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MPA indica grande elevação no consumo de peixe no Brasil

Comer peixe reduz depressão nas mulheresO consumo de peixes tem apresentado crescimento no Brasil. O Ministério da Pesca e Aquicultura indica que nos últimos 10 anos, o consumo de pescado por habitante ao ano passou de 6 kg para 14 kg. No exterior o panorama não é diferente. A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) estima que o mundo precisará de mais 50 milhões de toneladas de pescado até 2030.

O Brasil é um dos países com maior potencial para aumentar sua produção, pois dispõe de água, espécies promissoras, clima favorável e condições de produzir ração. Nesse cenário, os agricultores brasileiros podem ser beneficiados através da produção de peixes em cativeiro. A secretária nacional de Planejamento e Ordenamento da Aquicultura, Maria Fernanda Nince, aponta que “a aquicultura já responde por aproximadamente 40% da produção nacional e com o ritmo de desenvolvimento em torno da atividade, a expectativa é que o Brasil conte, já neste ano, com aproximadamente 1,5 mil hectares de áreas aquícolas e alcance a produção de 1,5 milhão de toneladas de pescado cultivado”.

Tambaqui e um dos peixes de RondoniaÉ nesse cenário de crescimento que oferta e procura entram em sintonia. Uma feira voltada para a apresentação de novas tecnologias e tendências de mercado ao desenvolvimento da atividade rural terá a aquicultura como um dos destaques. Na 11ª Agrifam – Feira da Agricultura Familiar, realizada de 1 a 3 de agosto, pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de São Paulo (Fetaesp), em Lençóis Paulista (SP), será exposto e comercializado, na área de tecnologias aplicadas, um sistema intensivo de produção de peixes.

O projeto é composto por uma estufa, um tanque de cultivo, outro para decantação e um biodigestor. No tanque principal, de 85m3, é possível produzir uma tonelada de peixes por mês. Esse sistema de produção intensiva funciona em um circuito hidráulico fechado, que renova a água utilizada através da produção controlada de algas, que também servem como fonte de alimento para os peixes, reduzindo os gastos com ração em até 30%. Expositor da tecnologia, Luiz Roberto explica que o sistema “é projetado para funcionar em um espaço reduzido, com baixo consumo de água, energia e mão de obra, permitindo assim uma produção econômica aliada a um fácil manejo”.

Braz Albertini presidente da FetaespBraz Albertini, presidente da Fetaesp, aponta uma boa aceitação do produtor rural para a aquicultura. “O sistema de produção intensiva de peixes é uma alternativa de renda para o produtor rural, principalmente para propriedades que não tem uma área extensa ou com lago”. Segundo Luiz Roberto, um de seus clientes foi um agricultor do Rio de Janeiro, que adquiriu o sistema que foi exposto na edição anterior da Agrifam.

“Ele queria entrar no ramo da aquicultura, mas não encontrava uma tecnologia que se enquadrava na propriedade e acabou levando três unidades desse sistema”.


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