Últimas Notícias

No M√©dio Solim√Ķes, mulheres se destacam na pesca

Manejo do pirarucu no medio solimoesA pesca de pirarucu na regi√£o do M√©dio Solim√Ķes vem tendo um “toque feminino”. Nos √ļltimos anos, a participa√ß√£o das mulheres na atividade at√© ent√£o predominantemente masculina est√° crescendo.

Com esse cen√°rio, o Instituto Mamirau√° iniciou um projeto de pesquisa com o objetivo de caracterizar o trabalho e o perfil das mulheres que participam de projetos de manejo de pesca nas reservas Mamirau√° e Aman√£.

“Queremos saber o que essas mulheres est√£o fazendo, como est√£o participando dessas atividades, se est√£o associadas √†s col√īnias, aos sindicatos de pescadores”, afirma a pesquisadora Isabel Soares de Sousa.

“Precisamos dar visibilidade a esse trabalho, pois, √† medida que isso √© registrado, elas t√™m mais facilidades para garantir a aposentadoria, o seguro defeso, e os outros benef√≠cios sociais que o homem j√° tem como pescador.”

Atualmente, s√£o 420 mulheres e 712 homens participando dos projetos de manejo de pesca desenvolvidos na √°rea da Reserva Mamirau√°, e 120 mulheres e 324 homens na Reserva Aman√£.

Isso representa um percentual expressivo de participação feminina na atividade nessa região, de 34,26%.

Em cinco dos dez acordos de pesca assessorados pelo Instituto Mamirauá, foi observada a participação feminina em diversas etapas do manejo.

Para Milce Cordeiro de Carvalho, do Acordo de Pesca do Cleto, não há distinção entre o trabalho da mulher e do homem na pesca.

Ela também participa de várias etapas do manejo, da pesca com arpão até o tratamento do peixe.

“Tudo que posso fazer, eu fa√ßo. Todo mundo tem que colaborar. A gente se uniu e assim ficou mais f√°cil, a gente vai vencendo a batalha, um ajudando o outro. O servi√ßo do homem √© igual o meu trabalho, o que ele sabe fazer, eu tamb√©m sei”, enfatiza Milce.

Rotina

Segundo Elane Carvalho Marques, da comunidade S√£o Raimundo do Jarau√°, na Reserva Mamirau√°, a pesca faz parte da sua rotina desde a inf√Ęncia. Filha de pescador, iniciou aos 14 anos o trabalho na Associa√ß√£o de Produtores do Setor Jarau√° (APSJ), como secret√°ria.

 O tempo foi passando e atualmente ela faz parte tanto da diretoria da APSJ quanto da coordenação do acordo de pesca, trabalhando como tesoureira.

No ano de 2014, a cota de pesca estabelecida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov√°veis (Ibama) para a comunidade foi de 1.136 peixes.

Participam do acordo mais de 50 pescadores e é Elane a responsável pela organização das finanças, como pagamento de pessoal e recebimento do recurso proveniente da pesca do pirarucu e também de outras espécies.

“Jarau√° √© uma comunidade pesqueira, vive e sobrevive da pesca. Aqui as mulheres est√£o envolvidas e s√£o avaliadas tamb√©m. Trabalham na vigil√Ęncia, contagem, eviscera√ß√£o. Onde tem uma mulher, o trabalho vai direito”, brinca.

Acesse outras informa√ß√Ķes sobre o Programa de Manejo de Pesca do instituto.

Portal Brasil


Estimulamos o debate suadável. Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Portal Pesca Amadora. Mensagens consideradas ofensivas serão excluidas automaticamente. Dúvidas e perguntas acesse a página de contato