manter a reprodu√ß√£o”, explica.

O objetivo dos Centros de Visita√ß√£o √© a conscientiza√ß√£o da comunidade. “Temos 12 tartarugas de quatro esp√©cies. S√£o todos criados em cativeiro desde filhotes. Eles s√£o retardat√°rios, que n√£o conseguem sair do ninho, ent√£o alguns s√£o escolhidos e levados para o projeto para serem criados e virarem s√≠mbolos do projeto. Recebemos crian√ßas de cinco escolas diariamente, em m√©dia. A ideia √© sensibilizar, principalmente em rela√ß√£o a polui√ß√£o e ao descarte correto do lixo”, comenta. Segundo informa√ß√Ķes passadas pelo Tamar, a unidade em Florian√≥polis recebeu meio milh√£o de visitantes desde o in√≠cio do projeto.

No Brasil, o projeto trabalha em cerca de 1.100 quil√īmetros de praias, em 19 bases de pesquisa e conserva√ß√£o em √°reas de alimenta√ß√£o, desova, crescimento e descanso das tartarugas marinhas, no litoral e ilha oce√Ęnica dos estados da Bahia, Sergipe, Pernambuco (Fernando de Noronha), Rio Grande do Norte, Cear√°, Esp√≠rito Santo, Rio de Janeiro, S√£o Paulo e Santa Catarina. Este ano, na 32¬™ temporada reprodutiva das tartarugas marinhas, encerrada em mar√ßo, o projeto registrou cerca de 18.600 ninhos protegidos, com aproximadamente 923 mil filhotes, o que representa um aumento de 3% em rela√ß√£o √† temporada reprodutiva anterior.

Serviço:
Projeto Tamar em Florianópolis
Rua Prof. Ademir Francisco, 140 – Barra da Lagoa
Telefone: (48) 3236-2015

http://g1.globo.com


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