História de Júlio Mendes
BREJO ENCANTADO!
Dois cumpadi foram pescar em um desses
Lagos do Brasil a fora, e um deles se afastou e foi pra outra bando da
barragem. Quando veio a tardinha, o cumpadi que se havia afastado, chegou
radiante de alegria e disse ao seu companheiro:
_ “Ô cumpadi Zé! Pesquei a maior Pira
rara que já se viu por essa bandas, o bicho era taum grande, mais taum grande,
que quando eu o tire da água, parte da lagoa secou... ufa! Essa deu trabáio”.
Não satisfeito com a mentira do cumpadi,
Zé retrucou dizendo:
_“Eu acredito sim, cumpadi Jão! Aqui
nesse brejo, nóis pesca cada coisa! Ó! Magina que de tanto esperá por esses
danados, ieu fisguei uma lamparina de gás ainda acesa! deve de ser de argum
pescador que caiu n’água!
Nesse momento o cumpadi Zé deu um baita
pulo! “Oras cumpadi Jão, onde já se viu pescá lamparina, inda mais acesa?!”
Então o cumpadi Zé retrucou dizendo:
_”Entoce, ôce diminua o tamanho da
Pirarara, que ieu apago minha lamparina sô!
“Melhor do que sorrir a
desgraça alheia, é chorar com a felicidade do próximo”
Júlio Mendes
Em 03/03/2010 |
TOPO
História de Daniel Mattos/ES
Estava pescando em cima de uma pedra, no dia a água estava
clara que até dava para observar os peixes vindo morder a isca. Quando vi o
peixe se aproximando, puxei a vara e notei que havia enganchado algo no anzol,
para a minha surpresa veio apenas o olho do pobre animal.
Depois de alguns dias voltei a pescar no mesmo local, e
depois alguns arremessos notei que tinha fisgado um peixe e pra minha surpresa
peguei um peixe sem olho...é mole! Boa pescaria para todos!
Daniel de A. Mattos
Vitória-ES
Local:
Em 23/02/2010 |
TOPO
História de Valter de Guarulhos/SP
Estávamos eu e meu irmão
pescando mandis no rio Paraibuna, e quando anoiteceu os peixes começaram a
puxar com mais freqüência, era um atras do outro, quando fisguei um mandi, e
ao chegar com ele no barranco fomos surprendidos por um rato do banhado que
pegou o peixe e correu para dentro de um buraco ali próximo.
Ele começou a forçar a vara,
pois o peixe ainda estava fisgado; Devido a dificuldade de soltar o peixe do
anzol, eis ai a surpresa, um outro rato saiu para fora do buraco e cortou a
linha da vara, foi ai que falei para meu irmão, "é melhor nem comentar isso
com os colegas", ja vi muitas coisas estranhas em minhas pescarias, mas ataque
de quadrilha de ratos foi a primeira.
Valter
Guarulhos-SP
Local: Rio Paraibuna-SP
Em 17/01/2010 |
TOPO
História de Celso Prezzoto de Goioerê/PR
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Pois é... Quase todo pescador
deixa escapar o maior peixe, coitado, o cara não tem sorte mesmo!!! Meu pai tinha um amigo, nesta época morávamos
em um sítio e um dia ele, este amigo e mais algumas pessoas
foram pescar traíra numa represa que tínhamos no fundo do terreno. Cada um foi
para um
cantinho escolhido e vai daqui e dali e de vez em quando alguém fisgava uma bocuda. Pois bem,
dada a hora de ir embora esse tal amigo do meu pai, cujo o nome era Antonio Afonso, um baiano gente boa reclamou; Caramba, a maior
traíra que eu ia fisgar me levou a isca com anzol e tudo, que porcaria... e
foram embora. Minha mãe nesta noite preparou o pescado para o jantar, e de
costume, não tirava as cabeças e fritava com tudo. Estavam comendo e de repente
meu pai escolheu uma traíra menorzinha e por sorte não se fisgou, pois o anzol
que a suposta trairona que o seu Antonio Afonso havia perdido, estava enrroscado dentro
da cabeça dessa bitela ... Foi só riso e sarro que tiraram da maior traíra que
ele perdeu...!!!!! Celso
Prezzoto
Goioerê-PR
Em 03/04/2007 |
TOPO
História de Marcos Gois de Goioerê/PR
Eu e meus amigos fomos pescar
na fazenda do meu tio no interior do Paraná; mais precisamente em Mariluz/PR,
chegando lá nos deparemos com uma imensa represa de águas transparentes. Jogamos ração na água para cevar e de repente a água escureceu de uma vez...
