Atenção à pesca
Há dias, A Tribuna publicou ampla reportagem sobre a grande queda na produção de
sardinhas, o que está provocando o risco de colapso no setor. A crise, segundo
especialistas, tem como causa principal o aumento no esforço da pesca,
favorecido pela redução do período de defeso. Mas o problema, na verdade, é
muito maior, segundo estudo divulgado pela organização não-governamental
Greenpeace, que garante que 80% das espécies marinhas exploradas comercialmente
no Brasil estão ameaçadas de extinção. E a entidade aponta a quase inexistência
de áreas de proteção ambiental como a causadora do problema, pois, dos 350 mil
quilômetros quadrados da costa brasileira, apenas 0,8% estão a salvo da pesca
predatória.
Este é, de fato, um alerta de extrema importância, pois
o setor pesqueiro garante milhares de empregos e tem grande importância
econômica em algumas áreas. No Estado de São Paulo está em fase final o projeto
que cria três áreas de proteção ambiental e onde será proibida a pesca
industrial de arrasto em parelha. Trata-se de uma medida positiva que,
espera-se, seja concretizada como planejado. Mas há muitas outras regiões do
País que necessitam de providências semelhantes antes que os estragos provocados
na fauna marinha sejam irreversíveis.
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www.atribunadigital.com.br
TOPO
Gregolin nega extinção de 80% das espécies de peixe exploradas no Brasil
O ministro da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca,
Altemir Gregolin, rebateu na quinta-feira (21) as críticas de um relatório do
Greenpeace, divulgado em São Paulo na última terça-feira (19), que aponta que
80% das espécies de peixe exploradas economicamente no Brasil estão ameaçadas de
extinção.
“O Greenpeace fala das espécies sobre-explotadas. Ou seja, aquelas cuja
exploração já está esgotada, como é o caso da lagosta. Não 80% de todas as
espécies”, explicou o ministro. “Para garantir a sustentabilidade, nós
pretendemos focar a pesca nas espécies que ainda temos muita capacidade de
exploração como é o caso da Anchuita”, completou.
Segundo Gregolin, a secretaria também fez trabalhos de recuperação das espécies
ameaçadas como o camarão sete-barbas e a lagosta, ampliando o período de defeso
– em que a pesca fica proibida – e intensificou a fiscalização.
Para aumentar exploração e o cultivo para comercialização, a secretaria quer
estimular que se coma mais pescados no Brasil. Para isso, vai promover, a partir
do dia 25, a Semana do Peixe.
No Brasil, a média de consumo por pessoa, a cada ano, é de apenas 7 quilos,
enquanto no resto do mundo essa média é de 16 quilos. A Organização Mundial de
Saúde recomenda que as pessoas consumam, pelo menos, 12 quilos de peixe por ano.
As metas da secretaria incluem o aumento da produção de peixes das atuais 1,05
milhão de toneladas para 1,4 milhão de toneladas, até 2011 e ainda o aumento do
número de pescadores cadastrados – que atualmente é de 613 mil – para 5 milhões,
no mesmo período.
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www.ambientebrasil.com.br
TOPO
Parasita leva risco de malária aos pingüins de Galápagos
Um parasita foi encontrado entre os pingüins de Galápagos,
levando cientistas a temer o surgimento de malária aviária, uma doença que
contribuiu para a taxa de extinção de 50% entre os pássaros endêmicos do Havaí.
A descoberta é resultado de um estudo de longo prazo para o monitoramento de
doenças nas aves de Galápagos, conduzido por pesquisadores da Universidade do
Missouri, St. Louis, o Zôo de St. Louis, o Parque nacional de Galápagos e a
Fundação Charles Darwin.
Diferentemente de outros arquipélagos remotos, como o Havaí, Galápagos, a 1.000
km da costa do Equador, mantém 95% de suas espécies originais e todos seus
pássaros. "É o melhor registro que existe na Terra", disse Patty Parker,
professora de estudos zoológicos da Universidade do Missouri, St. Louis, que
descobriu o parasita nos pingüins. Noventa e sete por cento do território das
ilhas é protegido, e as águas ao redor são uma das maiores reservas marítimas do
mundo.
