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Deputados rejeitam proposta de lei que visava proibir a pesca do dourado em MS

Projeto de Lei (PL) 237/2016, que propunha a proibição da captura, o embarque, o transporte, a comercialização, o processamento e a industrialização do peixe Dourado nos rios de Mato Grosso do Sul por oito anos, foi arquivado nesta quarta-feira (7) pela Assembleia Legislativa após cinco meses em tramitação.

Ao constatar o empate, por 8 a 8, o presidente da Assembleia, deputado Junior Mochi (PMDB), destacou o fato histórico, e votou contrário à proposta de autoria do deputado Beto Pereira (PSDB).

Ao proferir seu voto, Mochi citou um levantamento apresentou por Herculano Borges (SD), que levou até os colegas um estudo feito pela Embrapa e Imasul que, disse ele, contraria a afirmação de extinção da espécie e propunha uma espécie de intervalo de captura do Dourado nos rios do Estado.

Com plenário cheio de pescadores profissionais que também eram contra a matéria, Beto Pereira agradeceu os votos favoráveis e destacou que ‘esperava’ que a Casa tenha tomado a melhor atitude.

Votaram contrários, além de Mochi, os deputados petistas Cabo Almi, João Grandão, Pedro Kemp e Amarildo Cruz, os peemedebistas Paulo Siufi e Antonieta Amorim, Mauricio Picarelli (PSDB) e Herculano Borges.

Além de Beto, foram favoráveis os tucanos Rinaldo Modesto, Mara Caseiro e Flávio Kayatt, George Takimoto (PDT), Renato Câmara (PMDB), Coronel David (PSC) e Paulo Corrêa (PR).

Opiniões Divergentes
Para a pescadora e tesoureira da colônia Z07, de Aquidauana, Solange Piva, 37 anos, a proibição diminuiria fluxo de turistas. “O Dourado é atração. A maioria dos turistas vem pescar e também querem levar (o peixe). Conseguimos no grito (rejeitar a matéria)’, frisou. Outros pescadores negaram que houve diminuição do número de Dourado, que seria migratório.

Advogado e presidente da Apep (Associação de Pesca Esportiva do Pantanal), Alexandre Pierin, 45 anos, pontuou que a espécie está em extinção e já sumiu de alguns rios sul-mato-grossenses, o que levou turistas a migrarem para Mato Grosso e Argentina em busca do peixe.

“Os benefícios (para turismo) seriam maiores. Agora vamos pedir o recadastramento de todos os profissionais”, disse o pescador esportivo.


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