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Nível de represa cai 17 metros e gera impactos para a pesca e o turismo

A estiagem dos últimos meses e o forte calor deixaram o nível do reservatório da represa Graminha, em Caconde (SP), cerca de 17 metros mais baixo. A situação prejudica pescadores e complica a vida de donos de pousadas, que já sentem a falta de turistas.

A represa é o principal atrativo turístico da cidade. Por causa da seca o volume de água vem diminuindo a cada semana, deixando um grande vazio. Mesmo com toda paisagem modificada, o turismo ainda não foi prejudicado. “A gente não perde os turistas, mas fica uma imagem que eles não gostariam de ver. Eles gostam de ver a represa toda cheia, bonita e a paisagem já não está favorecendo a isso”, disse a coordenadora de turismo Andréia Muniz.

Pela margem estão pousadas, hotéis e várias casas. No Parque da Prainha, um dos locais mais procurados pelos visitantes, para chegar até a água é preciso fazer uma boa caminhada. “Com o feriado tem poucos turistas nos ranchos porque está tendo falta de água”, disse o adminstrador da Prainha James Pereira.

O empresário Wagner foi passar o fim de semana com os amigos no local. Ele disse que para levar o barco até a água não foi tarefa fácil e o jetski ele ficou no meio do barranco. A casa ficou distante da margem, que chegava na porta na época de represa cheia. “A gente vem de São Paulo para se divertir um poquinho e não pode. Eu estou com o jetski parada por causa da roda da carreta que atola e não desce. É uma dificuldade enorme para colocar o barco na água”, disse.

Enquanto a situação não melhora, os turistas tentam se divertir como podem. “Para eles desde que tenha água está beleza”, afirmou a emprega doméstica Marli Dezorzi

Em alguns trechos da represa, a água revela marcas deixadas pelo tempo. Ruínas das casas que existiam antes da represa tomar conta de toda área já podem ser vistas.

A pescaria também sofre os impactos do baixo volume de água. “Sempre vim pescar, mas está muito ruim porque a represa está muito baixa e a gente só está pegando tilapinha miúda. Se ela estivesse mais cheia, pegaria melhor”, afirmou o ajudante de socorrista Nemias Silva.

A AES Tietê, empresa de geração de energia que administra a usina hidrelétrica de Caconde, informou que, apesar do nível da represa estar baixo, isso não compromete a geração de energia.

http://g1.globo.com

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