Parker disse que o parasita é do gênero plasmodium, que inclui diversas
espécies causadoras de malária. O parasita recém-descoberto parece ser de uma
nova espécie, e ainda não recebeu nome.
O parasita foi provavelmente introduzido por atividade humana, disse ela. O
turismo aumentou de 140 mil visitantes em 2006, a partir de 40 mil em 1990.
Isso atraiu imigrantes do Equador continental para trabalhar na indústria
turística, elevando a população a um número estimado em 30 mil, ante 8 mil em
1990.
Em 2007, o arquipélago, um patrimônio natural reconhecido pela Unesco, foi
declarado "ameaçado" pela entidade internacional.
O número de insetos invasores chegando às ilhas, presumivelmente com o influxo
de pessoas, aumentou "exponencialmente", disse Parker.
Essa incursão provavelmente continuará, pelo menos no futuro próximo.
O turismo representa 51% da economia, de acordo com relatório da Fundação
Darwin.
Quarentenas introduzidas recentemente, que fumigam aviões de passageiros e
cargas de material científico com destino a ilhas desabitadas são, na visão dos
especialistas, encorajadoras, mas insuficientes. Por exemplo, não há controle
sobre os barcos particulares, e navios de carga não são tratados da mesma forma
que navios de turismo.
Os pesquisadores ainda não sabem se o tipo de plasmódio nos pingüins é um
ameaça. Os pássaros parecem saudáveis. Isso pode ser porque esta espécie
particular de plasmódio não causa malária. Ou o parasita pode estar ganhando
tempo, esperando para proliferar nos pingüins em tempos de estresse, como uma
falta de alimento, outras doenças ou durante o chuvosos El Niño, que faz com
que as populações de insetos cresçam explosivamente.
Pesquisadores estão tentando determinar que tipo de mosquito está transmitindo
os parasitas aos pingüins. No Havaí, o culpado foi o Culex quinquefasciatus,
uma espécie de mosquito que chegou a Galápagos em meados dos anos 80.
A outra possibilidade é Ochlerotatus taeniorhynchus, um mosquito que
pode ser nativo do arquipélago. A espécie também pode carregar o parasita que
causa malária.
Administradores do parque gostariam de erradicar o mosquito culpado, e isso pode
ser possível no caso do Culex, porque ele precisa de água doce para
procriar, um recurso limitado durante a estação seca. Ochlerotatus se
reproduz em água salobra, no entanto, que existe por todas as ilhas, o que
tornaria a erradicação difícil.
Além disso, como o mosquito é nativo, ele seria protegido, diz a diretora do
Laboratório Valverde de Galápagos, Virna Cedeno. "Ele pode não ser bonito como
pingüim, mas é uma espécie a proteger".
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www.estadao.com.br
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Mares brasileiros estão desprotegidos, aponta Greenpeace
Relatório da organização não-governamental Greenpeace,
divulgado na terça-feira (19) em São Paulo, aponta que apenas 0,8% dos mares
brasileiros estão protegidos por leis de preservação. O resultado está abaixo da
média mundial, de 1%, que, segundo a ONG, já é insuficiente para a recuperação
da biodiversidade.
No documento, intitulado À Deriva - Um Panorama do Mar Brasileiro, o Greenpeace
mostra ainda que, das espécies economicamente exploradas pela pesca nos mares do
país, 80% estão ameaçadas.
“Queremos regularizar a atividade pesqueira para garantir a continuação da
sustentabilidade econômica do setor no futuro”, ressalta Leandra Gonçalves,
coordenadora da campanha de Oceanos do Greenpeace Brasil.
Além da regularização da atividade pesqueira, o estudo identifica outros três
temas prioritários na preservação dos oceanos: impactos das mudanças climáticas,
criação de áreas marinhas protegidas e ausência de uma Política Nacional de
Oceanos.
