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Seca muda de lugar foz do Rio Doce que nasce em MG e desagua no ES

Seca faz a Foz do rio Doce que nasce em MG mudar de lugar ao desaguar no ESA situação do Rio Doce, que atravessa os estados de Minas Gerais e Espírito Santo, é alarmante. Por causa da seca, o volume de água diminuiu tanto que a foz do rio até mudou de lugar.

De tão raso, o Rio Doce está quase irreconhecível até para Luiz, morador da região que cresceu pescando no local, mas agora volta para casa sem peixe, porque só pode pescar na margem ou em cima da ponte. De barco, não dá mais.

“Não dá para descer porque você arrasta muito. O motor agarra na areia. Nunca vi assim não”, conta o morador.

A profundidade do Rio Doce, no noroeste do Espírito Santo ficava, em média, em 1,5 metro. Agora está com 26 centímetros. Desde o ano passado, a prefeitura da cidade de Colatina faz canais no meio dos bancos de areia e cava poços onde coloca bombas. Só que está cada vez mais difícil captar água para os 110 mil moradores da cidade.

“Está bastante pior do que no ano passado. A vazão está bem menor e o nível bem mais baixo também”, explica outro morador.

O Rio Doce tem 850 quilômetros de extensão. Nasce em Minas Gerais e deságua no litoral do Espírito Santo.

Na Praia de Regência, litoral norte do Espírito Santo, o Rio Doce se encontrava com o mar. Só que, ultimamente, o rio foi chegando cada vez mais fraco, com um volume menor de água e se formou um banco de areia. Isso mudou a foz do Rio Doce. Hoje, no local, ele não se encontra mais com o mar.

Seca faz a Foz do rio Doce que nasce em MG mudar de lugar ao desaguar no ES 2“Pode comprometer todo o ecossistema, tanto vegetação quanto animais marinhos, a reprodução de tartarugas, porque está mudando o perfil da praia”, alerta Carlos Sangalaia, do Projeto Tamar.

Com a foz bloqueada, o rio está passando por outro ponto da praia, mas com um volume de água muito baixo. A profundidade é tão pequena que nem os menores barcos de pesca conseguem passar.

“A gente conseguiu desmatar cerca de 98% da Mata Atlântica da área do médio Rio Doce em 20 anos. Agora, o processo de recuperação é muito mais longo”, constata Lucinha Teixeira, do Comitê da Bacia do Rio Doce.

Portal G1 – Globo.com


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