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Tire Suas Dúvidas e Mate Suas Curiosidades |
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Alimentação de Peixes nos Pesqueiros Uma grande parte dos proprietários de pesque-pague tem o costume de não fornecer alimento aos seus peixes por três motivos principais : alegam que a " ração custa caro " , acreditam que, agindo assim, os peixes "ficarão com muita fome" e irão fisgar " qualquer coisa que o pescador utilizar como isca " e também terão que disponibilizar mão de obra só para alimentá-los. Para entender todo o mecanismo, devemos lembrar que , de maneira geral, as pisciculturas costumam engordar os peixes com ração desde o período de alevinagem . Alguns criatórios alimentam os peixes com dejetos provenientes da criação de suínos mas ministram ração nos últimos 2 meses antes de comercializá-los ao pesqueiros. Quando o dono do pesque-pague resolve "não dar ração" , o tiro sai pela culatra e o resultado será o contrário do esperado e planejado pois os peixes ( acostumados a comer diariamente e agora famintos ) irão " se virar " , voltando ao seu comportamento natural revirando o fundo lodoso onde encontrarão o alimento para saciar parte de sua fome. Como a quantidade de alimento natural disponível no lago não costuma ser suficiente para a grande população de peixes que ali estão, esses emagrecerão, o que significa prejuízo para o proprietário do pesqueiro que adquiriu-os por peso e assim os venderá, agora mais magros do que quando chegaram. Outra consequência negativa é que , quando o pescador tentar fisga-los com " massinhas", "ração", etc... os peixes estranharão esses alimentos e terão pouco interesse pela isca, pois perderam o costume de ingeri-los e estão " preferindo "e acostumados a alimentar-se do que o ambiente aquático oferece. O que fazer então ? Deve-se fornecer pequenas quantidades de ração o maior número de vezes possível durante o dia ( mesmo com as reclamações dos pescadores que logo entenderão as vantagens ) . Isso manterá o hábito de comer ração , deixará os peixes sempre famintos e ativos durante todo o período de funcionamento do pesque-pague além de engorda-los .Alimentados parceladamente estarão sempre a espera de algo para comer. Sugerimos fornecer 1 % do peso vivo existente no lago .Exemplo : se houver 5.000 quilos de peixes , deve-se fornecer 50 quilos de ração 28 % de proteína por dia. Fazendo as contas : considerando-se uma conversão alimentar média de 1, 5 : 1 ( para cada 1,5 quilos de ração fornecida os peixes engordam 1 quilo ) e como o estoque de peixes era de 5.000 quilos e forneceu-se 50 quilos de alimento, houve uma incorporação de 33,33 quilos no peso dos peixes já existentes. Se a ração custou R$ 1,00/Kg , o dono do pesque- pague INVESTIU R$ 50,00 e aumentou seu estoque de um dia para o outro em R$ 199,99 ( preço de venda : R$ 6,00/Kg ) , portanto lucrou R$ 149,99 . Vale lembrar que rações balanceadas possuem os ingredientes necessários para os animais, tais como proteínas, vitaminas, sais minerais, gorduras,energia, aminoácidos essenciais, etc... Se o peixe não ingerir esses elementos, estará mais sujeito a estresse, doenças e morte. Outra consequência positiva é que os peixes aprendem a associar a presença do " homem" ao alimento que virá, perdendo o medo e aproximando-se do local onde está o pescador. Certa ocasião, realizamos uma visita técnica a um pesque-pague na região de São Bernardo do Campo (SP). A relamação do proprietário era que "os peixes não estavam sendo fisgados". Após descrever-nos como eram as práticas do estabelecimento, orientamos a proceder como relatado no parágrafo acima.Quando ali retornamos 30 dias depois, o dono do pesqueiro convidou-nos a caminhar em volta do lago : peixes , antes assustados , agora seguiram-nos sem a menor preocupação , sem medo e na expectativa de que logo nós iríamos alimenta-los. Não se deve jogar a ração sempre num mesmo local para não acostuma-los a comer só ali. Recomenda-se espalhar a ração ao redor do lago para que todos os peixes possam ingeri-las e por que os pescadores posicionam-se também dessa maneira. Não se deve dar a ração antes do pesqueiro abrir para o público nem tampouco após os clientes irem embora pois nesse caso, estaremos condicionando os peixes a comerem somente nesses dois momentos . E como ficam os pescadores ao longo do dia ? Terão dificuldades em fisgá-los e aí, as reclamações também virão. O proprietário do pesqueiro deve ficar atento pois na época fria as águas dos lagos possuem temperaturas mais baixas que na primavera/verão, principalmente nas primeiras horas do dia. Como os peixes são animais pecilotermos ( sangue frio )seu metabolismo diminui no outono/inverno e portanto,movimentam-se e comem muito menos que nas épocas quentes. Deve-se então regular a quantidade de ração fornecida de acordo com a época do ano, de maneira que não haja sobras, o que iria comprometer a qualidade da água. Uma outra dica útil é um mês antes de iniciar-se a época fria do ano, passar a fornecer ração com 32 a 36 % de proteína e enriquecida de vitamina C para melhorar o sistema imunológico dos peixes e prepará-los para enfrentarem o inverno. Jorge Meneses ( biólogo) Wagner Camis ( zootecnista ) Quantas vezes você já não ouviu alguém dizer após uma indisposição estomacal ou intestinal: " sabia que aquela ostra de ontem no jantar não iria me fazer bem!". Ou: "sempre que como ostra ou marisco fico com coceira no corpo inteiro". Mas