Segundo a analista ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Ana Paula Prates, é
possível aumentar sensivelmente a proteção do mares do país nos próximos anos.
De acordo com ela, a meta é de alcançar 10% dos mares protegidos em 2012.
"A gente sabe que é um desafio muito grande, talvez a gente não consiga atingir
em 2012, atinja em 2015, mas eu acredito que é uma meta a ser perseguida. Como
foi já perseguida nos demais biomas terrestres."
"Hoje em dia, a gente já está chegando perto desse número em alguns biomas
terrestres como a Amazônia por exemplo", afirma Ana Paula.
Fonte
www.ambientebrasil.com.br
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240 aves silvestres são apreendidas pela polícia na Bahia
Policiais rodoviários federais e civis apreenderam 240 aves silvestres, dez
galos de briga e dois cágados durante a Operação Fauna Livre II, realizada no
domingo (17), em Cruz das Almas (BA).
A ação da PRF foi desenvolvida em
conjunto com a Delegacia Especializada de Proteção Ambiental e a Coordenadoria
Regional da Polícia Civil. O objetivo foi combater o crime ambiental na região.
Três pessoas foram detidas.
Entre as aves apreendidas, os policiais
identificaram azulões, canários e cuiubas. Todas foram levadas para o centro de
triagem da Organização Não-Governamental (ONG) Gambá (Grupo Ambiental da Bahia),
em Amargosa.
Os três presos a assinaram um Termo Circunstanciado, de
acordo com a lei nº. 9.605 de crimes ambientais e vão responder ao processo em
liberdade.
Fonte
www.g1.com.br
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Proteção dos mares é mínima no Brasil
Ao comer cação, badejo e camarão-sete-barbas, os brasileiros
estão, sem saber, consumindo animais aquáticos ameaçados de extinção ou que
sofrem com o excesso de pesca no Brasil. De acordo com o governo federal, 80%
dos recursos explorados pela pesca marinha sofrem com sobrepesca, estão
ameaçados ou em processo de recuperação.
Apesar disso, somente 0,4% dos mares brasileiros são protegidos em unidades de
conservação federais. Incluindo as reservas estaduais, a porcentagem sobe para
0,8%. A realidade internacional não é muito diferente: há cerca de 1% de mares
protegidos no globo.
Em vista disso, o Greenpeace inicia na próxima semana uma campanha para proteger
os oceanos no país. A entidade defende que as áreas protegidas subam para 40% no
mundo e que o Brasil faça a sua parte.
Marcelo Furtado, diretor-executivo do Greenpeace, afirma que a ONG pressionará
pela criação de uma Política Nacional de Oceanos que priorize a proteção de
áreas marinhas e o combate à perda de biodiversidade. Para ele, a pesca
predatória pode ser comparada ao desmatamento. E, assim como em relação à
madeira, diz que é preciso saber a quantidade de peixes que podem ser retirados
e em que época.
O Ministério do Meio Ambiente reconhece o problema. "As áreas marinhas estão
entre as mais ameaçadas e as menos protegidas, então é uma prioridade grande. Há
cada vez mais gente no litoral, mais navegação, mais pesca predatória. É
razoável que tenhamos uma meta a ser alcançada", disse à Folha o ministro Carlos
Minc (Meio Ambiente).
Mas a meta do ministro é bem mais modesta que a da ONG: ele considera ideal
ampliar a proteção para 10% dos mares -o que deve levar mais de uma gestão para
ocorrer. Para isso, podem ser usados recursos de compensação por dano ambiental.
Há cerca de R$ 500 milhões que podem ser aplicados em proteção de áreas em terra
e no mar.
Plantar peixe
O ministro ressalta, porém, que não adianta apenas implantar novas áreas -é
necessário dar estrutura e pessoal às que já existem. E afirma que, se o país
quer aumentar a produção de peixe, não pode contar só com o oceano. Deve
investir mais em "fazendas aquáticas" e piscicultura, por exemplo.
