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Países da União Europeia alcançam acordo sobre pesca sustentável

Pescadores trabalham na Indon√©sia nesta segunda-feira (9). Segundo relat√≥rio da FAO, pesca excessiva j√° afeta 30% das popula√ß√Ķes de peixes no mundo. (Foto: Sonny Tumbelaka/AFP)Os ministros europeus da Pesca alcan√ßaram na madrugada desta quarta-feira(15) um acordo m√≠nimo para favorecer uma pesca mais sustent√°vel e que se acomode aos crit√©rios do Parlamento Europeu, determinado a acabar com a pesca excessiva.

“Chegamos a um acordo por ampla maioria”, declarou o ministro irland√™s da Pesca, Simon Coveney, ap√≥s dois dias e uma noite inteira de negocia√ß√Ķes.

De acordo com a ag√™ncia de not√≠cias France Presse, a Irlanda, que assume a presid√™ncia semestral da UE, havia proposto que os pa√≠ses-membros revisassem sua posi√ß√£o sobre a reforma da Pol√≠tica Pesqueira Comum (PCP), aplic√°vel, em princ√≠pio, a partir de 2014, com o objetivo de responder √†s inquieta√ß√Ķes do parlamento, que dever√° agora dar sua aprova√ß√£o ao acordo.

“Espero que o Parlamento coopere conosco para finalizar um acordo (…). Esgotamos a vontade pol√≠tica do Conselho de chegar a um compromisso”, advertiu em uma coletiva de imprensa o ministro irland√™s e presidente rotativo da UE, Simon Coveney.

Ao t√©rmino de 36 horas de tensas negocia√ß√Ķes entre os Estados, muitos divididos neste tema, foi alcan√ßado um acordo m√≠nimo que busca conciliar suas posi√ß√Ķes com as da Euroc√Ęmara, que quer acabar o quanto antes com os descartes, a pr√°tica de devolver ao mar as capturas com escasso valor comercial, mortas ou de dif√≠cil conserva√ß√£o em alto-mar.

A maioria dos peixes que voltam vivos ao mar representam até 25% das capturas da UE. No entanto os espécimes lançados geralmente morrem.

Sobrepesca no mundo
Relat√≥rio divulgado pela Organiza√ß√£o das Na√ß√Ķes Unidas para a Agricultura e Alimenta√ß√£o (FAO, na sigla em ingl√™s) em 2012 alertou que quase 30% das popula√ß√Ķes de peixes correm risco de desaparecer devido √† pesca excessiva.

No documento, a entidade afirma que muitas das popula√ß√Ķes marinhas, mesmo aquelas j√° monitoradas pela FAO, continuam sofrendo uma grande press√£o. ‚ÄúA superexplora√ß√£o n√£o afeta somente de forma negativa o meio ambiente, mas tamb√©m reduz a produ√ß√£o pesqueira, com efeitos negativos sociais e econ√īmicos‚ÄĚ.

Segundo a ag√™ncia da ONU, para aumentar a contribui√ß√£o da pesca marinha √† seguran√ßa alimentar, √†s economias e ao bem-estar das comunidades costeiras, √© necess√°rio aplicar planos eficazes para reestabelecer as popula√ß√Ķes de peixes afetados pela sobrepesca.

De acordo com estat√≠sticas apresentadas pelo √≥rg√£o, cerca de 57% dos peixes est√£o totalmente explorados (ou seja, o limite sustent√°vel j√° est√° pr√≥ximo de ser atingido) e apenas 13% n√£o est√£o totalmente explorados. ‚Äú√Č necess√°rio fortalecer a governan√ßa e ordenar de forma eficaz a pesca‚ÄĚ, disse.

http://g1.globo.com


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