como botar a culpa nesses moluscos se o restaurante escolhido é de ótima reputação, que elabora seus pratos a partir de moluscos colhidos em águas de excelente qualidade e que são manuseados segundo as mais restritas normas do Serviço de Inspeção Federal do Ministério da Agricultura? Existe algo mais entre o céu e a terra, diria o poeta. E realmente existe. Atenção precisa deve ser dada à uma classe de pessoas que possui, às vezes inadvertidamente, alergia a frutos do mar. É necessário que este fato seja de conhecimento dos profissionais que trabalham no ramo de alimentação. Muitas vezes os pescados levam a culpa inocentemente, pois muitos dos mesmos sintomas que surgem em clientes possuem causas distintas. A alergia ou sensibilidade alimentar é uma reação imunológica resultante da ingestão de determinado alimento. Os sintomas aparecem logo após o contato da comida com a mucosa bucal, seguindo-se de inchaço da língua e da face, náuseas, vômitos e diarréia, podendo ainda acarretar urticária e lesões cutâneas. Até a inalação de vapores resultantes do cozimento de frutos do mar podem trazer problemas aos alérgicos, tais como, asma, rinite inchaço da laringe e rino-conjuntivite. No entanto a manifestação mais severa é o choque anafilático em indivíduos hipersensíveis, os quais precisam de assistência clínica urgente. Um grupo de glicoproteínas é o responsável pelo problema. Nas ostras o alérgeno (Cra g 1) foi identificado como uma tropomiosina. O cozimento não altera a resposta alérgica na vítima. Pessoas com suspeitas de possuir esse problema devem procurar um médico alergista. Exames de laboratório são necessários para a confirmação. Diagnóstico preciso é crucial. Infelizmente para os portadores de alergia só há um tratamento: evitar o consumo dos frutos do mar Comer Salmão Reduz a Violência? Nos últimos anos, um certo ômega 3 tornou-se a vedete no mundo das vitaminas e dos suplementos alimentares. Encontrado em peixes como salmão, atum e sardinha, trata-se de um tipo de gordura que aumenta aquilo que os cientistas resolveram, certamente por algum motivo, chamar de colesterol bom. Por isso, o ômega 3 é indicado no tratamento de doenças cardiovasculares, do diabetes e do mal de Alzheimer. Novos estudos sugerem que ele pode trazer benefícios no tratamento de algumas doenças mentais, como a depressão. A última e surpreendente novidade no mundo do ômega 3 foi uma pesquisa realizada pelo psicólogo Bernard Gesch, da Universidade de Oxford, na Inglaterra. Ele dividiu 231 detentos de uma das mais violentas prisões do país em dois grupos. Durante nove meses, um deles recebeu suplementos de ômega 3 e outros nutrientes. O outro alimentou-se sem os suplementos. 'Entre os membros do primeiro grupo, as brigas e os delitos diminuíram 35%', afirma Gesch. 'O diretor da prisão disse que, pela primeira vez na história daquele lugar, não foi registrado nenhum incidente violento durante um mês.' Será uma alimentação rica em salmão, sardinha ou atum capaz de reduzir a violência? 'O ômega 3 não é uma pílula mágica. Apenas estimula o crescimento de neurônios na região do cérebro que controla o comportamento impulsivo', diz Gesch. O caso do ômega 3 levanta um questionamento sobre uma das áreas mais pujantes da indústria alimentar: a de suplementos e vitaminas. Consideradas por muitos como 'pílulas mágicas', elas costumam ser indicadas para combater de tudo. Gripes e resfriados. Anemia. Doenças cardíacas. Depressão. Insônia. São vistas como armas poderosas para deter o envelhecimento das células, fortalecer ossos e rejuvenescer a pele e o cabelo. Em 2002, 12% dos brasileiros consumiam regularmente vitaminas e suplementos. No ano passado, foram 17%. Em 2005, os americanos gastaram US$ 16 bilhões comprando saúde em pílulas. Os ingleses, US$ 600 milhões. Os brasileiros, US$ 257 milhões. Mas será que elas realmente funcionam? O que há de fantasia e de realidade no maravilhoso mundo das vitaminas? Assim como as propriedades do ômega 3 ainda estão em teste, as de outras vitaminas e suplementos também são constantemente verificadas - e questionadas. Recentemente, três estudos puseram em dúvida a eficácia das vitaminas B (ou ácido fólico), B12 e B6 na redução do risco de infartos e derrames. Outro levantamento concluiu que a vitamina D e o cálcio só reduzem os casos de fraturas e enfraquecimento de ossos se forem ingeridos diariamente. Sim, a eficácia de algumas vitaminas continua sendo comprovada - está confirmada, por exemplo, a ação das vitaminas C e E para reduzir os riscos de alguns tipos de câncer, demência, mal de Parkinson e doenças cardiovasculares. Mas o mecanismo de atuação delas ainda é misterioso. 'A evidência não é definitiva', disse a ÉPOCA Jeffrey Blumberg, diretor do Laboratório de Pesquisas Antioxidantes da Tufts University. 