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Ibama apreende 5 barcos clandestinos e 10 redes de arrasto na APA de Guapimirim-RJ

ibama-apreende-5-barcos-clandestinos-e-10-redes-de-arrasto-na-apa-de-guapimirim-rjO Ibama e o Instituto Chico Mendes de Conserva√ß√£o da Biodiversidade (ICMBio) apreenderam nesta quinta-feira (29) cinco barcos clandestinos e 10 redes de arrasto na √Ārea de Prote√ß√£o Ambiental (APA) de Guapimirim, na altura da Ilha de Paquet√°, no Rio de Janeiro. Os envolvidos na pesca sem licen√ßa foram autuados em R$ 17,5 mil e ser√£o denunciados ao Minist√©rio P√ļblico por crime ambiental.

Os fiscais surpreenderam os pescadores pela manh√£, quando j√° haviam lan√ßado as redes e realizavam o arrasto em busca de camar√£o no interior da unidade de conserva√ß√£o. A APA de Guapimirim abriga um dos √ļltimos remanescentes de manguezal da Ba√≠a de Guanabara e funciona como ber√ß√°rio para in√ļmeras esp√©cies marinhas.

“A APA de Guapimirim mant√©m a Ba√≠a de Guanabara viva em termos ambientais. Ainda existem pescados de import√Ęncia econ√īmica como o robalo no Rio de Janeiro por causa dessa √°rea protegida”, diz o analista ambiental Renato Riebold, que coordenou a fiscaliza√ß√£o.

A pesca com redes de arrasto causa enormes preju√≠zos ao meio ambiente. Sua pr√°tica √© proibida em unidades de conserva√ß√£o e em profundidade inferior a cinco metros na Ba√≠a de Guanabara, ou seja, em locais perto da costa. Estima-se que para conseguir um quilo de camar√£o a rede de arrasto revolve o fundo e captura dez quilos de outros organismos vivos, que ser√£o descartados pelo pescador. “Grande parte √© de peixes e organismos juvenis que n√£o atingiram a maturidade sexual, uma perda enorme para a natureza”, diz o analista do Ibama.

Assessoria de Comunicação do Ibama


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