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Cuidados com seu equipamento
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Cuidados com Carretilhas
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Cuidados com Linhas
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Cuidados com Molinetes
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Cuidados com Varas |
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DICA IMPORTANTE:
Quando For Realizar a Limpeza de Carretilhas e Molinetes
Nunca
use: Graxa Grafitada (cinza), ela desgasta todas as peças internas
provocando folgas e conseqüentemente quebras;
Nunca use: Vaselina em Pasta ou Líquida, ela não é feita
para operar nas temperaturas de operação de um molinete, ficam líquidas,
gosmentas e passam de lubrificantes para abrasivos;
Nunca use: Graxa Tipo Molicote ou outras, endurecem com o
tempo deixando o equipamento totalmente isento de lubrificação;
Só use: Graxa Azul, Branca, Verde ou Vermelha, próprias
para rolamentos, altas temperaturas, que não se soltam com o arrasto de água
e aceitam muito bem o nosso clima;
Só coloque graxa nos dentes das engrenagens, não coloque em excesso, ela só
ocupará espaço e pode até diminuir a vida útil do equipamento. Vou explicar:
Tudo que gira e tem atrito produz calor, certo? Os molinetes normalmente
ficam expostos ao sol escaldante por várias horas, certo? Bem, já foi
provado por experiências nos laboratórios dos grandes fabricantes que um
molinete em operação normal num dia quente de verão pode atingir uma
temperatura interna de aproximadamente 60 a 70 graus centígrados.
Bem, se o molinete estiver cheio de graxa não haverá espaço para a troca de
temperatura entre o ar e os mecanismos internos do equipamento, vital para a
diminuição da temperatura, por não existir espaço vazio entre eles.
Existindo o ar, haverá esta troca e os materiais não irão se alterar com as
temperaturas atingidas, pois elas estarão controladas e baixas.
Não esqueça: graxa demais é prejudicial a qualquer tipo de equipamento. Não
use nenhum tipo de óleo spray desengripante, são todos ácidos e atacam
vários materiais .
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Cuidados Com Carretilhas
Na borda da tampa lateral onde fica a manivela e a estrela da fricção,
existem dois ou três parafusos (dependem do modelo e do fabricante) que são
salientes e ásperos, possuindo uma fenda larga para poder ser removido até com o
uso de uma moeda. Com cuidado solte estes parafusos e afaste a tampa do corpo
central. Ela vai sair com tudo, manivela, fricção e demais parafusos. Pronto,
você já pode tirar o carretel e lavar junto com a linha.
Cuidados a serem tomados na operação anterior: A) Alguns modelos possuem na
parte superior do carretel , pequenas peças móveis que fazem o freio centrífugo
(parecem com pedacinhos de plástico ou de fio elétrico). Retire estas peças com
cuidado e as guarde para posterior montagem; B) Olhe na parte lateral do
carretel em ambos os lados (onde fica o eixo) e veja se internamente não existem
rolamentos. Caso existam, lembrem-se que não podem ser molhados. Tire-os com
cuidado, uns possuem pequenas travas e outros só estão colocados sob peças
plásticas que apenas estão encaixadas, é só tirar a peça que o antecede e puxar
o rolamento. Feito isto é só lavar o carretel. Os rolamentos devem ser limpos
com querosene, pois o mesmo possui óleo que não resseca as peças, depois tem que
ser lubrificados com óleo fino e colocados de lado para aguardarem a sua
recolocação no final.
Sobrou o restante do corpo da Carretilha. Usando uma escova de dente velha,
coloque algumas gotas de óleo fino e mãos a obra, limpe tudo que possa estar
grudado no equipamento e não deixe nenhum cantinho sujo, com areia, com cristais
de sal, terra, escamas ou outro material.
Usando a mesma escova, limpe muito bem o eixo sem fim, onde corre o carro do
distribuidor de linha. Ë uma peça delicada e deve estar sempre limpa.
Feito tudo isto, limpe tudo com um pano seco, coloque graxa no eixo sem fim,
monte o carretel da mesma maneira que estava anteriormente e fixe os parafusos.