O Ministério da Pesca concorda que as áreas protegidas são importante ferramenta
para garantir a recuperação dos ecossistemas marinhos e manutenção dos estoques
pesqueiros. No entanto, considera que "a implantação de áreas de exclusão de
pesca tem rebate importante nas atividades dos pescadores artesanais". Por isso,
defende que a implantação seja discutida amplamente.
Exemplo
Na próxima terça, o Greenpeace lançará um vídeo e um relatório sobre o panorama
dos mares brasileiros. Para compor o material, foram ouvidos integrantes do
governo e pesquisadores de universidades.
Além de apontar os desafios, o Greenpeace ressalta como positiva a idéia do
governo de São Paulo, anunciada em abril, de criar três grandes áreas de
proteção marinhas no Estado. Essas regiões ficarão protegidas da pesca
predatória com barcos industriais.
"É uma iniciativa importante que pode criar precedente. A Bahia, por exemplo,
não está batendo o pé pela proteção [do banco de corais] de Abrolhos", disse
Furtado.
A medida, porém, assustou pescadores. Segundo o secretário estadual Xico
Graziano (Meio Ambiente), "houve uma reação muito forte porque as colônias de
pescadores acharam que ia ser proibido todo tipo de pesca". Para contornar a
polêmica, foi feita uma nova versão do decreto.
Fonte
www.folha.com.br
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Chile aprova lei que proíbe caça às baleias
A Câmara dos Deputados do Chile aprovou na quinta-feira (14),
por unanimidade, um projeto de lei que proíbe a caça de baleias e estabelece
pena de prisão para quem matar ou perseguir baleias em águas chilenas.
O projeto incorporou à Lei de Pesca e de Agricultura uma série de medidas
específicas para a conservação e proteção das baleias.
"Foi tão rápida a votação que nem sequer aplaudimos, não houve tempo para
festejar e pensamos que as 57 pessoas eram o auditório e não que todos tinham
votado a favor", comentou Samuel Leiva, coordenador da campanha do Greenpeace
para a proteção às baleias.
"Aqui não há setores políticos contra esse tema", acrescentou Leiva, que
instalou em frente ao edifício do Congresso uma baleia gigante, com 35 metros de
comprimento, 15 de largura e seis de altura.
Fonte
www.folha.com.br
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Estudo aponta aumento de zonas mortas nos mares
As zonas mortas nos oceanos do mundo, onde a ausência de
oxigênio impede o desenvolvimento de vida marinha, aumentaram mais de um terço
entre 1995 e 2007, afirma um estudo divulgado nesta quinta-feira pela revista
Science.
Os principais fatores dessa catástrofe oceânica são a contaminação por
fertilizantes e a queima de combustíveis fósseis, segundo cientistas do
instituto de Ciências Marinhas da Universidade William and Mary, na Virgínia, e
da Universidade de Gotemburgo, na Suécia.
O aumento das zonas mortas no mar transformou-se no principal agente de pressão
sobre os ecossistemas marítimos, no mesmo nível da pesca excessiva, perda de
habitat e outros problemas ambientais.
Segundo os cientistas, seu aumento se deve também a certos nutrientes,
especialmente o nitrogênio e o fósforo, que ao entrarem em excesso nas águas
litorâneas causam a morte de algas.
Ao morrer, essas plantas microscópicas se afundam e se transformam em alimento
de bactérias que, durante a decomposição, consomem o oxigênio a sua volta.
Na linguagem científica, esse processo da diminuição progressiva de oxigênio se
chama 'hipoxia'.
Segundo Robert Diaz, professor do Instituto de Ciências Marinhas, e Rutger
Rosenberg, cientista da Universidade de Gotemburgo, atualmente existem 405 zonas
mortas em águas próximas às costas em todo o mundo, o que representa uma
superfície de mais de 26.500 km².