Nunca vimos tanto lambari daquela jeito....e o pior é que tínhamos que colocar
a isca no anzol escondido... Quando os lambaris viam o macarrão, eles saltavam
para pegá-lo... Tinha tanto lambari que eles nem tinham mais escamas de tanto
se esfregarem um no outro.
Marcos Gois
Goioerê-PR
Local: Fazenda em Mariluz/PR
Em 03/04/2007 |
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História de Oscar Fantini Jr de
São Paulo/SP
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Estávamos desmontando acampamento, quando meu filho caçula
resolveu fazer seu último arremesso, na certeza de fisgar o maior peixe do dia.
Como ja havíamos guardado os suportes de vara, ele usou como apoio, uma cadeira
de praia. Num momento de distração, lá se foi vara, molinete, cadeira,
etc...tudo para dentro da represa (estávamos num pesqueiro). O que conseguimos
salvar foi a cadeira e alguns pertences. A tristeza tomou conta do menino, pois aquele equipamento ele tinha acabado de
ganhar , e era sua estréia e tinha lhe trazido muita sorte, pois tinha pego
vários exemplares de peixes. As pessoas que ali estavam, todas muito solidárias,
sugeriram alguns arremessos com outras linhas para que tentássemos \"fisgar\" o
equipamento.
Arremesso daqui, dali...e nada. De repente, um senhor que havia
presenciado o fato, fisgou um enorme Pacú, esquecemos um pouco a tristeza e
ficamos observando a briga. Para a surpresa de todos, o coitado do Pacú fisgado,
era o mesmo que tinha levado nosso equipamento, tamanha a fome do danado, ele
ainda estava com o anzol preso na sua boca com todo equipamento.
Meu filho ficou
imensamente agradecido ao pescador, mas também sensibilizado com o sofrimento do Pacú, o pescador concordou em devolvê-lo para àgua, pois acreditamos que o Pacú
só se deixou fisgar, para que fosse retirado aquele anzol da sua boca, pois
esta seria a única forma para sua sobrevivência.
Oscar Fantini
Junior
São Paulo-SP
Local: Pesqueiro Recanto dos Lagos (Guarulhos)
Em 25/03/2007 |
TOPO
História de Armando
Castilho
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Levei o meu sogro para pescar no
costão do recreio dos bandeirantes caminho para prainha Chegamos cedo e só
havia mais dois pares de pescadores no costão. Levamos vários tipos de isca, sardinha, camarão lula e manjubinha. Os peixes
pareciam estar um pouco exigentes naquele dia pois não beliscava nada.
Passou-se um tempo e chegaram outras pessoas deixando a pedra pequena demais
para tanta gente. Um dos que chegavam, havia saido da praia para pedra pois
lá tinha muita gente. Ele me falou que estava dando papa-terra na sardinha e
me
pus a tentar. Enquanto deixava a vara descansando na fenda, ficava
observando outros pescadores. Teve um que estava acima que tinha pescado um
punhado de marisco. Disse para ele " Puxa, não vale pescar as
iscas"...rindo... Ninguém tava pegando nada....um pouco mais tarde o "marisqueiro"
estava alardeando que a linha vinha pesada....qual foi a surpresa dele ao
recolher a linha....dois siris..(rindo muito!!!). Não perdendo a
oportunidade apelidei-o de "pescador de crustáceas"... Espero que todas as
pescarias que for e que os peixes não estejam, eu pelo menos consiga me
divertir mais nelas.
Armando Castilho |
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História de
Flávio de Moura
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Outro dia, numa roda de amigos, ouvi uma história
pitoresca ao extremo.
