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Marcelo Crivella vai a Goiania entregar certificados de cess√£o a piscicultura em Serra da Mesa

lago Serra da Mesa em GoiasO ministro Marcelo Crivella, da Pesca e Aquicultura, estar√° nesta quarta-feira (26) em Goi√Ęnia para entregar certificados de cess√£o de √°rea da Uni√£o a 349 produtores que venceram, no ano passado, a concorr√™ncia p√ļblica para cria√ß√£o de pescado em parques aqu√≠colas de Serra da Mesa.

Uma das maiores represas de Goiás, Serra da Mesa tem potencial para produzir 34 mil toneladas de pescado, o equivalente a quase duas vezes a atual produção estadual. No final de 2013, o ministro entregou certificados a 137 aquicultores de Cana Brava, outro importante reservatório goiano. Nos dois reservatórios será possível a produção de 55 mil toneladas anuais de peixes como Tilápia, Tambaqui, Pirapitinga, Lambari, Pirarucu, Pirarara e Jurupensém.

Os vencedores das licita√ß√Ķes t√™m prazo de seis meses para iniciar o projeto de aquicultura, em gaiolas (tanques-rede). A cess√£o de uso das √°reas aqu√≠colas vigora por 20 anos, prazo que pode ser prorrogado por igual per√≠odo.

A solenidade de entrega dos certificados de Serra da Mesa será realizada no Palácio Ludovico Teixeira, e contará com a presença do vice-governador José Eliton de Figuerêdo.

Estratégia

Com grandes reservat√≥rios e forte voca√ß√£o para a produ√ß√£o de soja e milho ‚Äď base para a produ√ß√£o de ra√ß√£o, o estado de Goi√°s est√° se estruturando para se tornar um dos maiores produtores de pescado do Brasil.

A meta do estado é expandir a produção de pescado em mais de 15 vezes, passando de 18,7 mil para 297 mil toneladas por ano.

Segundo o empres√°rio Ricardo Neukirchner, s√≥cio-diretor da Aquabel, maior criadora de alevinos de til√°pia do Brasil (100 milh√Ķes de alevinos por ano), a piscicultura goiana deve dar um salto gigantesco a partir de 2014 e se tornar uma das principais fontes de prote√≠na produzidas no estado.

Se hoje Goiás precisa de pescado de fora para atender a sua demanda, com a mobilização a favor da piscicultura o estado se tornará um exportador desta proteína animal.

A articulação do sistema produtivo da piscicultura no estado conta com a participação da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa).

Atualmente Goi√°s possui cinco centros de beneficiamento ‚Äď em Alex√Ęnia, An√°polis, Bonfin√≥polis e ainda em Aparecida de Goi√Ęnia, onde se encontra o Friocentro, com linha de filetagem de til√°pia com 3,2 mil metros de √°rea constru√≠da e capacidade de armazenamento de 1,5 mil toneladas. Um conv√™nio com o Minist√©rio da Pesca e Aquicultura, assinado pelo ministro Marcelo Crivella em agosto de 2013, no valor de R$ 15 milh√Ķes, garantir√° ao estado a constru√ß√£o de uma grande f√°brica de ra√ß√£o em Itau√ßu, a 72 Km da capital.

O empreendimento atender√° a produtores de mais de 60 munic√≠pios, aproveitando os res√≠duos de ind√ļstrias de processamento de pescado da regi√£o para a produ√ß√£o de farinha de peixe, um ingrediente da ra√ß√£o. A f√°brica est√° projetada para garantir at√© 20 toneladas por dia.

O governo goiano assinou acordos de cooperação e assistência técnica e capacitação, em aquicultura, com Sebrae, Senar, IF Goiano, UFG, UEG e Emater, incluindo cursos de processamento de pescados, manejo em piscicultura, e criação em viveiros escavados e em tanques-rede.

Potencial brasileiro

Com a pesca extrativa estagnada h√° alguns anos em todo o mundo e a perspectiva do mercado internacional precisar de mais 50 milh√Ķes de toneladas at√© 2030, de acordo com a FAO, o Brasil desponta como um dos pa√≠ses com maior potencial para atender a demanda.

Desde meados de 2013 o MPA destinou mais de 900 hectares de √°reas sob dom√≠nio da Uni√£o para a produ√ß√£o de 210 mil toneladas de pescado por ano, entre peixes, ostras e mexilh√Ķes.

As áreas estão localizadas em reservatórios de usinas hidrelétricas e ambientes marinhos em 13 estados: Santa Catarina, Alagoas, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, São Paulo, Tocantins, Pernambuco, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Paraná e Rio de Janeiro.

“Al√©m de criar aproximadamente 10 mil empregos, a licita√ß√£o destas √°reas desenvolve a aquicultura e movimenta a economia nestas regi√Ķes”, destaca a secret√°ria de Planejamento e Ordenamento da Aquicultura do MPA, Maria Fernanda Nince. “Resultado disso √© uma melhor qualidade de vida aos aquicultores e seus familiares como tamb√©m o aumento da oferta de pescado √† popula√ß√£o”, completa a secret√°ria.


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