'Há pesquisa em andamento para definir a melhor dose, a duração e a combinação de vitaminas necessárias para atingir o objetivo de prevenção de doenças.' A febre das vitaminas começou nos anos 60, quando o químico americano Linus Pauling, ganhador de dois prêmios Nobel, postulou que o futuro da medicina e da saúde poderia ser depositado em cápsulas diárias de vitaminas C, E e do complexo B. De acordo com a teoria de Pauling, as vitaminas ajudariam a reduzir no organismo a quantidade de substâncias conhecidas como radicais livres, compostos que, por se associar facilmente a outros componentes orgânicos, seriam responsáveis por enferrujar - ou oxidar - as células do organismo e pelo envelhecimento. Quarenta anos depois, os estudos mais recentes mostram que as vitaminas dão algum resultado. Mas não fazem milagres. Elas são condição necessária para a saúde - não suficiente. O geriatra Clineu de Almada Filho, professor da Universidade Federal de São Paulo que há dez anos vem coordenando pesquisas sobre o assunto, resume o problema com uma formulação bastante lógica: 'Associar a falta de uma substância à presença de uma doença não significa que quem receber tal substância não ficará doente. A vitamina pode, portanto, funcionar como coadjuvante. Ajuda no tratamento, mas não é a solução'. O consenso entre os médicos é que uma alimentação balanceada seja suficiente para abastecer o organismo de vitaminas e nutrientes de que necessita. Mesmo assim, 23% dos brasileiros dizem compensar os erros da alimentação com as pílulas. Vale a pena trocar uma dieta balanceada por um coquetel de pílulas? Depende. Cinco acerolas por dia, por exemplo, seriam suficientes para suprir a necessidade diária de vitamina C. Mas essa dose tende a variar dependendo da situação. Quem ficou exposto à fumaça emitida por um caminhão, contraiu gripe ou está em período de grande estresse tem uma necessidade mais aguda e precisa, portanto, reforçar a quantidade. O uso de suplementos pode, nessas situações, ser recomendável. Foi o caso da consultora de etiqueta Cláudia Matarazzo. Há dois anos, diz ela, vivia cansada por conta de incontáveis viagens. 'Como viajo muito de avião e estou sempre no ar-condicionado, vivia gripada. Quis dar uma equilibrada no organismo', afirma. Agora, de acordo com ela, os oito comprimidos de vitaminas que toma todo dia ajudaram a amenizar suas crises de insônia e contribuíram para que ganhasse maior vitalidade. Há, porém, uma classe de pílulas que desperta ainda mais polêmica que as tradicionais vitaminas. Trata-se dos suplementos alimentares, em especial os energéticos, comuns entre os esportistas e nas academias de ginástica. Com um marketing agressivo, eles estão à venda em toda parte. 'Se não prestar atenção, você toma dez, 15 comprimidos por dia e gasta um valor considerável por mês', afirma o economista e empresário Sérgio Filenti. Ele diz que há 20 anos é consumidor fiel de suplementos. Filenti afirma já ter experimentado energéticos à base de efedrina, supostamente capaz de 'duplicar a energia'. É bom que se diga que a venda de suplementos com efedrina é proibida no Brasil. 'A fiscalização é pequena, não há o mesmo controle que existe nas farmácias', afirma Filenti. Duas vezes por ano, diz Filenti, ele consome creatina: 'Dá energia e aumenta a massa muscular. Mas, como pode ficar impregnada no fígado, tomo pouco'. Todo suplemento alimentar carrega uma dose de riscos. A comunidade médica não é contra o uso. Desde que o usuário decifre o rótulo (muitas vezes em inglês), saiba a procedência desses produtos e, com a ajuda do médico, discuta a ação que eles produzem no organismo. Uma pesquisa feita com 621 esportistas de 29 academias de ginástica em Campinas, interior de São Paulo, e apresentada no Congresso Internacional de Educação Física, traçou um perfil do consumidor de suplementos (leia o quadro à seguir). Trata-se, basicamente, de gente desinformada. 'Aquilo que tomam nem sempre tem a ver com os objetivos', diz o professor Pablo Lollo, coordenador da pesquisa. A maioria, por exemplo, disse tomar o suplemento L-carnitina para ficar mais forte. 'Acredita-se que, consumindo L-carnitina, seja possível aumentar a produção de energia e emagrecer. Mas ele não aumenta a massa muscular', afirma a nutricionista Tânia Rodrigues, especialista em fisiologia do exercício pela Unifesp. 'Quem consome L-carnitina para incrementar os músculos está cometendo um equívoco.' Bem empregados, os suplementos podem aliviar o desgaste provocado por excesso de exercícios. 'O esportista, sem vitaminas adequadas, tende a diminuir o tempo de recuperação nos casos de lesões, além de não obter bom rendimento', diz o fisiologista Paulo Zogaib, da Unifesp. Mas quem acha que está tomando algo inofensivo pode consumir, de quebra, hormônios que tendem a provocar aumento de colesterol, hipertensão, sobrecarga no fígado ou queda de cabelo. No homem, ainda podem causar desenvolvimento de mama e diminuir a produção de espermatozóides. Na mulher, crescimento de pêlos no rosto, involução das mamas, hipertrofia do clitóris e engrossamento da voz. Uma pesquisa feita pelo Laboratório Antidoping de Colônia, na Alemanha, revelou que 25% dos suplementos vendidos nas farmácias contêm esses hormônios. 'A testosterona é o hormônio que dá potência e pique. Esse efeito 'bom', somado ao crescimento de músculos, atrai o esportista', diz Zogaib. 