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Dois meses após incêndio da Ultracargo, água do canal está normal em Santos

Mais de dez toneladas de peixes morreram com o incendio em SantosDois meses após o fim do incêndio no terminal da Ultracargo, em Santos, a água do canal do estuário não está mais contaminada com combustíveis e o índice de oxigênio já voltou ao normal. A informação é da Companhia Ambiental do Estado (Cetesb), que agora concentra os trabalhos na vegetação atingida pela poluição.

Apesar de constatar a recupera√ß√£o da √°gua, a Cetesb afirma ainda n√£o ser poss√≠vel avaliar a qualidade do pescado para consumo. Pode haver o comprometimento dos animais com outras subst√Ęncias que n√£o s√£o provenientes do inc√™ndio.

A estatal informa que o n√≠vel de oxig√™nio da √°gua na regi√£o afetada pela explos√£o de tanques ‚Äď o que interromperam a pesca artesanal ‚Äď est√° entre 4 e 5 miligramas por litro (mg/l). Isto √©, assemelha-se √† concentra√ß√£o de 4,34 mg/l registrada em 25 de mar√ßo, quase uma semana antes do inc√™ndio.

As an√°lises de cinco amostras colhidas antes, durante e depois do sinistro foram utilizadas pela Cetesb para constatar a volta √† normalidade. Nos dias que sucederam as explos√Ķes, o baixo n√≠vel de oxig√™nio , a temperatura elevada e a toxicidade da √°gua de rescaldo mataram quase dez toneladas de peixes.

Informada por A Tribuna sobre o laudo ambiental, a chefe do escritório do Ministério da Pesca em Santos, Diana Gurgel, disse que nunca houve restrição à pesca, apenas a suspensão temporária, aguardando-se o parecer da Cetesb.

A assessoria de imprensa da Ultracargo informou ter enviado √† Cetesb laudos sobre monitoramento e controle de risco ambiental. Outra medida √© manter uma ‚Äúbase regular por meio de duas antrop√≥logas, que est√£o avaliando poss√≠veis impactos‚ÄĚ do inc√™ndio.

Jornal a Tribuna


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