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Deputado pede fiscalização no Rio Branco entre os estados de Roraima e Amazonas

Rio Branco em Caracarai-RRDeputado de Roraima pede a implantação de uma base de fiscalização no rio Branco, em Rorainópolis, na divisa do Amazonas e Roraima, para evitar a entrada de pescadores do estado vizinho sem autorização da Femarh (Fundação Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos) é uma solicitação do deputado Odilon Filho (PEN).

Ele apresentou indicação com pedido de urgência para a governadora Suely Campos. Conforme explicou, o pedido é fundamentado no fato de que “pescadores do Amazonas vêm para Roraima em grandes embarcações, com capacidade de até 30 toneladas, sem autorização do órgão responsável e sem qualquer procedimento de fiscalização e levam nosso pescado e os peixes não conseguem nem se reproduzir como deve ser”, disse o parlamentar.

Odilon Filho, que já foi prefeito duas vezes de Caracaraí-RR, disse que a prática dos pescadores amazonenses prejudica 1.500 pescadores profissionais daquele município, conhecido como Cidade Porto. “São pescadores que têm pequenos barcos, com capacidade para 300 quilos, outro com uma tonelada ou uma tonelada e meia, enquanto que os do Amazonas, só um pescador tem embarcação com capacidade de 30 toneladas”, enfatizou.

O parlamentar denunciou que, com base em depoimento de pescadores e ribeirinhos daquela região, os pescadores do Amazonas quando vêm para Roraima, “além do pescado em geral, levam o bicho de casco, a caça – anta, porco. O que vão achando, levam tudo”.

Outra denúncia é que esses pescadores do estado vizinho estariam utilizando até bomba de fabricação caseira para ter acesso em locais aonde as redes de pesca não alcançam. “Usam as bombas, detonam, pegam o peixe que querem e o restante morre. Desde janeiro venho falando com a governadora sobre minha preocupação quanto a necessidade de fiscalização, mas agora com essas informações que tive, vejo que as coisas avançaram mais”, declarou.

O deputado afirmou que já conversou com a governadora, que, segundo ele, já autorizou a Femarh a tomar providências para que seja colocada uma base de fiscalização com dois ou três fiscais da Fundação e seis militares da polícia ambiental. “Tenho acompanhado na Femarh todos os trâmites e acredito que dentro de 30 a 40 dias deveremos ter um resultado definitivo. Temos a sensibilidade da governadora sobre o assunto”, afirmou.

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