Chuva de "Peixes" Faz a Festa de Pescadores
'Chuva de peixe' faz a festa de pescadores
Mini-tornado durante temporal suga peixes de
córrego e dá a sensação que animais caíam do céu
Por: Gustavo Simon - Site Revista Pesca e Cia
Publicado em: 1/3/2007
Os moradores da pequena cidade mineira de Paracatu, no
noroeste do estado, tiveram uma experiência no mínimo curiosa há cerca de
duas semanas; e quem mais comemorou foram os pescadores locais.
Durante um temporal, relativamente comum na região nesta
época, a dona-de-casa Maria das Dores Vieira ouviu um barulho estranho e
abriu a janela da cozinha para ver do que se tratava.
Quando se deu conta, notou que, além da chuva pesada,
pequenos peixinhos estavam caindo do céu. "É impressionante, foi a primeira
vez que se viu isso...", comentou, ao programa "Bom Dia Minas", da TV
Globo.
Especialistas consultados pela reportagem do jornalístico
afirmaram que o fato inusitado se deu por um fenômeno pouco comum nas
cidades brasileiras.
Uma forte ventania - ou mesmo um mini-tornado - pode ter
se aproximado de algum córrego ou pequeno rio próximo e "sugado" os peixes
para o ar com a forte e intensa movimentação da água.
Quando chegou a Paracatu, junto com a tempestade, os
ventos perderam força e acabaram "jogando" os peixes para o chão, dando a
impressão que estava, literalmente, chovendo peixe.
Para quem achou difícil imaginar a situação, basta
lembrar de uma cena clássica do filme "Twister", com Helen Hunt, no qual uma
vaca aparecia sendo levada pelo vento de um enorme furacão.
Guardadas as devidas proporções, foi mais ou menos isso o
que se deu com os peixes em Paracatu no último dia 14. De acordo com a
Globo, o caso se repetiu em um raio de 20 quilômetros.
Os pescadores locais comemoraram bastante. Isso porque
alguns dos animais caíram em uma pequena represa formada por uma barragem
construída em uma fazenda da zona rural da cidade.
Lá, onde não havia peixes, agora verdadeiros cardumes de
alevinos estão crescendo. A Polícia Ambiental visitou a fazenda e organizou
uma campanha de conscientização entre a população para preservar os pequenos
peixes.
"A natureza é sábia", comentou um dos oficiais, justificando a curiosa
"migração" desses animais.
TOPO
Que Linha Devo Usar -
Por Mauro Jorge Carvalho - Consultor
Tecnico da Revista Pescador
Caro leitor.
Essa é a pergunta mais freqüente que os balconistas das lojas de pesca
escutam quando um cliente compra ou ganha um molinete ou uma
carretilha.
Olham para equipamento e ficam tentando adivinhar que linha cabe no
mesmo.
Vou agora dar algumas dicas e depois de lerem esta matéria
perguntarão:
- Como não tinha visto isso antes?
Bem, todo equipamento vem de fábrica com suas características
próprias, ou seja, com os dados necessários para que o usuário saiba
que linha usar e qual a capacidade que cabe em cada carretel ou
bobina.
Para tanto basta olhar nas
inscrições que circundam um carretel de um molinete, no corpo de uma
carretilha ou em sua embalagem.
Com certeza absoluta você encontrará as informações que procura.
Vou exemplificar:
Vamos pegar de modelo um molinete
qualquer, onde se lê no carretel:
mm / m 0.35 – 310
0.40 – 260 0.45 – 160;
Pode também aparecer
Ø / m.
(Diâmetro / Metro). Isto significa que se colocar uma linha 0,35
mm caberão 310 metros, se colocar uma linha 0,40 mm caberão 260
metros e se colocar uma linha 0,45 mm caberão 160 metros, ou seja,
dependendo do tipo de pescaria se usará a linha mais adequada ao
peixe que se propõe fisgar.
Explicando melhor, se você
pretende pescar Pacu e sabe que na região o peso máximo encontrado
não ultrapassa 6 kg, pode usar uma linha 0,45 mm, onde caberão no
seu carretel 160 metros e a mesma tem uma carga mecânica testada
para 9 kg, portanto terá linha suficiente para agüentar um peixe
grande e toda a força que ele exercerá sobre a mesma para se safar
do anzol.
