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Estiagem muda paisagem de rio e pode afetar a reprodução de peixes em Pirassununga-SP

Cachoeira de Emas (Antes da estiagem)

Cachoeira de Emas (antes da estiagem)

 A seca em Cachoeira de Emas, distrito de Pirassununga (SP), pode prejudicar a piracema, período de reprodução dos peixes, que começa no dia 1º de novembro. A paisagem no local se transformou com a falta de chuvas. Com apenas 20% da capacidade para esta época do ano, o Rio Mogi Guaçu está no pior nível já registrado nos últimos 50 anos. Mesmo que a ocorrência de chuvas até o mês de novembro seja alta, a situação não será normalizada, deixando 14 espécies em risco de extinção no local, segundo pesquisadores.

De acordo com o pesquisador da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), Fábio Sussel, o local é considerado um dos maiores berçários de peixes de água doce do Estado de São Paulo. Faltam pouco menos de duas semanas para a proibição da pesca devido a piracema, contudo, a escada usada pelas espécies para subir a barragem da antiga hidrelétrica está seca.“Além do nível baixo de água, os peixes não vão conseguir acessar a parte de cima do rio para que possa acontecer o processo reprodutivo”, explicou .

Estiagem afeta cachoeira de Emas em Pirassununga-SP 2

Cachoeira de Emas (após a estiagem)

Onde passavam fortes correntezas há apenas pedras e mato. É preciso caminhar cerca de 300 metros para encontrar água. Além do baixo nível, a quantidade de oxigênio na água também preocupa. “Hoje o oxigênio está em 6.2, um valor razoável para esta época do ano, mas, conforme os peixes vão subindo e se concentrando, vai faltar oxigênio. A chance de uma mortandade acontecer é muito grande”, explicou Sussel.

Extinção de espécies
De acordo com o coordenador substituto do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Peixes Continentais (Cepta), Antônio Bruni Lucas, várias espécies estão ameaçadas por conta da estiagem. “Entre elas estão o lambari de rabo vermelho, piracamjuba, a tabarana, o jaú”, disse.

O nível do Rio Mogi Guaçu continua baixando rápido, cerca de 15 centímetros por dia. A previsão de chuvas é só para o fim de outubro. “Nunca vi o rio desse jeito e moro aqui há 68 anos. Não tem nem jeito de andar de canoa mais, eu atravesso a pé”, lamentou o aposentado Sebastião Pereira da Silva.

http://g1.globo.com


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