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Ministério da Pesca vai ofertar 885 áreas aquícolas em Sergipe

ministerio da pesca e aquiculturaO Ministério da Pesca e Aquicultura anunciou nessa terça-feira (28) que vai ofertar, no Sergipe, quase 500 hectares de áreas localizadas em oitos parques aquícolas.

Também conhecidas como fazendas de criação de pescado, as 885 áreas aquícolas estão demarcadss nos municípios de Estância, Indiaroba, Santa Luzia do Itanhy e Pacatuba.

A expectativa é de que a aquicultura marinha no estado aumente em mais de oito vezes, saltando de 700 toneladas (dado oficial registrado em 2011) para 5.951 toneladas de ostra por ano.

O anúncio foi feito durante audiência pública realizada no município de Estância com a participação de aproximadamente 200 aquicultores e pescadores sergipanos, além de representantes de governo, universidades, institutos e lideranças políticas da região.

“Além de estimularmos este salto na produção, estamos incentivando a criação de aproximadamente 4,5 mil empregos diretos e indiretos, o que irá gerar mais renda e aquecer a economia do estado”, destaca a secretária nacional de Planejamento e Ordenamento da Aquicultura, Maria Fernanda Nince.

A expectativa do MPA é que os editais de oferta pública destas áreas sejam lançados ainda este ano. Das 885 áreas que serão disponibilizadas, 826 serão destinadas à aquicultura familiar.

“Ou seja, estamos beneficiando os pequenos produtores com 93% das áreas oferecidas”, observou a coordenadora-geral de Planejamento e Ordenamento da Aquicultura em Águas da União Marinhas, Luciene Mignani.

Produção
É no município de Estância que está localizada a maior quantidade de parques aquícolas: Piauí 4, 5 e 6, com 379 áreas que somam 222,32 hectares e capacidade de produção de mais de 2,7 mil toneladas de ostra por ano. Os demais parques estão demarcados nos municípios de Indiaroba (Piauí 1 e 2) , Santa Luzia do Itanhy (Piauí 3) e Pacatuba (São Francisco 1 e 2).

Durante a audiência pública em Estância, Luciene Mignani destacou as vantagens da criação de ostra nos parques aquícolas. “Não há necessidade do uso de fertilizantes, herbicidas ou pesticidas. O cultivo deste tipo de pescado também não demanda o aporte de ração nem o uso de antibióticos ou de outros medicamentos”, explicou.


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