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Rios de Mato Grosso sofrem com a pesca predatória

Desrespeito no Mato GrossoCom o início da lutada – a saída dos peixes das baías e dos criatórios naturais, particularmente no Pantanal mato-grossense, em busca de cabeceiras de rios – está ocorrendo uma verdadeira a invasão de pescadores de outros estados aos principais cursos d’água. A invasão se dá por terra e por ar, com pequenos grupos de pescadores utilizando aviões e pistas clandestinas para retirar o pescado capturado por meio da pesca predatória de Mato Grosso.

“Nunca a legislação pesqueira de Mato Grosso foi tão ostensivamente desrespeitada como agora. E não é só os pescadores de fora, não! Os daqui também, tanto profissionais como amadores, não estão respeitando a lei”, acusa Júlio Reiner, coordenador de Fiscalização da Pesca da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema).

Segundo Reiner, a fiscalização tem recebido denúncias sobre a saída de muitos aviões da área pantaneira abarrotados de peixes, principalmente de cacharas, pintados e pacus. A abordagem de carros de luxo como Hilux também tem sido frequentes, apesar dos infratores apelarem para rotas alternativas como a rodovia Emanuel Pinheiro – Cuiabá-Chapada dos Guimarães – para fugir de fiscalizações.

Os infratores abordados em estradas são geralmente pessoas idosas, aposentadas, que alegam que estão conduzindo peixes fora do tamanho permitido para a captura porque não conhecem a legislação pesqueira de Mato Grosso. São oriundas, principalmente, de São Paulo, Minas Gerais e Goiás.

No final da semana, fiscais da Sema abordaram o condutor de uma caminhonete Saveiro com diversos exemplares de cacharas e pintados sem cabeças, para esconder a marca de redes. Num rápido vacilo dos fiscais, o motorista fugiu para o mato, abandonando o veículo que foi levado para a Sema.

Soube-se depois, que o motorista havia decidido transportar o pescado ao ouvir que no dia anterior uma pessoa que conhecia havia ganho num único dia de trabalho R$ 12 mil com a pesca ilegal. Deu-se mal: pego em flagrante, foi multado, perdeu os peixes e vai ter que gastar muito dinheiro para recuperar o veículo..

“Nós não sabemos mais o que fazer para impedir os crimes que estão ocorrendo na atual lufada”, admite Júlio Reiner.

Atualmente, a Sema conta com apenas 26 fiscais para cobrir todo o Estado. Uma equipe está trabalhando na Transpantaneira, uma no eixo Santo Antonio do Leverger-Barão de Melgaço e outra volante fica nos rios. Na última piracema foram apreendidos 12 mil quilos de peixes em Mato Grosso.


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