Já sabia que milho em conserva era bom pra pegar Traíra, mas nunca tinha
ouvido falar em pescar com milho seco (daqueles pra pipoca). Me aparece um cara com um caniço de 2m (quebrado), linha 0.40 (toda amassada
e partida) e 2 ovos na mão, contando uma daquelas... Disse que arremessou o milho seco tão forte, que caiu do outro lado do
açude. Então, começou a recolher pra isca cair na água quando sentiu uma
fisgada e o milho querendo subir. Era um pombo. Por sorte conseguiu afogá-lo
na água, transformando o numa isca maravilhosa. Menos de 5 metros depois, o
negócio ficou mais difícil: um Tucunaré pegara o pombo. A pescaria com uma
isca que não se conhecia estava entrando pra história! E entraria mesmo,
porque depois do Tucunaré pegar o pombo, um Dourado pegou o predador da água
doce. Vamos lá... Um pombo, um Tucuna e um Dourado, com 1 carocinho de milho seco.
"E a pressão na vara tava insuportável!" (disse ele) "tanto que ajoelhei pra
ter mais apoio" (continuou). Pois é, ajoelhou e foi com cada joelho em cima
de um tatu. Quando ele viu aquilo, não acreditou. Tentou acelerar a pesca e
tirar os bichos mais rápido da água, mas não conseguiu. Quebrou a vara e
partiu a linha. "Rapaz, quando quebrou a vara, eu não me segurei; levantei as mãos pra
perguntar 'POR QUÊ?!' e vinham passando 2 patas". O cara pegou as patas pelo
pescoço, quando as colocou no chão, cada uma pôs um ovo. Pelo menos isso ele levou pra provar que foi verdade.
Flávio Moura |
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História de Wanderlei de
São José do Rio Preto/SP
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Fui pescar em Rodônia no Rio
Guaporé, a noite pegamos algumas traíras, notei uma muito gorda, e ao
abrí-la para minha surpresa encontrei um sabiá inteiro dentro , parece
história de pescador mas, foi real.
Um Grande Abraço.
Wanderlei
Rio Preto-SP |
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História de Cícero Mendonça
de Pelotas/RS
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Fomos pescar em um rio aqui no
Sul, e quando colocamos o barco na água não foi possível nem ligar o motor que a
hélice batia nos Jaús... estávamos sobre um grande cardume deste imenso peixe..
No final fisgamos Jaús pelo olho, lombo, rabo e orelha. Até hoje comemos Jaús no
almoço e janta (e faz 3 anos e meio hein...
Cícero Mendonça
Pelotas-RS |
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História de Alex de
Dourados/MS
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Um cara foi pescar no rio Santa
Maria e esqueceu de levar iscas. Daí, para começar, pegou uma mosca e colocou no
anzol como isca. Arremessou a isca improvisada e um sabiá muito ligeiro pegou-a
no ar antes que pudesse cair na água. Loucura? Que nada! ...
O sabiá enroscado
com o anzol, se debatendo muito, foi engolido por um "baita dourado". Assustado,
por puro reflexo, o cara deu um puxão levando a vara totalmente para trás, com a
qual acabou acertando e matando uma capivara que pastava por ali... Comentário: como diria o Sr João Pinto "- É mole pra cabeça?" ...Ah! O dourado pesou 25 quilos... (Parece "causo" do rio APA)
Alex
Dourados-MS |
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História de Carlos F. Lencione
de São Paulo/SP
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Um "causo" que ouvi do Pirambóia, velho amigo e piloteiro em Corumbá:
"Estava um indivíduo pescando à beira de um riacho, quando começou atrás
dele um verdadeiro tropel, o que espantou os peixes. Muito bravo, foi ver do
que se tratava. Encontrou uma sucuri brigando com um sapo. Após tentar
separar os dois, sem êxito, encheu a boca da cobra de cachaça deixando-a no
chão e voltou a pescar. Daí um pouco, sentiu algo batendo às costas.
Virou-se e deu de cara com a cobra cutucando-lhe com a ponta do rabo,
trazendo um sapo em cada "mão" para trocar por duas garrafas de pinga". - Obrigado, Durvilino! Já me sinto um "pantaneiro"...
Comentário: "- Dr Carlos...parabéns!". Se o Criador não deu asas para a
cobra, esse seu amigo "quebrou o galho dela", ao enxergar duas mãos. Quem será
que estava mais bêbado?