Verifique se não sobrou nenhuma peça e em hipótese nenhuma tire os outros
parafusos existentes nas tampas, nunca abra sua carretilha além do que foi
explicado, elas são complexas e possuem peças pequenas, delicadas e molas que
voam quando as tampas são tiradas.
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Cuidados Com Linhas
Você acaba de arremessar a linha e ela fica parecendo uma mola. Que encrenca!
Fique ligado. Este problema ocorre ou porque a linha é de má qualidade, velha,
dura, está ressecada, ou é aquela "baratinha". Partindo do princípio de que
todas as linhas sejam de poliamida, é importante saber como e por quem elas são
fabricadas. No mercado mundial, existem linhas de pesca, hoje, que afirmam não
ter nenhuma memória pois, segundo os fabricantes, são produzidas com materiais
especiais e da mais alta qualidade. Aceitemos esta afirmação com reservas.
Nas chamadas linhas duras, ou seja, com menor elasticidade, a memória é
inevitável pelo próprio método de fabricação das mesmas. Com esse tipo de linha,
ganha-se na sensibilidade e rapidez da fisgada, mas perde-se na memória.
Portanto, sem solução.
Importante também saber que, nos molinetes, as linhas de pesca costumam adquirir
muito mais memória do que nas carretilhas, pelo fato da amaneira de enrolar,
pois o molinete torce a linha e a carretilha não. Aqui, há solução.
Se você pesca com molinete e com uma boa linha, cujo fabricante afirma que a
mesma é sem memória, e ela está com memória na hora da pescaria, a solução é,
após pescar, desenrolar toda a linha, sem nada na ponta da mesma, e enrolá-la
novamente, com pressão e de preferência com um pano enxugando a linha à medida
que for enrolando. Com certeza, se você adotar esse procedimento, a memória da
linha, se não desaparecer, pelo menos diminuirá consideravelmente.
O ato de desenrolar a linha fica muito mais fácil quando você está embarcado, já
que pode soltá-la na água. Em terreno seco, apresenta riscos, como ranhuras e
amassamentos que podem danificar a linha. Quando for trocar a linha da
carretilha ou molinete - tenha em mente : o destino da linha velha é o lixo.S e
você der essa linha para alguém, você corre o risco dela virar uma rede ou
tarrafa, e aí sim, ela vai continuar a ter memória, e agora mais prejudicial à
sua pescaria.
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Cuidados Com Molinetes
O maior erro que a maioria dos pescadores comete quando diz que vai fazer a
limpeza de seu molinete logo que acaba de pescar (quando faz!!!) é quando lava o
equipamento. Antigamente os molinetes não tinham rolamentos, usavam buchas de
bronze, de teflon ou o eixo da coroa girava em bucha feita na própria carcaça do
molinete, resumindo, podia molhar a vontade que não tinha nada para estragar,
dava para terminar de pescar, colocar dentro de um balde com água e pegar só no
dia da próxima pescaria que estava tudo bem. Hoje é diferente, eles usam vários
rolamentos, com no mínimo 1, e encontramos molinetes até com 9 rolamentos ou
mais, mecanismo que não são nada mais que dois anéis de metal com esferas
internas de ferro entre eles que facilitam o manuseio do equipamento e dão mais
suavidade, pois provocam menos atrito. O contato das esferas internas com a água
provoca ferrugem (oxidação) que dependendo do tipo e qualidade do rolamento, uma
simples entrada de água é capaz de danificar, provocar barulho, engripar e até
travar por completo, pois além da água existe o cloro que é um grande agente
oxidante e se o molinete caiu na água temos ainda para ajudar, a areia, a terra,
e se for no mar, o sal que é um dos maiores inimigos dos rolamentos e de
qualquer tipo de material ferroso. Tudo isto acaba fazendo com que o mesmo tenha
que ser trocado e como na maioria eles são importados,o custo acaba
inviabilizando por completo este serviço, já que quando são vários o conserto
fica mais caro que o próprio molinete. Bem, então o que fazer?
Ao chegar em
casa a primeira coisa a fazer é tirar o carretel e colocar em água corrente para
limpar a linha e tirar qualquer tipo de resíduo que possa danificar o carretel,
ainda mais se for de alumínio e a falta de limpeza pode provocar uma corrosão
terrível no equipamento que chega até a furar por falta de cuidado. Também tem o
problema da linha, que tem que estar sempre limpa para não perder suas
características e assim durar muito mais. Troque a linha sempre que perder o
brilho e ficar opaca,ela estará velha e ressecada, irá romper sobre qualquer
pressão.