No caso de uma carretilha o
procedimento é o mesmo. Dou como exemplo um tipo onde no corpo do
equipamento está escrito:
0.30 – 5,4 kg – 125 e 0.35 – 6,4 kg –100, ou seja, colocando uma linha 0,30 mm, com carga de
5,4 kg, caberão 125 metros e colocando uma linha 0,35 mm, com carga
de 6,4 kg, caberão 100 metros.
AI O LEITOR ME FARÁ OUTRA PERGUNTA
- Quando vou comprar uma linha e leio as informações na etiqueta,
algumas vezes está escrito:
0.35 – 12 lb.
O que significa
lb?
Como saberei para quantos kg ela foi projetada se está em
lb?
Bem, lb significa libras e 1
lb = 453,6 gramas.
Neste caso, se usarmos uma calculadora (coisa que nunca temos a
mão) saberemos que 12 x 453,6 = 5,4432 kg, ou seja, 5 kg e meio.
É, fica difícil de se calcular na hora, não é?
Que nada, faça de cabeça apenas dividindo o valor escrito em
lb por 2 e obterá 6 kg, que é aproximadamente o
valor que ela agüenta.
Se quiser ser mais preciso, subtraia 10% e chegará quase no valor
real. 6,0 – 0,6 = 5,4 kg.
Fácil...
OUTRA OBSERVAÇÃO
IMPORTANTE
Quando for comprar linha
para seu equipamento, não se baseie apenas nos peixes que se
pretende pegar ou nos dados escritos sobre a capacidade e espessura
de linha a ser usada, olhe também sua vara, pois é uma parte
importante e todo o conjunto tem que estar balanceado, não se pode
usar um molinete para pesca oceânica com linha da grossura de um
barbante, em uma vara para pesca de lambari.
Veja como exemplo uma vara
que no seu Blank (corpo) vem escrito: F60HT que é o modelo da vara,
Lure ¼ - 2 oz, que significa que ela é apropriada ao arremesso de
iscas artificiais e terá um aproveitamento perfeito se você usar
iscas que pese no mínimo
¼ oz que é
7 gramas e que no máximo pese 2
oz que é
56 gramas.
VAMOS EXPLICAR MELHOR
1 oz = 28,349 gramas.
Para calcular de cabeça use apenas 1
oz = 28
gramas (despreze as casas depois as vírgula).
Portanto ¼ oz = 28,4 = 7 gramas e 2
oz = 2 x
28 = 56 gramas.
Mas vamos voltar ao assunto anterior.
Continuando a ler as informações na vara, ainda encontramos:
Line 10 – 25 lb.
BEM JÁ DESCOBRIRAM
Ela é fabricada para se usar no máximo linha de 25
lb, calculando de cabeça 25,2 = 12,5 – 10% = 11 kg.
Lembrando, os três fatores devem estar em harmonia:
Molinete/Carretilha, Linha e Vara.
Agora sabem que não se pode usar
um molinete com linha 0,35 com carga de 12
lb, se a vara só agüenta 5
lb.
VAI QUEBRAR
Ou ao contrário, uma vara
super pesada com uma linha fina e fraca não sentirá a fisgada do
peixe e quando fisgar, automaticamente irá perde-lo pelo rompimento
da linha.
AINDA FALTAM TRÊS DICAS
Sabe aquela peça plástica que existe no
carretel dos molinetes, bem abaixo do local onde a linha fica
enrolada?
Sabe pra que serve?
Resposta: É uma presilha usada para se prender a ponta da linha
quando não se está pescando e o equipamento não está em uso.
UMA DÚVIDA CONSTANTE
Em um equipamento que cabe no máximo 200 metros de linha 0,35 mm,
porque não posso colocar 100 metros de linha 0,70?
Simples, o equipamento foi fabricado para ser usado no máximo com
essa bitola de linha, levando-se em consideração a carga mecânica
que ela representa, portando ao se colocar uma linha mais grossa,
estaremos sobrecarregando todas as peças do equipamento e assim
aumentando as possibilidades de quebrar e automaticamente diminuindo
de sua vida útil.
Às vezes no lugar de
“metros” encontramos em alguns equipamentos as siglas “yds” que significa Jardas, especialmente os de origem
norte americana e sua equivalência é:
1 jarda = 91,44 cm.
Ai é só fazer a conta para saber quantos metros de linha cabem no
carretel.
Ex: 330 yds = 330 x 91,44 = 301 metros.