'Como os efeitos colaterais dependem da dose, do período de uso e da individualidade biológica, é possível que alguns tenham câncer de próstata e outros não sintam nada.' Nos anos 60, quando Linus Pauling e outros cientistas apareceram defendendo o uso contínuo de vitaminas, a comunidade médica se dividiu. Na época, pouco se conhecia sobre os efeitos delas no corpo e no cérebro. Nos últimos anos, conhecendo melhor a bioquímica do cérebro, a Ciência estuda a ação das vitaminas e dos suplementos na saúde mental. Já se sabe que os nutrientes interferem tanto na saúde das células quanto no funcionamento dos neurotransmissores. Ninguém imagina que a ausência de algum tipo de vitamina leve uma pessoa a cometer um crime ou entrar em depressão - assim como se constatou que nenhuma vitamina é capaz de evitar um câncer ou curar uma pneumonia. Dois terços dos consumidores de suplementos querem melhorar a performance esportiva 94% praticam musculação 74% são solteiros 70% tomam mais de um tipo de suplemento 68% são homens 51% fazem atividade física cinco vezes por semana 40% seguem indicação de amigos 48% gastam de US$ 100 a US$ 200 por mês com suplementos 10% consomem por indicação médica Fonte: Pesquisa Unicamp/CNPQ 23% dos brasileiros tomam vitaminas e suplementos para compensar erros em sua alimentação Nos EUA, foram vendidos 21 bilhões de caixas de vitaminas e suplementos, movimentando cerca de US$ 16 bilhões No Brasil, foram vendidos 57 milhões, num total de US$ 257 milhões Em 2002, 12% dos brasileiros consumiam regularmente vitaminas e suplementos alimentares. No ano passado, já eram 17% Fontes: Ibope Mídia/Target Group IndexIMS Health e Nutrition Business Journal, Ipsos A deficiência de nutrientes pode ser reparada com cápsulas, mas tem seus riscos VITAMINA E MINERAL ONDE ATUA RISCOS DE SUPERDOSAGEM A Pele, cabelos e visão Dor de cabeça, enjôo, queda de cabelo e descamação da pele B1 a B6 Tecidos e sistema nervoso Nenhum B12 Sistema nervoso Calor corporal, pele avermelhada C Sistema imune, envelhecimento celular e na prevenção de tumores Nenhum D Dentes e ossos Nenhum E Envelhecimento celular e da pele Nenhum K Coagulação sanguínea Nenhum Ácido fólico Combate a anemia Nenhum Cálcio Coração, ossos e dentes Formação de cálculos renais e malformação de ossos Ferro Combate a anemia Envelhecimento celular Magnésio Regula a contração muscular Risco de infarto Zinco Cicatrização e sistema imune Nenhum Selênio Envelhecimento celular Nenhum Outras informações sobre as vitaminas SÓ PARA QUEM (REALMENTE) PRECISA Há muitos esportistas - até os de última hora - que apelam para os suplementos a fim de manter a energia e aumentar a força muscular. Mas esses produtos não deveriam ser tomados aleatoriamente porque podem causar sérios danos ao organismo TIPOS DE SUPLEMENTO NUTRICIONAL O QUE CONTÉM PARA QUE SERVE PARA QUEM É INDICADO EM EXCESSO Hiperprotéicos Proteína de soja, de clara de ovo e de soro de leite Ajuda a recuperar os músculos; aumenta a força e o sistema imunológico Praticantes de exercícios de alta intensidade Sobrecarga renal; aumento de peso; reações alérgicas; hipertensão Hipercalóricos Carboidratos, proteínas, vitaminas e minerais Aumenta o peso e a massa muscular; repõe as calorias perdidas Pessoas com dificuldade para ganhar peso Nenhum Energéticos Carboidratos simples (frutose, glicose, sacarose) e complexos (maltodextrina) Aumenta o peso e a massa muscular; fornece energia durante a atividade física Para quem faz mais de uma hora de exercício Ganho de peso Aminoácidos 1 - Queimadores de gordura Carnitina pura ou associada à cafeína ou a vitaminas do complexo B; ácido linoléico Acelerar o processo de utilização de gordura durante o exercício Praticantes de atividade física de longa distância Sobrecarga renal; ainda não se conhecem riscos do ácido linoléico Aminoácidos 2- Energéticos Aminoácidos de cadeia ramificada (isoleucina, leucina, valina) Aumenta a produção de energia em atividade de longa duração Corredores, ciclistas e nadadores Sobrecarga renal Aminoácidos 3- Para ganhar força Creatina Aumenta a capacidade de força dos músculos em momentos que há necessidade Praticantes de musculação e modalidades que exijam força Sobrecarga renal e hepática (fonte: Aida Veiga e Ana Tereza Clemente/Revista Época) Sob Altas Temperaturas Peixe Perde Seus Nutrientes Submetidos a altas temperaturas, os peixes perdem parte de seus nutrientes, principalmente o ômega 3. Dica: asse-os numa assadeira sem óleo ou manteiga. Atum, salmão, sardinha e tainha, entre outros peixes de água fria, são ricos em ômega 3. Seu consumo regular reduz o colesterol. Eles também possuem atividade imunossupressora, que retarda e protege de doenças auto-imunes, como reumatismo, porque inibem a produção de prostaglandinas e leucotrienos -substâncias com ação inflamatória.
Pesque e solte é discutido por
pesquisadores Diversão para alguns e fonte de renda para outros, os
pesque-e-solte são também considerados cruéis para os peixes. Pelo
menos é essa a opinião de Gilson Luiz Volpato, professor e pesquisador
do Instituto de Biociências de Botucatu, da Universidade Estadual
Paulista (Unesp). Ele faz uma análise crítica sobre as premissas
favoráveis ao pesque-e-solte e propõe uma alternativa para adequar a
prática aos argumentos éticos, morais e científicos atuais: o
"pesque-e-doe". Ao invés de libertar os peixes capturados, eles seriam
doados. Um dos objetivos de Volpato ao publicar sua análise, foi
chamar a atenção das pessoas para a necessidade do pesque-e-solte ser
avaliado criticamente uma vez que a atividade vem se expandindo
rapidamente no Brasil. Pesque-e-solte é um esporte praticado pelos
amantes da pescaria que capturam o peixe, experimentam a excitação de
lutar contra ele e depois o devolvem na água ao invés de matá-lo. Essa
atividade pode ser praticada na natureza ou em propriedades
particulares que se chamam pesqueiros, onde os esportistas pagam um
ingresso para ter o direito de capturar os peixes dos viveiros e
depois soltá-los. Para Volpato, quem pratica o "pesque-e-solte"
acredita estar praticando um esporte que, além de divertido, não é
agressivo. Supondo-se que o peixe não sinta dor, os esportistas pensam
que estão preservando o ambiente e as espécies de peixes em extinção.