Diaz, que começou a estudar as zonas mortas em meados da década de 1980, após
advertir sobre o problema nas águas da Baía de Chesapeake (costa atlântica dos
Estados Unidos), afirma que, em 1995, já havia 305 zonas mortas no mundo todo.
De acordo com o cientista, no início do século passado só havia quatro zonas
mortas, número que passou para 49 em meados de década de 1960, 87 na de 1970 e
para 162 na de 1980.
"Não existe outra variável de tanta importância para os ecossistemas marítimos
litorâneos que tenha mudado tão drasticamente e em um lapso tão curto", afirmam
Diaz e Rosenberg no estudo.
Segundo Diaz, as provas geológicas demonstram que as zonas mortas não eram 'um
fenômeno natural' na Baía de Chesapeake e outros estuários.
"As zonas mortas eram raras. Agora são comuns. Cada vez há mais em mais
lugares", diz o cientista.
Diaz e Rosenberg manifestam que em muitas ocasiões só se dá importância à
hipoxia quando esta começa a dizimar os organismos que, em última instância,
servem de alimento à população.
Como exemplo, eles citam o desaparecimento de algumas espécies ictiológicas e os
surtos crônicos de epidemias bacterianas em outras.
Por outro lado, ao impedir o desenvolvimento de alguns habitantes dos fundos
marítimos, como as amêijoas e alguns vermes, a hipoxia elimina uma importante
fonte de nutrição para outros depredadores, assinala o estudo.
Segundo os cientistas, a chave para frear o aumento de zonas mortas é manter os
adubos em terra e impedir que cheguem ao mar.
"É necessário que cientistas e agricultores trabalhem em conjunto para
desenvolver métodos agrícolas que reduzam a transferência de nutrientes da terra
para o mar", diz Diaz.
Fonte
www.terra.com.br
TOPO
Acordos e investimentos estimulam o setor da pesca no Maranhão
O ministro da Pesca, Altemir Gregolim, reuniu-se na última
quarta-feira (13) com representantes do Governo do Maranhão, dos pescadores e
parlamentares maranhenses ligados ao setor para acompanhar os investimentos e a
construção de um acordo de cooperação técnica entre o governo federal e o
estadual. A audiência fez parte de uma agenda de vários compromissos relativos
ao desenvolvimento da pesca no Estado, articulada pelo deputado Julião Amin
(PDT), em Brasília.
"O ministério é parceiro de primeira hora no desafio de deslanchar o imenso
potencial na pesca e aqüicultura do Maranhão", declarou o ministro. Em setembro,
Gregolim e o governador Jackson Lago devem celebrar em São Luís o acordo de
cooperação que vai garantir maior intercâmbio, mais agilidade e menos burocracia
nas parcerias e projetos. É a segunda vez que o ministro vai ao Estado. Para
Amin, o governo Jackson Lago tem avançado numa área historicamente ignorada,
"onde governos chegaram ao extremo de extinguir a pouca estrutura de assistência
técnica existente".
Até o final do ano, quatro grande projetos que somam de R$ 17,6 milhões de reais
devem entrar em fase de obras e implantação, viabilizados pela emenda da bancada
dos deputados federais do Maranhão para o ano de 2008. A emenda foi elaborada em
acordo com o governo estadual e articulada por Julião Amin, Ribamar Alves (PSB)
e Domingos Dutra (PT).
Uma das metas dos projetos é melhorar a infra-estrutura de comercialização de
pescados dos municípios da região metropolitana de São Luís. Em parceria com a
Uema, Ufma, Embrapa e Cefet, também será criado um laboratório para treinamento
e fortalecimento da assistência técnica e dos recursos humanos que atuam no
setor, entre pescadores, técnicos de nível médio e superior.
