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Novos peixes aparecem mortos em Santos e Guarujá e pescadores já calculam o prejuízo

Peixes mortos no canal do estuário entre Santos e Guarujá (Foto: Reprodução/TV Tribuna)Centenas peixes mortos continuaram a aparecer, nesta segunda-feira (21), no canal do Estuário, entre as cidades de Santos e Guarujá, no litoral de São Paulo. Os pescadores da região já estão sendo prejudicados com a grande quantidade de animais mortos no mar. Um laudo da Cetesb vai apontar se o fato foi consequência do incêndio nos armazéns da Copersucar, no Porto de Santos.

Os pescadores tiraram fotos e fizeram vídeos dos peixes mortos no estuário. Eles mostraram robalos, tainhas e enguias mortos. “A gente fica revoltado porque as empresas não tem o devido cuidado com os demais, só pensam neles. Aqui tem um povo que vive eternamente da pesca. Tem o pescador artesanal, que tem familias e familias que vivem disso ai”, reclama o pescador Ângelo Souza.

Na sede da colônia de pescadores em Guarujá, que tem cerca de 2 mil pescadores credenciados, muitos não estão saindo de casa para pescar no mar porque acabam tendo prejuízo. Eles gastam dinheiro com o combustível do barco mas voltam sem nenhuma mercadoria para vender. Até os pescadores mais experientes estão impressionados com o que está acontecendo no local.

Já no braço do rio, próximo a Ilha Diana, a quantidade é maior ainda quando a maré sobe. Até um mero de quase 150 quilos foi encontrado pelos pescadores. “É ruim porque é um peixe que procriaria bastante e que daria um certo lucro para o pescador. Um peixe que está no defeso há aproximadamente 12 anos, um peixe em extinção na nossa região, está proibido de ser pescado e agora está aqui nessa situação”, lamenta o pescador.

Édson dos Santos Claudio, presidente da Colônia de Pescadores de Guarujá, tenta encontrar uma solução para os trabalhadores. “Vamos fazer uma força para que os nossos pescadores sejam ressarcidos. Não tenho ideia de quanto, isso vai vir pela frente. Vamos fazer cálculos e vamos ver se a gente pode dar algum dinheiro para o pescador poder sobreviver”, argumenta.

A empresa Copersucar informou que entrou em contato com a Cetesb para avaliar a situação.

http://g1.globo.com


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