Porém, para o pesquisador, os motivos favoráveis à prática do
pesque-e-solte não são suficientes para justificá-lo. Peixe sente dor?
Volpato acredita que os peixes sentem dor, apesar de não existirem
estudos científicos que comprovem este fato. Quem já ouviu um peixe
gritar de dor? Como os peixes não expressam dor de forma que os homens
a identifiquem, é difícil saber se eles estão sofrendo ou não. Mesmo
em situações nas quais os peixes são submetidos a vários tipos de
crueldade, eles podem não dar a impressão de que estão sofrendo. Mas o
pesquisador afirma que a dor é necessária para a sobrevivência dos
animais. Durante a evolução, foram desenvolvidos mecanismos que
distinguem as sensações desagradáveis das agradáveis, por isso é que
os animais se mantêm alertas e fogem em situações perigosas
preservando a própria vida. Segundo Volpato, o sentimento de dor está
relacionado ao processo de seleção natural das espécies. Ele diz que
os estudos científicos sobre o sentimento de dor em peixes são
escassos, e os que existem são baseados em estudos para humanos, o que
também pode ser muito questionável. Não há estudos que comprovem se as
estruturas cerebrais responsáveis pelas emoções, presentes nos homens,
têm a mesma função nos peixes. "O desenvolvimento de estudos
científicos que comprovem que os peixes sentem dor são importantes,
mas não são suficientes, pois os resultados devem ser acrescidos de
condutas de cidadania e políticas para que tenham alguma repercussão
na sociedade", diz o pesquisador. Para José Eurico P. Cyrino,
professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP),
existem muitas formas de se tentar reduzir o sofrimento desses animais
durante a atividade esportiva, mas nem todos praticantes manejam os
peixes com o cuidado recomendado pelos especialistas em pesca
esportiva. "O pescador deve manejar o peixe corretamente, pois além do
peixe estar muito estressado no momento da captura, ele pode perder
escamas, o muco que recobre sua pele, ou sofrer batidas pelo corpo.
Isso favorece a entrada de bactérias e parasitas que podem levá-lo à
morte, causando prejuízo aos donos do pesque-e-solte", afirma Cyrino.
Um dos raros estudos científicos brasileiros sobre o que acontece com
os peixe submetidos ao pesque-e-solte em ambientes confinados foi
realizado pela zootecnista Daniela Takahashi Nomura, no Centro de
Aquicultura da Unesp, sob orientação do pesquisador Flávio Ruas de
Moraes. O estudo mostrou que, provavelmente devido ao estresse que o
esporte causa nos animais, a capacidade natural dos peixes de se
protegerem contra infestações de parasitas acaba sendo prejudicada.
Para realizar seu estudo, Nomura utilizou tambacus mantidos em
viveiros durante três meses. Para simular um pesque-e-solte, os peixes
eram pescados com equipamentos freqüentemente utilizados pelos
esportistas e depois eram libertados novamente no viveiro. Ela
observou os tambacus após os dias de pesca e comparou os resultados
com tambacus que não haviam sido submetidos ao pesque-e-solte. Nomura
concluiu que os que eram capturados e libertados apresentavam maior
infestação de parasitas". Na opinião de Cyrino, quando os esportistas
realizam o pesque-e-solte em viveiros os peixes são submetidos a um
estresse maior ainda do que os peixes capturados na natureza. "Isso
acontece porque os viveiros são espaços reduzidos, onde um mesmo peixe
pode ser capturado mais de uma vez. Isso não acontece com tanta
facilidade na natureza", explica. O estudo de Nomura mostrou que isso
realmente pode acontecer. Apesar de não existirem estudos científicos
comprovando que os peixes sentem dor, Volpato afirma que também não
existe argumentação científica eficiente que demonstre o contrário.
