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Grupo realiza soltura “equivocada” de alevinos no Rio Iguaçú-PR

Grupo realiza soltura equivocada de alevinos no Rio Guaçú-SPO que parecia ser um ato de consciência ambiental, na verdade foi uma imprudência e crime contra o meio ambiente cometida por três pescadores amador no Rio Iguaçu, no município de São Mateus do Sul-PR, nessa terça-feira (3).

Segundo relatou Fabio Arduim, ele e outros dois amigos arrecadaram R$ 627,00 em campanha realizada na internet, com a ajuda de uma loja de pesca e compraram 1.750 alevinos de “carpa capim” e outros 350 alevinos de jundiá para introduzir no Rio Iguaçu. O que o grupo não imaginava é que a atitude foi equivocada pois não pertencem aquela bacia.

Certamente sem solicitar ajuda de um profissional biólogo da área, e por já terem capturado a espécie no rio, os rapazes por conta própria compraram os alevinos sem conhecimento sobre o assunto e fizeram a soltura sem qualquer tipo de acompanhamento.

Uma rápida pesquisa poderia mostrar aos jovens quais as espécies “nativas” são encontradas no rio e assim, introduzi-las de forma correta a fim de repor o estoque de peixes da região.

Carpas-eua

Carpa-Capim nos EUA

A carpa é uma espécie asiática e está presente em alguns rios do Brasil por introdução acidental. Recentemente, “Carpa-comum, Carpa-espelho, Carpa-asiática e Carpa-Hungara” vem se multiplicando nos rios dos Estados Unidos de forma descontrolada e devastadora, trazendo um desequilíbrio muito grande, em algumas cidades, não se encontra outra espécie que não seja carpa.

No Missouri e Mississipi, a “grass carp” ou carpa-capim, foi introduzida para combater algas e outras plantas indesejáveis.

No Brasil várias espécies de carpas são criadas para serem inseridas em pesqueiros particulares.

A carpa-capim é originária da Ásia (China e Sibéria oriental).
Impactos: Competição com espécies nativas, destruição da vegetação aquática dos rios e lagos. Porta para disseminação de patógenos e parasitas.

Grupo realiza soltura equivocada de alevinos no Rio Guaçú-SPA iniciativa segundo disseram a um jornal local, era para passar uma mensagem positiva aos pescadores. “A intenção disso é conscientizar a população para cuidar do nosso rio, preservar a natureza e praticar a pesca consciente”, disse Fábio.

É importante ressaltar que apesar de parecer um ato nobre, a introdução de alevinos em qualquer rio, deve ser acompanhado de empresa ou profissional especializado com base em pesquisas que mostrem quais os peixes são nativos da região e de que forma serão introduzidos. Antes de tomar qualquer atitude desse tipo, entre em contato através do site do ibama e solicite informações a respeito.


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