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Mais de 2.600 tartarugas foram encontradas mortas entre Ubatuba(SP) e Laguna(SC) nos últimos seis meses

Tartaruga verdeEm seis meses, o Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos, capitaneado pela Univali em Itajaí, recolheu mais de 2,6 mil tartarugas mortas entre Ubatuba (SP) e Laguna (SC), uma média de 14 por dia. A maioria por interferência humana, e elas não são as únicas vítimas: aves tiveram uma mortandade ainda maior, com um registro de mais de 4,8 mil nos últimos 180 dias.

Os números assustaram até mesmo os pesquisadores. André Barreto, coordenador do projeto, diz que será necessário reunir novos dados para entender se se trata de um fenômeno isolado, ou uma prova de que a fauna marinha está ameaçada.

  • Aves: 4.880 mortas – 687 vivas
  • Mamíferos marinhos: 479 mortos – 31 vivos
  • Tartarugas marinhas: 2.649 mortas – 208 vivas

Foi um ano atípico, sob influência do el niño. Queremos entender se a mortandade foi fora do normal, ou se não sabíamos ainda desses números porque não víamos.

Entre os pássaros, é possível que um fenômeno meteorológico tenha interferido na morte de cerca de 2 mil exemplares de uma ave marinha conhecida como bobo grande, e que migra do Hemisfério Norte para o Sul. Os animais foram encontrados num período de 20 dias, possivelmente vítimas de uma frente fria.

Tartaruga verde 2Entre as tartarugas, a principal causa de morte é a pesca e o lixo que, por negligência do ser humano, vai parar no mar. As simpáticas tartarugas-verdes, as mesmas que viraram personagem no filme Nemo, são as que mais aparecem mortas nas praias, coincidentemente, as que vivem mais perto da costa.

Animais encontrados vivos ou debilitados também recebem atenção do projeto. O que já se sabe é que a atividade humana causa impacto aos animais marinhos, e os números provam que as consequências são sérias. Às vezes é difícil apontar um único culpado, mas de modo geral, podemos dizer que a atividade do ser humano está afetando a fauna marinha.

Projeto monitoramento de praias finaciado pela PetrobrasO Projeto de Monitoramento de Praias é financiado pela Petrobras. Foi uma exigência do Ibama para autorizar a exploração de dois novos poços de petróleo na Bacia de Santos, e tem como principal objetivo descobrir qual o impacto que a produção e o transporte de petróleo e gás têm sobre a fauna marinha.


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