Participaram da reunião o superintendente de Pesca e Aqüicultura da Secretaria
de Indústria e Comércio, Anysio Oliveira, o representante do ministério no
Maranhão, Ivaldo Aguiar Coqueiro, o presidente da Frente Parlamentar da Pesca,
deputado Flavio Bezerra (CE), o deputado estadual Edson Cunha, técnicos do
ministérios e lideranças de pescadores do municípios de São João Batista,
Bacabeira e Tutóia.
Fonte
www.ma.gov.br
TOPO
Ibama discute plano de gestão da pesca no Complexo Lagunar Sul de Santa Catarina
O Ibama/SC e o Centro de Pesquisa e Gestão dos Recursos Pesqueiros Lagunares e
Estuarinos (Ceperg)/ICMBio promoveram reunirão em Florianópolis, quinta-feira
(07), visando ao ordenamento da pesca no Complexo Lagunar Sul de Santa
Catarina.
O Ceperg entra com um estudo desenvolvido desde o ano de 1993
sobre o tema na região e o Ibama/SC, com a execução de tarefas prioritárias para
a consecução do ordenamento, como balizamento das áreas de pesca, fortalecimento
da fiscalização e reestruturação do Escritório Regional do Ibama em Laguna, além
de envidar esforços junto à Coordenação Geral de Autorização de Uso e Gestão de
Fauna e Recursos Pesqueiros para que a norma de ordenamento proposto seja
publicada no menor prazo possível.
As instituições participantes são as seguintes: Ministério da
Pesca, Ibama, ICMBio, Polícia Militar Ambiental/SC, Secretaria de Pesca do
Município de Laguna, Colônias de Pesca de Jaguaruna, Imbituba,e Laguna, Pastoral
da Pesca, Associação dos Pescadores de Passagem da Barra/Laguna e Conselhos de
Representantes das Comunidades Pesqueiras.
Fonte
www.ibama.gov.br
TOPO
Escritório do Ibama em Rio Grande/RS apreende 600 quilos de bagre
Fiscais do Escritório do Ibama em Rio Grande apreenderam 600
quilos de bagre em uma ação de fiscalização realizada na terça-feira (5), na
Lagoa dos Patos. A fiscalização feita com uma lancha, começou à tarde
estendeu-se até à noite, pois segundo analista ambiental Sandro Klippel, chefe
do Escritório, a época do defeso na Lagoa dos Patos (iniciada em 1º de junho) se
estende até 30 de setembro. Durante esse período, está proibida a pesca de
arrasto.
Sandro explica também que além de ser época de defeso, os peixes apreendidos
estavam todos abaixo do tamanho mínimo determinado pela legislação que é de 40
cm. Além do pescado, foi apreendido o barco de pesca artesanal usado na Lagoa
dos Patos bem como cerca de 250 m de redes de emalhe. A lei prevê a apreensão de
todos os instrumentos da infração. “Isso no antigo decreto era uma
possibilidade”, explica Sandro, “agora no novo Decreto (nº 6.514 que substitui o
Decreto 3179/99) é obrigatório”.
O proprietário do barco (que ficou como fiel depositário) foi autuado e deverá
pagar multa no valor de R$ 12,7 mil (R$ 20 por quilo de peixe apreendido mais R$
700), que é a multa mínima estipulada para a infração, mas que pode ser reduzida
depois do processo administrativo instaurado. A ocorrência será encaminhada ao
Ministério Público.
O peixe apreendido foi doado ao Programa MESA Brasil do SESC que o repassou a
entidades beneficentes da cidade de Rio Grande.Outros dois barcos que também
realizavam pesca de arrasto dentro da Lagoa conseguiram fugir, mas tiveram seus
nomes anotados e foram fotografados.
Fonte
www.ibama.gov.br
TOPO
Peixe ajuda a memória e evita ataques cerebrais, indica estudo
O consumo regular de atum e de outros peixes ricos em ômega-3
reduz o risco de perda de memória e de ataques cerebrais em idosos, revela um
estudo realizado na Finlândia e publicado nos Estados Unidos.