Com base em estudos, ele argumenta que os peixes podem sofrer danos
físicos, químicos ou mesmo "emocionais" quando reagem à situações de
estresse. Ele considera que os dados disponíveis são suficientes para
concluir que os peixes de pesque-e-solte são submetidos a um
sofrimento intenso, o que torna a atividade injustificável. Na opinião
dele as adoção de práticas menos estressantes para os peixes é uma
forma dos esportistas e dos donos de pesque e solte se justificarem e
continuarem exercendo a atividade. Ele diz que, ainda assim, os
animais continuam sendo submetidos a situações que causam danos e são
desnecessárias. Por outro lado, Cyrino conta que os pesque-e-solte são
muito importantes para o desenvolvimento da aquicultura do estado de
São Paulo, além de serem uma atividade de lazer. "Muitas pessoas que
freqüentavam os pesque-e-pague tinham que pagar pelo peixe que
pescavam, quando na verdade elas só queriam mesmo era pescar sem ter
que levar o peixe para casa. Os pesque-e-solte permitem que as pessoas
pesquem sem ter que pagar pelo peixe que capturaram", afirma o
professor da Esalq. Cyrino conta que tanto os pesque-e-solte, como os
peque-e-pague, incentivam e movimentam a indústria da piscicultura, e
que no estado de São Paulo, por exemplo, o maior consumidor de peixes
de piscicultura hoje são esses estabelecimentos. Volpato não é
favorável à pesca para diversão, e diz que os lucros não justificam a
atividade. Porém, tudo muda se o peixe depois de capturado virar um
bom prato de comida, por isso ele sugere o "pesque-e-doe". "Essa é uma
forma do indivíduo que deseja apenas pescar, mas não se alimentar do
peixe, exercer essa atividade lúdica, e ao mesmo tempo alimentar
pessoas carentes da região" diz o pesquisador. Mas ele salienta que
deve-se tomar o cuidado para que os peixes não sejam submetidos a atos
de crueldade mesmo se forem abatidos após a captura. O pesquisador diz
que todos levariam vantagem com sua idéia, mas admite ser difícil
viabilizar sua proposta na prática. "Acho que a proposta do
"pesque-e-doe" visa mais a inibição da atividade do que sonhar que
possa, de fato, tornar-se realidade", afirma Volpato. Quanto Tempo Um Peixe Vive Fora da Água? Quanto menor for o tempo de permanência do peixe fora da água, maior será a garantia de sua sobrevivência. Não há regra básica para cada espécie, pois depende de vários fatores, como tempo de briga e estado de cada peixe. O que se percebe claramente é que as espécies de escama possuem bem menos resistência que as espécies de couro. Peixes que vivem em águas mais rápidas e oxigenadas, normalmente possuem menor resistência fora da água que os de outros ambientes. No entanto, o tempo que se pode manter um peixe fora da água é de aproximadamente 90 segundos - suficiente para retirar o anzol, admirá-lo e fotografá-lo, antes da soltura. Interessante Saber: O Peixe Saltador-do-lodo, quando se encontra em um alagado formado pela maré e essa maré baixa, ele tem que arranjar um meio de respirar e isso o saltador-do-lodo consegue com facilidade por meio do seu pulmão rudimentar e das paredes de sua garganta que possuem uma densa rede de vasos sangüíneos. Este pequeno peixe também consegue oxigênio na pequena reserva de água à vontade nos sacos de suas brânquias. É capaz, assim, de ficar à vontade fora da água, quando a maré baixa. O saltador-do-lodo habita as águas lodosas de lagunas e mangues tropicais da Ásia e África. Como as rãs. vive em grupos. Quase nada se sabe do seu método de reprodução. Movimenta-se com auxílio de barbatanas peitorais grandes e largas. Possui falsos pés, cobertos de escamas, que se movem com o auxílio de pedúnculos (suportes) musculares. Ele pode galgar as grandes raízes expostas nos mangues e, com a ajuda da cauda, pular de raiz em raiz. Seus olhos grandes e esbugalhados parecem ter sido fixados no alto de sua cabeça. Esse peixe assemelha-se a uma caricatura de um girino. Como os anfíbios, ora está dentro e ora está fora da água. Como os anfíbios, Caça moscas e mosquitos e pesca pequenos caranguejos e vermes do lodo. Se você quer reduzir seu risco de infarto, coma peixe grelhado ou cozido, mas não frito. De acordo com um novo estudo, conduzido pela Harvard School of Public Health em Boston, a ingestão de peixe grelhado ou cozido, como atum, de 1 a 4 vezes por semana diminui em 27% o risco de infarto em pessoas acima de 65 anos. Porém, o consumo de peixe frito ou sanduíche de peixe mais de uma vez por semana aumentaria o risco de infarto em 44%, comparando-se aos que consumiram em média menos de uma vez por mês. Os pesquisadores estudaram quase 5.000 pessoas acima de 65 anos de idade que tiveram sua dieta acompanhada por 12 anos através do preenchimento de questionários. O autor do estudo, Doutor Dariush Mozaffarian, explicou que pessoas que consomem os tipos de peixe que são cozidos ou grelhados, como atum, obtêm mais ácido graxo omega 3, o qual pode ser bom para os vasos sanguíneos, pressão arterial e inflamações.
Por outro lado, os tipos de peixes que são
geralmente fritos ou usados em sanduíches geralmente têm pouco omega 3.
