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Policia Civil investiga crime de maus tratos contra Sucuri no interior de SP

Policia investiga crime de maus tratos contra sucuri no interior de Sao PauloA Polícia Civil de Rosana (749 km de São Paulo) abriu inquérito para investigar crime de maus-tratos contra uma sucuri de aproximadamente seis metros de comprimento. O crime foi descoberto porque as fotos da captura do animal foram postadas no Facebook, o que levou o fato ao conhecimento da Polícia Ambiental, no último domingo (20).

Nas fotos postadas na rede social, o animal aparece com uma corda amarrada no pescoço e com o comentário “Aqui a gente não pesca piapara, pesca sucuri”. O autor da captura é o funcionário público Rubens Lima de Macedo. Além do crime de captura e maus-tratos, previstos na Lei de Crimes Ambientais, o acusado vai pagar multa de R$ 1.500.

De acordo com Luiz Henrique Martinhão Broinizzi, 44, sargento da Polícia Ambiental de Presidente Prudente (558 km de São Paulo), o suspeito precisou contar com a ajuda de outras pessoas para dominar a sucuri, mas assumiu, sozinho, a responsabilidade criminal pela captura da serpente.

“Sozinho ninguém domina uma animal desse. São necessárias pelo menos quatro pessoas. A sucuri tem uma força enorme, capaz de matar um animal grande. Para imobilizá-la, a gente utiliza uma forquilha, na região do pescoço, luvas de raspa e uma gaiola. É preciso treino para a captura.”

A veterinária Cristiane Bilheiro Portela Maia, 33, atestou em laudo, com base nas fotos, que a cobra foi maltratada. “Ela foi retirada de seu habitat natural sem nenhuma justificativa e arrastada quilômetros por um barco. Isso configura uma situação de estresse”, disse.

Medo da cobra
Policia investiga crime de maus tratos contra sucuri no interior de Sao Paulo 2De acordo com a veterinária, o animal vivia em ilhas existentes na junção dos rios Paraná e Paranapanema, na divisa entre São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul. Depois de capturada, a cobra foi solta na praia do balneário de Rosana e deixada ali mesmo.

“Agora ela está fora de seu habitat e corre o risco de morte porque as pessoas que frequentam o balneário estão com medo. As fotos divulgadas no Facebook geraram uma situação de fobia na população”, disse.

O delegado Adilson de Carvalho, 47, titular da delegacia de Rosana, afirmou que vai investigar a prática dos crimes de captura e maus-tratos, cuja punição está prevista na Lei de Crimes Ambientais e não ultrapassa um ano de prisão.

Carvalho diz que é a primeira vez que investiga um crime cometido contra uma cobra. “Normalmente por aqui os crimes contra a fauna mais praticados são pesca ilegal e abate de capivaras.”

Uol Notícias

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