A pesquisa, que envolveu 3.660 homens e mulheres com mais de 65 anos, revela que
consumir atum ou outros peixes ricos em ácidos graxos ômega-3 por pelo menos
três vezes por semana reduz em 26% o risco de sofrer lesões cerebrais
silenciosas, geralmente responsáveis por demência e ataques no cérebro.
Consumir esse tipo de peixe apenas uma vez por semana reduz em 13% o risco de
ataques cerebrais e lesões.
Os que consomem esse alimento sofrem menos alterações em sua massa cinzenta,
afirmam os pesquisadores, cujo trabalho aparece na revista "Neurology",
publicação da American Academy of Neurology.
Os participantes do estudo foram submetidos no início a um scanner cerebral para
detectar pequenas lesões silenciosas, e voltaram a ser examinados cinco anos
depois. O grupo respondeu ainda a várias perguntas sobre seus hábitos
alimentares e o consumo de peixe.
Fonte
www.folha.com.br
TOPO
ES: estudo mostra potencial da produção de tilápias no Brasil
No Brasil, a produção de tilápias é uma das mais promissoras atividades
potenciais da economia nacional. Com objetivo de auxiliar pequenos produtores do
setor de aqüicultura e pesca a traçar boas estratégias para aumentar sua
competitividade e ampliar mercados, o Sebrae lança, na próxima sexta-feira (8),
em Vitória (ES), o Estudo de Mercado sobre Aqüicultura e Pesca – Tilápias. A
idéia é apresentar aos empresários de micro e pequenos negócios um retrato do
segmento no País e apoiar a sustentabilidade do setor.
O estudo traz
informações completas sobre o segmento, desde a produção, preços e canais de
distribuição até a comercialização. “São informações para ajudar os empresários
a estabelecer suas próprias estratégias para ganhar mercado, de acordo com a
realidade de sua região”, disse a coordenadora técnica do documento, Patrícia
Mayana.
De acordo com o material, em 2005, a produtividade do setor
representou 37% da produção total de pescados de água doce no Brasil, cerca de
180 mil toneladas. Deste total, 37,8% da produção foram da região Nordeste e
31,8% da região Sul, sendo o Ceará, o Paraná e São Paulo os três principais
estados produtores do País.
Apesar da baixa competitividade do setor, a
tilapicultura oferece boas perspectivas de negócios para toda a cadeia,
principalmente no mercado externo. Segundo o estudo, o volume de exportações do
peixe em 2006 foi de 165 toneladas, o que gerou uma receita de US$ 504 mil.
Encabeçam a lista de principais mercados compradores os Estados Unidos, o Reino
Unido e a França.
As potencialidades do setor, como oportunidades
alternativas de comércio, também são destacadas no levantamento. A grande
versatilidade de subprodutos, como a farinha do peixe, o filé e o couro da
tilápia utilizado para confecção, pode abrir perspectivas de lucro e crescimento
do negócio.
Assim como as oportunidades, foram destacadas também as
fraquezas e ameaças que podem até colocar em risco a sobrevivência do setor. A
falta de normas específicas, de padronização da qualidade dos produtos, de
informação e de tecnologia podem ser extremamente prejudiciais à atividade do
tilapicultor.
Mesmo frente às dificuldades apontadas, o estudo indica
saídas a partir de simples estratégias competitivas, como o investimento em
grupos de pequenos produtores. Segundo Patrícia Mayana, “as possibilidades de
formação de casos de sucesso com a utilização de atividades conjuntas, quer
sejam de associações, cooperativas ou outros formatos de negócio, são inúmeras”.
O material sobre a tilápia é um dos 23 estudos de mercado encomendados
pelo Sebrae à Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) para auxiliar
produtores na tomada de decisões e gestores a direcionar estratégias de acesso a
mercados focados nos diversos segmentos, entre eles, banana, carne, leite e
derivados e madeira e móveis.
