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Pinguins são soltos no mar após reabilitação em Anchieta, ES

Antes da soltura, as aves passaram por tratamentos, no Espírito Santo (Foto: Divulgação/)Mais de 40 pinguins encontrados em praias do Espírito Santo, do Rio de Janeiro e Bahia nos últimos meses foram soltos em alto mar em Anchieta, no Litoral Sul, às 8h desta quinta-feira (22). Segundo o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), a expectativa é que os 44 pinguins-de-magalhães percorram os 3,5 mil km que separam o Espírito Santo da Patagônia Argentina, seu habitat natural.

De acordo com o Instituto de Pesquisa e Reabilitação de Animais Marinhos (Ipram), a embarcação saiu da Praia da Areia Preta, em Iriri, e as aves foram soltas a cerca de 20 km da costa, em meio a uma corrente marítima em direção ao Sul. Ainda segundo o Instituto os animais haviam chegado no litoral do estado, fracos e doentes, e tiveram que passar por tratamentos, no Centro de Reabilitação de Pinguins do Espírito Santo, que fica na sede do Iema, em Cariacica.

O Ipram também informou que, após essa soltura, o Centro de Reabilitação tem 52 aves em tratamento. A bióloga o instituto Renata Bhering, disse que prevê a realização de mais uma soltura ainda neste ano. “Nem todos os 52 que estão no Centro atualmente poderão ser soltos, pois alguns ainda não terão condições. Esses permanecerão em tratamento e se juntarão aos que forem encontrados nas praias no inverno do próximo ano, pois o período de encalhe deste ano já terminou e as solturas precisam ocorrer em grupos”, explicou.

Segundo o Iema, a reabilitação consiste em internação em CTI para os animais mais debilitados, aquecimento dos que apresentam hipotermia, tratamento de ferimentos e doenças, administração de medicamentos e vitaminas, alimentação com peixe batido por sonda para os mais fraquinhos e sardinhas frescas para os mais fortes, além de natação para exercitá-los.

Além disso, os institutos acreditam que o aparecimentos das aves na costa capixaba seja em virtude do fenômeno La Niña, que influencia as correntes, e a pesca predatória, que diminui a oferta de peixes.

http://g1.globo.com

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