O governo brasileiro quer a inclusão da Aniba rosaeodora Ducke, pau-rosa, no apêndice II da Cites, incluindo todas as suas partes e derivados. Se aprovada, a decisão viabiliza maior controle internacional do comércio da espécie. A proposta será apresentada pela delegação brasileira na 15.ª reunião da Conferência das Partes na Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies Selvagens da Fauna e da Flora Ameaçadas de Extinção (Cites), que se realizará em Doha (Qatar), de 13 a 25 de Março de 2010. O Brasil será representado por três técnicos do Ibama e dois do Itamaraty.
O desaparecimento das populações naturais nos estados do Pará, do Amapá e em grande parte do estado do Amazonas ocasionado por intensa exploração, a regeneração lenta e o comércio preponderantemente externo, é a justificativa para a solicitação de inclusão do pau-rosa no anexo ll da Cites. Árvore de grande porte, podendo atingir até 30m de altura por 2m de diâmetro, é muito cobiçada pela qualidade de seu óleo que é utilizado como fixador de perfumes. Mundialmente conhecido o perfume francês Chanel N° 5 utiliza o linalol, principio ativo do pau-rosa, em sua composição.
Esta espécie compõe a flora das matas de terras altas da Amazônia ocidental. Seus frutos são alimentos para aves, notadamente psitacídeos e aves da família Ramphastidae (tucanos), sua polinização é principalmente por abelhas nativas. O pau-rosa encontra-se nas listas oficiais de espécies em extinção da Colômbia e Suriname. A forma predatória de sua exploração esgotou o estoque disponível nas Guianas e, em seguida, no estado do Pará, Brasil.
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A Secretaria de Desenvolvimento do Turismo de Mato Grosso (Sedtur) participa nesta semana do maior evento de pesca esportiva da região Centro-Oeste, a 4ª Expopesca, realizada em Goiânia (GO).
Considerado um dos grandes eventos de pesca, náutica e turismo do Brasil, a 4ª Expopesca reúne empresas do setor e traz aos visitantes e participantes as novidades do mercado de pesca esportiva. O evento também se firmou como canal de prospecção de negócios e oportunidade de divulgação e promoção de segmentos turísticos, em especial os destinos utilizados para a pesca, amplamente difundidos e procurados nos estados da região central do Brasil.
Mato Grosso está representado no evento pela coordenadora do Campeonato Estadual de Pesca, Liane Borges. O campeonato promovido pela Sedtur com a parceria de órgãos municipais, estaduais e federais está na 7º edição neste ano e reúne etapas de pesca em dezenas de municípios que abrangem todas as bacias hidrográficas do Estado.
Uma das atrações da Expopesca é Nelson Nakamura, pescador experiente que fará demonstrações de técnicas de arremesso para a pesca esportiva e fly, orientando sobre equipamentos adequados para uma boa pescaria. Além disso, o público poderá se informar sobre os melhores destinos turísticos para a pesca esportiva e a prática de esportes náuticos no Brasil e países vizinhos, como a Argentina e o Paraguai.
A 4ª Expopesca vai o domingo (14.03), no Flamboyant Shopping Center, na capital goiana.
7º Campeonato Estadual de Pesca
O evento foi criado em função da crescente demanda pela atividade de pesca no Estado, sabendo-se que Mato Grosso é procurado por inúmeros turistas e profissionais de todo o Mundo, principalmente em função de seus grandes e vários rios da planície pantaneira, das bacias Amazônica, do Paraguai e Araguaia.
A secretária de Desenvolvimento do Turismo, Vanice Marques, destaca o crescimento do campeonato ao longo dos sete anos de realização. “Começamos com alguns municípios participantes, e neste ano estamos com mais de cinqüenta cidades empenhadas em realizar esse campeonato que já é tradição dentro do calendário turístico do Estado. O Campeonato movimenta milhares de pessoas nos municípios e setores de serviços e comércio em torno de do turismo de pesca, atividade que auxilia no fomento ao turismo interno e externo e projeta nosso Estado em todo o Brasil e o mundo”, ressalta a secretária.
Para este ano, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento do Turismo (Sedtur) já tem confirmados mais de 50 municípios participantes do campeonato. Desde 2004, quando foi realizada a primeira edição do CEP foram 160 etapas em municípios de todas as bacias hidrográficas de Mato Grosso.
Tucunarés, barbados, pintados, cacharas, dourados, enfim, todas as espécies com a medida permitida pela legislação e regulamento do campeonato atraem os amantes da pesca esportiva.
Todo o campeonato é acompanhado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, que define com os municípios o local que apresenta melhores condições para a pesca levando em conta os impactos ambientais. Também participam todos os anos apoiando na fiscalização e na orientação de fiscalização da segurança, tanto das embarcações como dos participantes, o Corpo de Bombeiros do Estado e a Marinha do Brasil.
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Na manhã desta segunda-feira (8/3), uma tartaruga marinha morta da espécie oliva (Lepidochelys olivacea) foi encontrada por pescadores na Praia do Araçagi, próximo ao posto do Grupamento Marítimo do Corpo de Bombeiros. O quelônio já estava em decomposição e foi encaminhado ao Centro de Triagem de Animais Silvestres do Ibama, onde foi enterrado. O aviso do encalhe foi feito pela Secretaria de Meio Ambiente do município de São José de Ribamar.
Essa é a quarta tartaruga encontrada na orla de São Luís de janeiro até os primeiros dias de março, sendo que três foram resgatadas vivas e duas não resistiram aos ferimentos. Uma das causas possíveis para os danos foi a interação com redes de pesca. Só uma das tartarugas encalhadas este ano nas praias da capital maranhense sobreviveu: é um exemplar da espécie cabeçuda (Caretta caretta) que está em tratamento no Cetas/Ibama-MA. A necropsia de um dos animais mortos revelou uma grande quantidade de fragmentos de plástico no seu estômago.
De acordo com informações apuradas pela TV Mirante, ao encontrarem a tartaruga, os pescadores pediram que um gari, que estava trabalhando na limpeza da praia nessa manhã, transportasse o réptil até o posto do Corpo de Bombeiros, de onde posteriormente foi removido pelos técnicos do Núcleo de Fauna da Superintendência do Ibama no Maranhão.
A oliva é a menor de todas as tartarugas marinhas presentes no litoral brasileiro, medindo cerca de 60 centímetros e pesando em torno de 65 quilos. Sua carapaça é de cor cinza esverdeada, daí o seu nome. No litoral de Sergipe existe hoje a maior concentração de indivíduos dessa espécie no Brasil desovando. Já a tartaruga cabeçuda tem a cabeça proporcionalmente maior que a das outras espécies, chegando a medir 25 centímetros. É a que faz maior número de desovas no litoral, tem o dorso marrom e o ventre amarelado. Seu casco mede aproximadamente um metro e pesa cerca de 150 quilos, embora alguns exemplares cheguem a 250 quilos. Para desovar procura preferencialmente as praias ao norte do Rio de Janeiro, especialmente as do Espírito Santo, Bahia e Sergipe.
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