Fonte
www.paginarural.com.br
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Terremotos ajudam a criar exuberância de espécies marinhas, diz pesquisa
O que a diversidade de espécies marinhas tem a ver com
terremotos? Tudo, argumenta um grupo de pesquisadores na edição desta semana da
revista especializada "Science". Willem Renema e seus colegas do Museu
Nacional de História Natural da Holanda analisaram a distribuição de grandes
concentrações de espécies marinhas nos últimos 50 milhões de anos, e concluíram
que os conjuntos mais exuberantes de seres vivos estão sempre associados a áreas
de grande atividade sísmica - inclusive hoje, na área do Sudeste Asiático.
A explicação é que os terremotos, ligados ao movimento dos continentes, ajudam a
criar mares rasos, ricos em nutrientes, e a "misturar" espécies de várias
origens num só lugar, levando a uma concentração da diversidade em pequenos
espaços.
Fonte
www.g1.globo.com
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Pescadores japoneses fazem campanha para proteger os atuns
Pescadores da principal cooperativa pesqueira do Japão
iniciaram uma campanha para reduzir a pesca de atum em até 5%.
Nos últimos anos, o estoque de atum caiu de maneira significativa ao redor do
mundo.
A campanha envolve a interrupção temporária das operações. Segundo a
cooperativa, durante os próximos dois anos, 230 barcos de pesca irão parar as
atividades por um período de dois meses.
Apesar de a iniciativa não ser suficiente para recuperar os estoques de atum a
nível global, os pescadores afirmam que estão em negociação com outras frotas
pesqueiras na China, Coréia do Sul e Taiwan para aumentar o impacto das ações.
O Japão tem uma das principais frotas pesqueiras de atum do mundo e é um dos
principais consumidores de peixe do mundo.
O correspondente da BBC em Tóquio, Chris Hogg, afirma que, de acordo com alguns
ambientalistas, são necessárias ainda mais restrições à pesca para reduzir os
riscos aos atuns.
Além disso, eles argumentam que os consumidores devem ser informados sobre o
problema da sustentabilidade da pesca, ou espécie corre o risco de não
sobreviver.
Fonte
www.g1.globo.com
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Guardiões da Amazônia impede exportação ilegal de Peixes Ornamentais em Altamira/PA
Fiscais do Ibama em parceria com o Instituto Chico Mendes de
Biodiversidade (ICMBio) e Polícia Federal (PF) apreenderam na tarde de
quarta-feira (30), 3.717 peixes ornamentais no Aeroporto de Altamira, no Pará.
Os peixes estavam em processo de embarque para Belém, quando a equipe chegou ao
local e fez a apreensão. Duas empresas foram responsabilizadas pela infração e
irão pagar mais de R$114,3 mil em multas.
De acordo com o coordenador da Operação Guardiões da Amazônia, Alessandro
Queiroz, a apreensão foi realizada por meio de uma denúncia feita ao ICMBio.
“Fiscais do Chico Mendes nos informaram sobre a suspeita de exportação ilegal de
peixes ornamentais para a capital, de onde, provavelmente, seguiriam para o
exterior”, conta.Peixes Ornamentais apreendidos no Pará
Ainda segundo Queiroz, essas duas empresas estariam recebendo esses peixes de
ribeirinhos da região para promover o comércio ilegal de exportação. Uma delas
estava tentando transportar 615 peixes. O outro, 3.102. Para o primeiro, a multa
foi de R$32,3 mil e para o segundo R$82 mil. “Eles foram autuados pelo
transporte em desacordo com a autorização expedida pelo órgão ambiental
competente”, explica o coordenador.
Os peixes, que antes estavam acondicionados em vários sacos plásticos, estão
agora em caixas plásticas com sistema de aeração, que serve para produzir o
oxigênio no recipiente. A equipe aguarda a definição dos locais de soltura para
devolver os espécimes para seu habitat natural. Quanto aos autuados, além do
processo administrativo do Ibama, deverão ser encaminhados à Polícia Federal
para os procedimentos criminais.
Fonte
www.ambientebrasil.com.br
TOPO
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