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Pesca ilegal na “Laje de Santos” preocupa pesquisadores em SP

Pedra da Laje de Santos 2O Parque Estadual Marinho da Laje de Santos, no litoral de S√£o Paulo, possui, em seu territ√≥rio de quase 5 mil hectares, uma grande diversidade de animais marinhos e √© o √ļnico parque marinho entre as unidades de conserva√ß√£o do Estado de S√£o Paulo. O local abriga mais de 150 esp√©cies de peixes, tartarugas, golfinhos e tubar√Ķes e, por isso, √© considerado um ber√ß√°rio natural.

A Laje de Santos está a 42 km da costa e é uma área de proteção integral criada em 1993. Na publicação da Lei de proteção ambiental, está previsto que a fauna, a flora e as reservas ecológicas não devem ser atingidas e danificadas pela população.

O cotidiano, porém, é de preocupação para mergulhadores, pesquisadores e biólogos que frequentam o local para atividades profissionais e de lazer.

De acordo com o auxiliar de pesquisa, Guilherme Kodja, que frequenta a Laje de Santos, ele j√° encontrou diversos casos de pesca ilegal na √°rea.

‚ÄúDesde 2002, j√° vi diversos casos de pesca ilegal. Com linha de espinhal, pesca fantasma, pelo menos seis casos. N√≥s ficamos muito tristes, mas entendemos que aquilo √© parte de um processo, n√≥s temos que educar. A grande ferramenta √© a educa√ß√£o ambiental‚ÄĚ, disse.

‚ÄúMuitas vezes os caras fogem, mas em um caso mais recente, os turistas acabaram vendo. Eles viram que isso acontece com mais frequ√™ncia do que eles imaginam e √© mais triste do que todos pensam‚ÄĚ, relata.

Recuperação de animais
Apesar do cuidado dos mergulhadores e pesquisadores, nem todos os animais conseguem se salvar das armadilhas dos pescadores amadores ou profissionais. Alguns deles acabam se machucando e até sendo mortos, por conta das linhas de pesca e dos barcos que frequentam o local.

Por isso, o Aqu√°rio de Santos tem papel fundamental na recupera√ß√£o dos animais que s√£o resgatados. Os profissionais resgatam os animais e possuem uma din√Ęmica de trabalho para recolocar as principais esp√©cies de volta ao seu habitat natural.

O respons√°vel pelo trabalho de recupera√ß√£o dos animais √© o bi√≥logo marinho Alex Ribeiro. “N√≥s recebemos diversos animais, mas as tartarugas s√£o os principais. Diversas vezes por conta de lixo que elas acabam engolindo ou por machucados derivados de colis√Ķes com barcos. Assim come√ßa o nosso processo de recupera√ß√£o dos animais”, conta.

Alex relata que a Laje de Santos, geralmente, √© o local escolhido para que os animais retornem √† natureza. “A gente sabe que l√° eles n√£o ter√£o muitos predadores e encontrar√£o comida facilmente. Al√©m de ser um local protegido. Muitas vezes, em alguns mergulhos que fazemos, acabamos encontrando os animais que n√≥s recuperamos, isso √© muito gratificante”, finalizou.

Portal G1 – Globo.com


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