Fonte: Site Fish Home -
www.fishhome.com.br
TOPO
Peixes Invasores Criados Para "Pesqueiros" Podem Eliminar Outras Espécies
Estudo identifica até dez variedades de
híbridos criados para pesca esportiva que podem arruinar espécies
naturais
A listinha compilada por Fábio Porto-Foresti, pesquisador da
Unesp (Universidade
Estadual Paulista) de Bauru, parece resultado daquelas
brincadeiras de criança em que a diversão é juntar dois nomes de
bicho, como em "leãofante".
Acontece que peixes como piaupara (mistura de piauçu com piapara),
cachapira (híbrido de cachara e pirarara) e muitos outros são bem
reais. Pior: podem representar a mais nova
ameaça à fauna dos rios do Brasil.
Porto-Foresti detalhou os resultados de sua pesquisa com os híbridos
durante o 51º Congresso Brasileiro de Genética, que começou ontem em
Águas de Lindóia (interior de São Paulo). Ele deixa claro que ainda se
sabe muito pouco sobre os efeitos ambientais dos peixes "mestiços".
"Eles provavelmente agiriam como uma espécie invasora", compara. Não é
pouco: estima-se que as espécies invasoras sejam a segunda principal
causa de extinções no planeta.
O pesquisador da
Unesp explica que essas misturas um tanto
bizarras - as quais, nos levantamentos realizados por ele e sua equipe
até agora, podem corresponder a até dez variedades novas - se devem,
em grande parte, a uma inocente diversão de fim de semana: os
pesque-pagues. Esses estabelecimentos proliferaram no interior de São
Paulo durante a década passada, e a competição fez com que eles
buscassem novos jeitos de atrair o cliente.
"Peixes diferentes, como esses híbridos, acabam sendo um grande
atrativo para o pescador", conta Porto-Foresti. Ao contrário do
tambacu (mistura de tambaqui com pacu), híbrido que foi desenvolvido
especificamente para piscicultura por pesquisadores, os que ele e seus
colegas estão identificando acabaram surgindo de forma bem mais
caótica.
Juntando as sobras
"No caso da cachapira, por exemplo, o que aconteceu muitas vezes foi
que as pessoas faziam a reprodução em cativeiro e, por algum motivo,
sobravam óvulos de cachara sem serem fecundados pelo macho da espécie.
Com a facilidade de misturar as células sexuais, já que a reprodução é
feita pela água, eles simplesmente decidiam aproveitar as sobras
juntando os dois", conta.
Nesse caso, trata-se dois gêneros e espécies diferentes (Pseudoplatystoma
fasciatum e Phractocecphalus hemeliopterus, respectivamente).
A equipe de Bauru já achou outros casos de mistura entre gêneros
diferentes, assim como a hibridização de espécies distintas do mesmo
gênero (o gênero é designado pela primeira palavra do nome
científico).
Se a coisa ficasse restrita aos pesque-pagues, seria só mais uma
curiosidade inócua para pescador ver. O problema, explica o
pesquisador, é se uma enchente cobre os tanques desses
estabelecimentos e arrasta os híbridos para rios e lagos naturais.
Misturas genéticas desse tipo têm uma característica "maldita": o
chamado vigor do híbrido. O espécime misto corre grande risco de ser
maior, mais forte, mais adaptável e até mais "sexy" -com cores e
barbatanas mais vistosas, por exemplo- que as espécies das quais
proveio.
Ao caírem na natureza, eles podem competir com as espécies naturais
por espaço, comida e mesmo fêmeas. Neste caso, se o híbrido for capaz
de se reproduzir, pode acabar suplantando geneticamente a espécie
original; se não, o mero fato de seduzir as fêmeas faz com que elas
gastem menos tempo com machos que realmente "valem a pena", ou seja,
conseguem fecundar óvulos. O resultado é a diminuição da população
original aparentada.
Freio na Bagunça
Tudo isso, é bom que se diga, pode ser previsto com base em situações
parecidas anteriores. "Ainda não sabemos que impacto esses híbridos
têm agora", diz o pesquisador da
Unesp. Já se sabe que alguns de fato atingiram
rios.
Porto-Foresti e seus colegas estão coletando o maior número possível
de híbridos e desenvolvendo ferramentas genéticas para flagrá-los,
como estudos do conjunto dos cromossomos (as estruturas enoveladas que
abrigam o DNA).
"Com base disso, pretendemos ajudar a desenvolver regras para o
controle dos híbridos, que praticamente não existem hoje", diz ele.
"Como é que você tira uma coisa dessas se ela cai na natureza? Ora,
não tira", brinca o pesquisador da
Unesp
O trabalho tem apoio da
Fapesp (Fundação
de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo)
Fonte :
Folha de S. Paulo
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