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Municípios repudiam redução do nível de reservatório de Mascarenhas de Moraes

Reuniao sobre reducao de nivel do Lago de FurnasA Associação dos Municípios da Microrregião do Médio Rio Grande – AMEG promoveu nesta terça-feira (06) um debate em torno da redução drástica do nível do Reservatório de Mascarenhas de Moraes. Conforme correspondência encaminhada pela Eletrobras para a prefeitura de Delfinópolis poderá haver uma redução de até treze metros no nível do reservatório o que impactará negativamente toda a região do entorno do lago.

A medida também afetará diretamente os municípios de Cássia, Claraval, Ibiraci, São João Batista do Glória e Passos. O encontro contou com a participação do deputado estadual Pompílio Canavez, um representante do deputado federal Carlos Melles e do estadual Antonio Carlos Arantes, um representante do deputado estadual Cássio Soares, de prefeitos, vereadores, procuradores, empresários e representantes da sociedade civil organizada.

Presente ao evento, o deputado estadual Pompílio Canavez, lembrou em sua fala a experiência vivida há alguns anos na região do Lago de Furnas, quando era prefeito de Alfenas e também presidente da ALAGO – Associação dos Municípios do Lago de Furnas. “Num outro momento de crise, a exemplo de vocês hoje, nós também empreendemos diversas lutas para evitar um colapso em nossa região. Com a situação apresentada nós devemos conversar com o interlocutor certo, ou seja, o Operador Nacional do Sistema – ONS e exigir a apresentação dos estudos que comprovem a necessidade de intervenção no nível dos reservatórios” comentou o parlamentar.

Usina Hidreletrica de Mascarenhas - Lago do PeixotoO prefeito de Passos, Ataíde Vilela, fez uma breve explanação sobre a dinâmica do sistema nacional que gera a energia necessária para o país e lembrou que os lagos de Furnas e Mascarenhas de Moraes são importantes balizadores das águas do Rio Grande. “A atitude do ONS é totalmente irresponsável. Baixar o nível dos reservatórios aos patamares mínimos pode, além de impactar negativamente na agricultura, na pecuária, no turismo, e em pouco tempo pode até mesmo inviabilizar a geração de energia e isso é muito preocupante. É necessário que todos os setores se envolvam neste movimento porque o que podemos vislumbrar é o verdadeiro caos”, alerta.

Tomando a palavra o presidente da AMEG, Rêmolo Aloise, defendeu a criação de um movimento, não só dos municípios afetados diretamente pela medida da Eletrobrás, mas, de toda a região. Destacou ainda a importância da presença dos deputados que representam a região e a força que podem somar. “Não há outro caminho a não ser levarmos adiante este movimento em favor da manutenção dos níveis dos reservatórios, tanto o de Furnas quanto o de Mascarenhas de Moraes”, comentou.


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