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Pesca excessiva amea√ßa 30% das popula√ß√Ķes de peixes, afirma ONU

Pescadores trabalham na Indon√©sia nesta segunda-feira (9). Segundo relat√≥rio da FAO, pesca excessiva j√° afeta 30% das popula√ß√Ķes de peixes no mundo. (Foto: Sonny Tumbelaka/AFP)

Relat√≥rio divulgado pela Organiza√ß√£o das Na√ß√Ķes Unidas para a Agricultura e Alimenta√ß√£o (FAO, na sigla em ingl√™s) informou que a comunidade internacional tem que fazer mais para garantir a pesca sustent√°vel no mundo e alertou que quase 30% das popula√ß√Ķes de peixes correm risco de desaparecer devido √† pesca excessiva.

No documento, divulgado nesta segunda-feira (9), a entidade afirma que muitas das popula√ß√Ķes marinhas, mesmo aquelas j√° monitoradas pela FAO, continuam sofrendo uma grande press√£o. ‚ÄúA superexplora√ß√£o n√£o afeta somente de forma negativa o meio ambiente, mas tamb√©m reduz a produ√ß√£o pesqueira, com efeitos negativos sociais e econ√īmicos‚ÄĚ.

Segundo a ag√™ncia da ONU, para aumentar a contribui√ß√£o da pesca marinha √† seguran√ßa alimentar, √†s economias e ao bem-estar das comunidades costeiras, √© necess√°rio aplicar planos eficazes para reestabelecer as popula√ß√Ķes de peixes afetados pela sobrepesca.

Pescadores da Indon√©sia coletam exemplares de atum nesta segunda-feira (9). Segundo relat√≥rio da FAO, pesca excessiva j√° afeta 30% das popula√ß√Ķes de peixes no mundo. (Foto: Sonny Tumbelaka/AFP)

De acordo com estat√≠sticas apresentadas pelo √≥rg√£o, cerca de 57% dos peixes est√£o totalmente explorados (ou seja, o limite sustent√°vel j√° est√° pr√≥ximo de ser atingido) e apenas 13% n√£o est√£o totalmente explorados. ‚Äú√Č necess√°rio fortalecer a governan√ßa e ordenar de forma eficaz a pesca‚ÄĚ, disse.

Dados da FAO de 2012 mostram que o setor pesqueiro produziu a cifra recorde de 128 milh√Ķes de toneladas de pescado para consumo humano ‚Äď uma m√©dia de 18,4 kg por pessoa ‚Äď proporcionando 15% da ingest√£o de prote√≠na animal a mais de 4,3 milh√Ķes de pessoas. Al√©m disso, o setor emprega atualmente 55 milh√Ķes de pessoas.

O relatório da ONU sustenta que o fomento à pesca e à piscicultura sustentáveis pode incentivar a administração de ecossistemas em larga escala e defende mecanismos como a adoção de um sistema de pesca e aquicultura mais justos e responsáveis.

Primeira página do texto final publicado pela ONU, com numeração e código de barras. (Foto: Reprodução)Primeira página do texto final da Rio+20 publicado
pela ONU, com numeração e código de barras.
(Foto: Reprodução)

Proteção dos oceanos foi tema da Rio+20
A prote√ß√£o √† biodiversidade marinha foi um dos principais temas debatidos pelos 188 pa√≠ses reunidos durante a Rio+20, Confer√™ncia das Na√ß√Ķes Unidas sobre Desenvolvimento Sustent√°vel, realizada no Rio de Janeiro entre os dias 13 e 22 de junho.

Um dos resultados definidos no documento ‚ÄúO futuro que queremos‚ÄĚ, fruto das negocia√ß√Ķes diplom√°ticas, √© a ado√ß√£o de um novo instrumento internacional sob a Conven√ß√£o da ONU sobre os Direitos do Mar (Unclos), para uso sustent√°vel da biodiversidade e conserva√ß√£o em alto mar.

O documento prev√™ ainda, entre outras medidas, a cria√ß√£o de um f√≥rum pol√≠tico de alto n√≠vel para o desenvolvimento sustent√°vel dentro da ONU, al√©m de reafirmar um dos Princ√≠pios do Rio, criado em 1992, sobre as ‚Äúresponsabilidades comuns, por√©m diferenciadas‚ÄĚ. Este princ√≠pio significa que os pa√≠ses ricos devem investir mais no desenvolvimento sustent√°vel por terem degradado mais o meio ambiente durante s√©culos.

Outra medida aprovada √© o fortalecimento do Programa das Na√ß√Ķes Unidas sobre Meio Ambiente (Pnuma) e o estabelecimento da erradica√ß√£o da pobreza como o maior desafio global do planeta. Para isso, o documento recomenda que ‚Äúo Sistema da ONU, em coopera√ß√£o com doadores relevantes e organiza√ß√Ķes internacionais‚ÄĚ, facilite a transfer√™ncia de tecnologia para os pa√≠ses em desenvolvimento.

Esse sistema atuaria para facilitar o encontro entre países interessados e potenciais parceiros, ceder ferramentas para a aplicação de políticas de desenvolvimento sustentável, fornecer bons exemplos de políticas nessas áreas e informar sobre metodologias para avaliar essas políticas.

http://g1.globo.com


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