Porém, ainda não sabe-se ao certo se o aumento do risco de infarto
relacionado ao consumo de peixe frito ou sanduíche de peixe está
relacionado ao tipo do peixe, modo de preparação ou estilo de vida. Como Capturar e Devolver Os Peixes Com Segurança Use equipamentos equilibrados, ou seja, não muito leves para apanhar grandes peixes. Um grande exemplar capturado com material leve de pode exigir um grande tempo de briga que pode ocasionar a morte do espécime por exaustão. Reforce um pouco mais o equipamento para diminuir o tempo de briga e assim garantir que o peixe poderá sobreviver depois de solto. Mantenha o peixe na horizontal, como se ele estivesse dentro d'agua, a fim de não comprimir seus órgãos internos, o que pode acarretar na morte de peixes sensíveis. Não retire o muco protetor do seu corpo, aquela gosma que previne a entrada de certos tipos de doença e garante uma melhor hidrodinamica ao peixe. Não retenha o peixe fora d'agua por muito tempo, apenas o suficiente para tirar o anzol e registrar seu feito. Se o peixe for muito grande, evite tirá-lo todo da água. Agache-se no bordo da embarcação ou entre na água, se for, impossível, para garantir a sobrevivência deste importante animal. Não aperte nem fure a língua e as guelras do peixe, que são muito frágeis e possuem intensa irrigação sanguínea. Ao capturar um peixe, opte por sacrificá-lo e soltar os demais peixes que não se machucarem. Espere o peixe se recuperar um pouco na água antes de soltá-lo definitivamente. Depois da briga e de ficar exposto ao ar, o peixe se estressa muito e precisa de um tempo para se recuperar. Lembre-se de que existem muitos inimigos naturais dentro d'agua que poderiam capturar um peixe cansado com mais facilidade. Por mais cuidado que o pescador tome, alguns pequenos acidentes, comuns em pescarias, serão inevitáveis e convém que ele saiba como proceder para evitar complicações maiores posteriormente. Os acidentes mais comuns nesse esporte são causados pelos anzóis. Vez ou outra o pescador acaba se "fisgando" ou ao seu companheiro. Numa situação dessas o problema maior é retirar o anzol do corpo da pessoa sem aumentar a gravidade do ferimento. Se a farpa do anzol penetrar na carne ele não poderá ser retirado pelo mesmo lugar por onde entrou sem causar um grande estrago. A primeira providência é cortar o anzol, ou garatéia, com um alicate de corte. Feito isso, deve-se procurar um médico para retirá-lo e na impossibilidade de tal, o próprio pescador ou seu companheiro fará isso, do seguinte modo: Empurra-se a" parte que sobrou do anzol até que a ponta deste saia em outro local, ao lado do ferimento original. Em seguida puxa-se o anzol pela ponta até que seja totalmente retirado. O ferimento ficará então com duas perfurações, uma por onde entrou o anzol e outra por onde ele saiu, mas em compensação a carne não será dilacerada pela farpa. Esse local deve então ser limpo, desinfetado e" aplicado um curativo. Mesmo assim, a assistência, o quanto antes possível, de um médico é necessária, para saber se é preciso tomar algum antibiótico ou antitetânica. Molinete ou Carretilha, Qual é a Melhor Opção? VANTAGENS DO MOLINETE Arremessa com facilidade iscas mais leves. Quando se pesca em locais onde as distâncias para arremessos são muito curtas, como por exemplo em pequenos rios ou córregos, o molinete leva vantagem sobre a carretilha. Outra vantagem é que no molinete não ocorre o "backlash" (cabeleira), isto é uma vez a isca caindo na água a linha para de sair. Já na carretilha quando a isca bate na água ou sofre a resistência do vento, e o carretel continua girando, ocorre a famosa cabeleira. DESVANTAGENS DO MOLINETE A linha fica torcida com facilidade, tornando necessário uma troca mais constante. Na pesca de isca artificial é recomendada uma troca a cada 2 ou 3 pescarias. Outra desvantagem, é que no arremesso a linha sofre mais atrito nos passadores pois ela sai em círculos. VANTAGENS DA CARRETILHA Arremessos mais longos e precisos, principalmente quando é necessário arremessar de lado e a baixa altura. A linha não torce com facilidade com o uso e sofre menor atrito nos passadores. DESVANTAGENS DA CARRETILHA Produz cabeleira quando o arremesso da isca artificial é contra o vento ou o pescador esquece de parar o carretel com o dedo quando ela bate na água. A carretilha também apresenta dificuldades para arremessar iscas muito leves. Curtas distâncias também trazem alguns inconveniente. Portanto pescador, a opção é sua. Mas não podemos esquecer que, para cada um dos equipamentos existe uma vara de pesca específica. Saiba mais sobre eles, confira dicas, prevenção, problemas ocasionados e cuidados, pois no período do ano de tempo muito seco e ausência prolongada de chuvas, a natureza nos reserva algumas surpresas nas trilhas. CARRAPATOS (adultos) - Existem várias espécies, sendo as mais comuns a dos carrapatos de gado / equinos, que ficam em pastos e arredores, e a de capivaras, cervos e outros mamíferos, encontrados onde vivem esses animais. MICUINS (filhotes, no início de seu processo de vida) - Juntam-se em milhares e ficam sobre folhas e galhos "até a passagem de um hospedeiro". Geralmente picam várias vezes seguidas, formando uma seqüência de pontinhos vermelhos e causam grande incômodo, pois seu tamanho minúsculo dificulta sua localização e eliminação. Costuma ser eliminado, do corpo, após uma boa esfregada com água e sabão. Considerados como vilões dos praticantes de esportes outdoor, eles têm grande importância na natureza, pois estão inseridos na cadeia alimentar de vários animais. Em áreas naturais protegidas existe um equilíbrio entre parasita e hospedeiro, que por sua vez contribui para manter o equilíbrio ecológico. Encontrado em qualquer período do ano, os CARRAPATOS são mais fáceis de serem localizados e eliminados, do corpo, devido ao seu tamanho. Os MICUINS são encontrados em períodos secos, geralmente de junho a agosto, quando a fêmea está em fase de procriação e são os que nos causam maiores desconfortos, em função de seu