Carlos Lencione
São Paulo-SP |
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História de Pescador, é
Inicio de um Sonho
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Em meados de agosto de 1993
fui pescar na Fazenda Cometa, que fica na margem direita do Rio Apa, na
Colônia Cachoeira, município de Porto Murtinho. Até então, só conhecia o Rio
Apa nas proximidades do Destacamento Militar de São Carlos, no município de
Caracol. Eu era sargento de carreira nas fileiras do Exército e por estar
servindo na 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada de Dourados, vira e mexe eu
ia pescar com o saudoso general Bulcão naquele local. Juntou a fome com a
vontade de comer... o general adorava pescar e eu mais ainda...
Bem! Lá da fazenda descíamos pescando e eu fui ficando impressionadíssimo
com a paisagem. Uma natureza exuberante: as praias, os bichos, quantos
jacarés, jacus, jacutingas, mutuns, araras, tucanos e muitos outros.
Um fato interessante chamou-me a atenção. Não vi outra alma viva de gente
sequer, além dos companheiros do grupo. O dr Manson, que era superintendente
da Polícia Federal em Campo Grande, me explicou que a colônia vivia isolada
do mundo, sem estrada e quase ninguém conhecia o Rio Apa.
Eu já nem prestava mais atenção no que ele dizia. Minha imaginação ia ao
longe, apreciando a coisa toda, como seria... como eu faria... quem toparia
viver ali, enfim. Fiquei divagando em meus pensamentos. Algo mágico
transportara-me ao futuro e num repente, vapt! Fisguei um pacu enorme na
rodada e era um baita peixão.
À noite, depois de muita cerveja e peixe assado, perguntei ao proprietário
da fazenda, Teruo, se conseguiria adquirir algum lote de terra por aquelas
bandas. Fiquei sem resposta, pois ele estava dormindo sentado! Fui dormir
pensando naquilo tudo. Viemos embora daquela excelente pescaria e arquivei a
idéia.
Dois anos depois, já fora das fileiras do Exército e residindo em Sumaré-SP,
ao relembrar das pescarias que havia feito, um amigo me propôs uma pescaria,
coisa que ele tinha imensa vontade e nunca tivera oportunidade. Eu serviria
de guia e marcamos a data para a semana seguinte. Comecei a relembrar de
todo o encanto do Rio Apa e daquelas paisagens magníficas e do baita pacu
que eu tinha fisgado.
Pouco antes de chegar a Porto Murtinho, eu dei carona a um senhor que
falou-me de umas terras à venda na Colônia Cachoeira. No dia seguinte,
estávamos lá eu e o Zeca, que nos mostrou a área. E como diria o Dr. Manson,
“que coisa de doido!”, um espinheiral dos diabos.
Para chegarmos até a margem do rio andamos uns dois quilômetros a pé por
trilhas abertas no meio dos pés de arumita, isso pelo rumo mais curto.
Aquela área, antigamente, era de pastagem e lavoura, que depois de anos de
abandono, enchera-se desses espinheiros, que em São Paulo conhecemos por
“arranha-gato”. Imaginem...
Bem, voltei algumas vezes para estudar os documentos da área, enfreitei
resistência na família, mas, como sou otimista ao extremo e costumo dizer,
pela minha fé cristã, que “nada acontece por acaso”, persisti.
Eu tinha uma farmácia 24 horas que fora assaltada pesadamente duas vezes em
menos de dois meses e o ramo em que meu pai atuava também estava em queda –
a famosa crise do setor têxtil ocorrida após a liberação das importações dos
tecidos asiáticos, no início de 1996.
Propus então a meu pai virmos para o Mato Grosso do Sul, com o objetivo de
construirmos uma pousada e área de camping e receber turistas e pescadores.
Que tal? Depois de muitos cálculos e projetos; com o incentivo de alguns e
desanimadores conselhos de outros, tomei a frente e partimos para essa
aventura. Fome não passaríamos, pois peixe e mandioca são fáceis de preparar
e são muito nutritivos. Quem diria...
Vendi tudo o que tinha e, quatro anos depois temos uma empresa constituída
com muito suor e amor, voltada para o lazer da família e das pessoas de bem,
amantes da pesca amadora e da natureza e denominamos nosso empreendimento
inicialmente de Pesqueiro Paraíso do Apa, agora, Paraíso do Apa -
Hotel e Camping. |
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