Últimas Notícias

Prefeitura realiza fiscalização de peixes em peixarias e restaurantes de Florianópolis

A fiscalização dos peixes passou por peixarias e supermercados de Florianópolis (Foto: Betina Humeres / Agencia RBS)A variedade de pescados oferecidos em restaurantes, supermercados e peixarias da Capital atrai turistas e consumidores. Mas, para quem não conhece o peixe, como é possível saber se não está levando gato por lebre? Boatos de que clientes estariam adquirindo, sem saber, peixes mais baratos pensando que estavam comendo peixe nobre, motivaram a fiscalização realizada na manhã desta quarta-feira pela Secretaria Municipal de Pesca, Procon e Imetro.

A primeira parada do grupo foi no Mercado Público de Florianópolis. Foram recolhidas amostras de peixes crus como linguado, salmão e cação, em quatro peixarias. O doutor em genética Daniel Cardoso de Carvalho, da empresa contratada para efetuar o serviço, explica que por meio das amostras é possível identificar o DNA das espécies:

— Vou fazer a análise do DNA e comparar com um banco de dados que temos com as espécies de importância comercial. No peixe cozido também é possível verificar, só é mais trabalhoso — relatou.

Para o secretário adjunto de pesca, Tiago Bolan Frigo, é muito difícil de diferenciar visualmente as espécies, principalmente quando já estão cortadas em filé, congeladas ou no prato preparado no restaurante:

— Os peixes de carne branca são muito parecidos, até mesmo no gosto. Por isso pedimos a análise detalhada, queremos dar mais segurança ao consumidor. No máximo em 30 dias teremos os resultados — disse o secretário.

Aprovado por comerciantes e clientes

Durante a fiscalização, todos os comerciantes se mostraram receptivos com os técnicos e cederam amostras. O comerciante Ronaldo Oliveira, proprietário da Pescados Oliveira, umas das fiscalizadas, disse não ter nenhuma preocupação quanto aos resultados:

— Aqui nós fazemos tudo de forma correta, compro tudo com nota fiscal de empresas confiáveis. Mas a gente sabe que tem muito frigorífico clandestino vendendo panga como se fosse linguado — relatou.

A consumidora Vanise Correa de Abreu costuma comprar peixe fresco no Mercado Público e aprovou a fiscalização.

— É bom, assim temos certeza que não estamos levando gato por lebre. Não sei se já fui enganada, pois costumo comprar filé, e é mais difícil de perceber, mas acho que antigamente os peixes tinham mais qualidade — disse.

Imetro verificou peso e embalagens

Após a visita ao mercado, o grupo seguiu para um supermercado do Continente. No local o IMETRO recolheu 13 amostras de cinco marcas diferentes para verificar se o peso é correspondente a embalagem. Marcos Leandro da Silva, gerente de produtos pré-medidos, explica que os testes são feitos no instituto com a presença de representantes dos fabricantes:

— Por um acordo com os fabricantes, eles também repõem o estoque dos estabelecimentos em que recolhemos — explica.

Marcos destaca que em alguns casos, é colocado gelo e água nos produtos, aumentando o peso, mas na hora do descongelamento reduz muito. O correto, segundo ele, é que o produto tenha o peso real da embalagem, mesmo quando descongelado.

Autuação no caso de fraudes

O diretor do Procon Municipal, Michel Silva, explica que após a análise das amostras, se for descoberta alguma alteração, os estabelecimentos podem ser autuados, e aberto processo administrativo:

— Isto é enganar o consumidor, vendendo um produto e entregando outro. A fiscalização continua em restaurantes nesta quarta-feira, mas de forma secreta.


Estimulamos o debate amistoso. Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Portal Pesca Amadora. Mensagens consideradas ofensivas serão excluidas automaticamente. Dúvidas e perguntas acesse a página de contato