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Dois barcos de pesca portugueses estão lista negra do Greenpeace

Navio de pesca Portugues Franca MorteDuas embarcações, de bandeira portuguesa, figuram na lista da organização ambientalista Greenpeace, divulgada nessa terça-feira, dos 20 pesqueiros da União Europeia mais nocivos para os oceanos, devido a práticas de “pesca destrutiva”.

Segundo o relatório “Barcos-Monstro”, disponível no portal da Greenpeace, o “Ártico” constitui uma ameaça para certas espécies de tubarão, tartarugas e aves marinhas, enquanto ao “França Morte” é atribuída a responsabilidade pela diminuição de reservas de peixes como o bacalhau.

O “Ártico”, cuja propriedade não é clara, ressalva o relatório, dedica-se à pesca de atum e espadarte no Pacífico, ao passo que o “França Morte”, que o Greenpeace atribui ao armador Pedro França, da Gafanha da Nazaré, se dedica à pesca de bacalhau, raia e “red fish”, no Atlântico Norte. A imprensa Lusa tentou confrontar Pedro França com as considerações do Greenpeace, mas não conseguiu contatá-lo.

Barcos de pesca mais nocivos da UE
A lista da organização ecologista inclui mais 18 embarcações de pesca, entre as mais nocivas, uma delas operada por uma empresa grega e as restantes com bandeira de Espanha, Dinamarca, Suécia, França, Alemanha, Lituânia, Holanda, Polónia e Reino Unido. Em comunicado, citado pela agência Efe, o Greenpeace justifica a seleção dos pesqueiros com a sua “enorme capacidade para capturar peixes” e o seu “impacto na sobre exploração das populações de peixes, nas espécies vulneráveis e nos habitats marinhos”.

A organização não-governamental salienta que a pesca excessiva é um problema mundial com consequências “alarmantes e indiscutíveis”, uma vez que 90% das populações de peixes estão sobre exploradas, acrescentando que segmentos da frota europeia têm uma capacidade de pesca duas ou três vezes maior do que o nível considerado sustentável.

O Greenpeace apela aos 28 Estados-Membros da União Europeia para que proporcionem acesso preferencial à pesca tradicional e de baixo impacto, como o defende a nova Política Comum de Pescas, para os próximos cinco anos.


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