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Codevasf inseriu 1,6 milhão de alevinos no Rio São Francisco no 1° semestre de 2017

No primeiro semestre de 2017, a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) inseriu 1,57 milhão de alevinos em ações de repovoamento da bacia do Velho Chico em Sergipe. Além de contribuir para a revitalização do rio e lagoas, os peixamentos auxiliam na manutenção de uma atividade econômica tradicional da região: a pesca. Com a recomposição da fauna aquática, a Codevasf garante o sustento de milhares de pescadores no estado.

Somente na área da Colônia de Pescadores Z-7, que abrange cinco municípios do Baixo São Francisco Sergipano (Santana do São Francisco, Neópolis, Ilha das Flores, Pacatuba e Brejo Grande), a atividade gera renda para cerca de 4 mil pescadores. São profissionais que reconhecem a importância do trabalho desenvolvido pela Codevasf para a recomposição dos estoques pesqueiros por meio da inserção de alevinos de espécies nativas da bacia do São Francisco.

“No vale do São Francisco existem aproximadamente 44 mil pescadores artesanais, que se beneficiam direta ou indiretamente desses peixamentos. E a Codevasf, como propulsora de desenvolvimento regional, contribui para manter o estoque pesqueiro na região, garantindo a manutenção dessa atividade produtiva, além de promover a recuperação e a sobrevivência dos rios da bacia”, ressalta a presidente da Codevasf, Kênia Marcelino.

Essa ação é realizada pelo Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Betume (4ª/CIB), localizado na zona rural do município de Neópolis, unidade de produção mantida pela Superintendência Regional de Sergipe – Codevasf. “É uma ação que traz um impacto muito positivo e tem trazido bons resultados. A Codevasf é um grande parceiro dos pescadores. A Colônia apoia esse trabalho e se coloca à disposição para que tenha continuidade”, declara o pescador Márcio José Feitosa.

Neste ano, já foram realizadas ações em 11 municípios sergipanos: Propriá, Neópolis, Ilha das Flores, Santana do São Francisco, Cedro de São João, Japoatã, Amparo de São Francisco, Brejo Grande, Nossa Senhora da Glória, Canindé de São Francisco e Gararu. As espécies de peixes lançadas na bacia são cultivadas no Centro por meio de técnicas de reprodução artificial.

A seleção de espécies a serem utilizadas nas ações de repovoamento da Codevasf é realizada de acordo com as características do ambiente. “No rio São Francisco, utilizamos somente espécies nativas nos peixamentos, sendo a xira (curimatã-pacu) a principal delas atualmente. Já no repovoamento de lagoas e aguadas no sertão, trabalhamos também com espécies como o tambaqui e a tilápia”, explica Paulo Passos, chefe do Centro Integrado de Betume.

Márcio Feitosa afirma que a Codevasf pode contar com o apoio dos pescadores, inclusive para monitorar a fauna da região. “O pescador sabe cada espécie que sumiu do rio, porque esse é o nosso dia a dia”, conta. “Acredito até mesmo que a Codevasf tem potencial para ampliar essa ação e inserir ainda mais espécies nativas que estão desaparecendo do rio. Seria favorável para todo mundo”, acrescenta o pescador.

O superintendente regional da Codevasf em Sergipe, César Mandarino, afirma que os peixamentos têm sido importantes para o programa de revitalização do rio São Francisco. “Temos feito um trabalho de articulação com os municípios para que a gente possa estender esses peixamentos a várias localidades, buscando fortalecer também a produção de alevinos. Essa é uma ação importante, que mobiliza a sociedade e que tem um grande impacto positivo para o meio ambiente e para a pesca”, afirma.


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