Com um pano levemente úmido ao ponto de, se torcido não provoque pingos, limpe
todo o lado externo do molinete, todas as frestas, reentrâncias e saliências;
com a ajuda de uma faquinha ou de uma chave de fenda, não deixe nenhum lugar
sujo ou fedendo a isca.
Girando o botão que fica do lado oposto ao da manivela, gire-o até que a mesma
se solte do corpo do molinete. O que encontramos e vemos? Dos dois lados a parte
superior da coroa e a lateral da carcaça do molinete. Olhe entre os dois, ou
encontrará um rolamento ou algum tipo de bucha de outro material. Pegue um óleo
fino de máquina, mas do bom, não queira economizar com estes de segunda linha
que vendem por ai e pingue uma única gota de cada lado sobre o rolamento ou
bucha. Coloque a manivela e gire por várias vezes até perceber que está
lubrificado, mas é uma gota só, óleo demais também prejudica.
Retire novamente a manivela, limpe-a usando uma escova de dente velha com uma
gota de óleo e não deixe nenhum tipo de resíduo que depois de seco possa
engripar e atrapalhar seu uso. Coloque também uma gota de óleo no eixo da
manopla da manivela, se não o conhece, é o local que você segura quando vira a
manivela para recolher a linha. Agora pode colocar tudo no lugar novamente.
Agora vem a parte mais chata, é o rolete, aquela pecinha que gira e fica no pé
da alça, onde a linha passa quando sai do carretel e vai para os passadores da
vara. Sabe, quando recolhemos a linha trazemos junto água que vai imediatamente
para dentro do rolete, onde em alguns tipos é de bucha e em outros têm
rolamentos, estes que por sinal são caríssimos pois seus tamanhos são reduzidos
e são difíceis de encontrar. Tenha paciência, pingue uma gota de óleo de cada
lado do rolete verificando se a mesma entrou por detrás dele e com o auxílio de
um pano limpo, enrole-o bem fino, passe pelo rolete e faça com que ele gire até
que perceba que está totalmente livre e desimpedido de funcionar. Quando estiver
em ordem, lubrifique novamente para deixar uma camada de óleo como proteção,
pois é um local de difícil acesso e o molinete ficará guardado por um longo
período até ser novamente usado, e se esta etapa não for bem feita, com certeza
ele não vai estar funcionando pois estará travado, ocasionando um sulco em sua
lateral provocado pelo atrito entre a linha e o metal, até que ela se prenda
neste pequeno corte e comece a arrebentar sem maiores explicações.
Está quase no fim. Girando a manivela observe o eixo onde se coloca o carretel
subir e descer. Quando estiver com a maior parte de seu corpo para fora, pare e
pingue uma gota de óleo nele, gire novamente a manivela por várias vezes até que
fique lubrificado.
Pingue uma gota de óleo em todas as partes móveis, alça, botão da trava,
parafusos, etc. Movimente todas essas peças e por fim limpe todo o molinete com
um pano bem seco que não solte fiapos, espere o carretel secar, recoloque-o
novamente no lugar e sempre deixando a fricção bem solta, guarde-o em um saco de
pano para que fique longe de poeira, mas ao mesmo tempo respire e não fique em
local abafado.
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Cuidados Com Varas
Não deixe de limpar bem o equipamento, principalmente as varas. Lave tudo quando
chegar com água morna e sabão neutro. Pode levar para o chuveiro e limpar
durante o seu banho.
Irá até economizar água e o sabão de sua casa, as varas ficarão limpas e
cheirosas, pois usará até seu sabonete.
Secar tudo muito bem e passar silicone spray nos passadores. Eles aparentam que
estão secos, mas entre a cerâmica e sua estrutura metálica, e debaixo do
passador, entre a vara e a linha, existe uma umidade que não dá para se perceber
e se não for retirada será um ponto de partida para uma oxidação. Com o uso do
silicone, evitamos ao máximo o acúmulo de água nestas regiões que não temos
acesso.
TOPO
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