minúsculo tamanho, pois são difíceis de localizar e acabam "criando" irritação e coceiras, que podem virar feridas. Fora deste período é raro encontrá-los, principalmente no verão, quando ocorrem chuvas frequentes. PROBLEMAS - É comum a ferida do carrapato, arrancado de qualquer maneira, infeccionar, devido a permanência de resíduos de seu aparelho bucal, formando pequenas feridas. Alguns carrapatos podem servir de vetores de algumas doenças. No Brasil a mais famosa é a febre maculosa. Mas, atenção: NÃO SÃO TODOS OS CARRAPATOS que transmitem a febre maculosa. Apenas os da espécie ESTRELA e, ainda assim, se estiverem infectados. Algumas pessoas tem reações alérgicas ao anticoagulante que o carrapato usa para conseguir sugar melhor o sangue. Estas alergias podem ser identificadas pelos médicos, que podem tratá-las e prescrever o anti-alérgico. O QUE FAZER - Para quem freqüenta ambientes naturais, especialmente campos, trilhas e matas, é praticamente impossível não ter contato com carrapatos e micuins. O que pode (e deve) ser feito é reduzir as chances de ser picado, seguindo algumas dicas: - Proteger-se com roupas bem fechadas, como calças compridas, camisa para dentro da calça, sempre, e meias por cima da barra da calça; - Uso de repelente apropriado (EXPOSIS), respeitando período de efeito, prazo de validade e forma de aplicação, conforme instruções do fabricante; - Fazer verificações constantes (ao longo do dia) na roupa, meias, cintura e articulações (áreas mais atacadas), para eliminar eventuais picadas; *** - Ao final das atividades em campo, guardar a roupa separada das roupas limpas, de preferência em saco vedado. Antes de lavá-las, aconselhável deixar de molho (com vinagre) ou utilizar-se de água fervente. Em caso de infestação evidente, colocar as roupas em saco bem vedado com éter ou vinagre ***; - Para picadas de micuins, tomar banho e esfregar fortemente a área atacada com esponja e sabão; - Evitar arrancar o carrapato grudado na pele. Molhe-o com álcool que ele sairá mais facilmente e sem deixar o aparelho bucal, que pode infeccionar; - Em caso de infecção, tratar a ferida com o cuidado de um corte qualquer, limpando-a e esterilizando. Se a ferida não se curar, procurar por um médico; - Em caso de reação alérgica às picadas, tomar ou aplicar medicamento conforme prescrição médica; - Evitar contato com cavalos ou cães que tenham estado nas áreas de risco. Os cães e gatos domésticos também são hospedeiros do carrapato, por isso é aconselhável sempre manter a higiene dos animais, principalmente no verão. - Se ficar doente dias depois de ser picado por carrapatos ou de ter estado em região com muitos deles, informe isto ao seu médico, para averiguação; - Jamais se automedicar. (ESPECIAL) FEBRE MACULOSA - Ou a doença do carrapato, como é vulgarmente conhecida, é causada por uma bactéria (Rickettsia rickettisiic) transmitida ao homem pelo CARRAPATO ESTRELA. A bactéria pode ser encontrada ainda no sangue de alguns animais silvestres e também podem contaminar cães, cavalos e bois sem causar doenças aos mesmos. A capivara é um dos animais preferidos para 'hospedar' a bactéria. A contaminação funciona da seguinte maneira: o carrapato suga o sangue de um animal infectado e depois, ao picar o homem, passa a bactéria para o ser humano, que poderá desenvolver a febre maculosa. Importante mencionar que NEM SEMPRE o carrapato ESTÁ INFECTADO pela bactéria da febre maculosa. É muito comum dizer que o Carrapato Estrela é o transmissor, mas a identificação do carrapato não pode ser feita à olho nu. Ela só é possível se feita em laboratório e por pessoas especializadas. Os principais sintomas da Febre Maculosa são: febre, cefaléia, dores no corpo e manchas avermelhadas, chamadas petéquias. No início, os sintomas podem parecer um estado gripal ou outra doença febril. E, nesse caso, é muito comum a pessoa tratar-se em casa tomando um antitérmico qualquer. Acontece que, sem o tratamento conveniente, a doença evolui para complicações pulmonares, renais, neurológicas, vasculares, desidratação, choque, coma e, em casos mais graves, até a morte. Geralmente os sintomas aparecem entre 2 (dois) e 20 (vinte dias) após a picada do carrapato. Se o paciente aparentar uma gripe, e tiver sido picado, deve procurar o Serviço de Saúde imediatamente e relatar ao médico o ocorrido. Se tiver sido picado por carrapato, deve ficar em observação e atento à reação do organismo. Há muitos pescadores que embora admirem a pescaria embarcada, não conseguem navegar por problemas de enjôo, enquanto outros não demonstram nenhum desconforto, pelo contrário sua satisfação é algo invejável. Para os enjoados: "Sempre que alguém enjoa orienta-se para que olhe o movimento, olhe sempre para dentro e fora do veículo (barco, carro, ônibus ou avião). Nunca fique olhando para o mesmo ponto e principalmente observe o movimento que está acontecendo. Preste atenção no que parece parado e naquilo que se move. O enjôo acontece quando os olhos dizem ao cérebro que estamos parados, mas o estômago e os ouvidos dizem que estamos nos movimentando, isto é igual a um curto circuito nos miolos. Portanto, se você olha para o barco, os olhos dizem que você está parado, mas o estômago e o labirinto do ouvido continuam a se mexer. Para não enjoar, movimente-se, olhe para tudo e observe o movimento acompanhando e entendendo, ou seja, explique para a sua cabeça que existe um movimento. Ninguém enjoa nadando, pois o corpo e o cérebro sabem que estão todos balançando, e as vezes balança muito. Experimentem ... "
Truques populares: No folclore dos navegantes, encontramos um amontoado de soluções para os problemas de enjôo, mas não vamos garantir que sejam infalíveis os métodos que vamos descrever: Um
dos que mais se fala, é pingar uma gota de limão no umbigo na hora de
embarcar. Tome entretanto cuidado para que não escorra e venha a manchar
sua pele devido ao sol. O MELHOR MESMO É TOMAR UM "DRAMIN" E NÃO COMER ANTES DE SAIR PRA PESCAR |
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